Dalila conversa com Simone...

Devido Simone está perto de dar a luz, Dalila resolveu ficar com ela, na casa dela, para se acaso precisasse.

Os meses se passaram velozmente, e Simone, finalmente, entrou em trabalho de parto. A ansiedade e a apreensão eram palpáveis, mas a alegria da chegada iminente do bebê também estava presente. Dalila, fiel amiga e confidente, estava ao seu lado, oferecendo apoio e conforto.

Simone: (Respirando fundo, com dores) Dalila… a dor… está ficando cada vez mais forte…

Dalila: (Segurando a mão de Simone) Eu sei, meu amor. Respira fundo… concentra-se na sua respiração… eu estou aqui com você. Tudo vai dar certo.

Simone: (Gemendo de dor) Eu estou com tanto medo…

Dalila: Não tenha medo, Simone. Você é forte, você vai conseguir. Eu estou aqui, e vamos enfrentar isso juntas. Você vai ser uma mãe maravilhosa.

Simone: (Entre uma contração e outra) E se… e se eu não conseguir?

Dalila: Você vai conseguir, Simone. Acredite em si mesma. Você é mais forte do que imagina. E eu estou aqui para te apoiar em cada passo do caminho.

Simone: (Chorando) Eu queria que Danilo estivesse aqui…

Dalila: (Com firmeza) Mas eu estou aqui, e isso é o que importa. Você tem a nós, e isso é mais valioso do que qualquer outra coisa.

Simone: (Aperta a mão de Dalila com força) Obrigada, Dalila… obrigada por estar aqui…

Dalila: De nada, meu amor. Eu estou aqui para o que você precisar. Agora, respira fundo… concentre-se na sua respiração… e lembre-se de que você é uma guerreira.

No carro a caminho do hospital, Dalila dirigia com cuidado e atenção, enquanto Simone, entre contrações dolorosas, se agarrava ao banco, buscando conforto em meio à dor.

Simone: (Gemendo) Dalila… está chegando…

Dalila: Eu sei, meu amor. Vamos chegar logo. Só mais um pouco… respira fundo… você está indo muito bem.

O carro finalmente parou no estacionamento do hospital. Dalila, com movimentos rápidos e precisos, ajudou Simone a sair do carro, apoiando-a enquanto ela cambaleiava de dor. A respiração ofegante de Simone ecoava no silêncio da noite.

Dalila: (Com firmeza e calma) Vamos lá, Simone. Você está quase lá. Respira fundo, e vamos entrar.

Dalila ajudou Simone a entrar no hospital, guiando-a até a recepção com passos firmes e decididos. A recepcionista, vendo a situação, imediatamente chamou uma maca e uma enfermeira.

Enfermeira: (Avaliando Simone) Senhora, você está em trabalho de parto avançado. Vamos levá-la imediatamente para a sala de parto.

Simone foi levada para a sala de parto, onde a equipe médica a recebeu com profissionalismo e eficiência. Dalila, por sua vez, ficou sentada em uma cadeira ao lado, observando tudo com preocupação e apreensão. A cada gemido de Simone, seu coração batia forte.

Dalila: (Sussurrando para si mesma) Vai dar tudo certo… vai dar tudo certo…

Após algumas horas de intenso trabalho de parto, o choro de um bebê ecoou pela sala. Um choro fraco, mas cheio de vida. Dalila sentiu um nó na garganta, as lágrimas escorrendo por seu rosto.

Enfermeira: (Mostrando o bebê para Dalila) Parabéns! É um menino. Ele está saudável e forte.

Dalila se aproximou, observando o pequeno ser com admiração e ternura. Um sentimento de alegria e gratidão a invadiu. Ela se sentia privilegiada por ter acompanhado Simone nesse momento tão especial.

Dalila: (Com a voz embargada) Que lindo… ele é perfeito.

A enfermeira entregou o bebê para Simone, que o abraçou com força, as lágrimas de alegria escorrendo por seu rosto. A exaustão física era evidente, mas a felicidade e o amor materno brilhavam em seus olhos.

Simone: (Com a voz fraca, mas cheia de emoção) Dalila… obrigada… obrigada por tudo…

Dalila: (Abraçando Simone) De nada, meu amor. Eu estava aqui para você. E sempre estarei.

Dias depois, com Simone e o bebê já mais estabilizados, Danilo apareceu no hospital. A visita não era esperada, e a tensão pairou no ar. Dalila estava presente, observando tudo com cautela. Simone, ainda frágil, segurava o bebê nos braços.

Danilo: (Hesitante) Simone… posso ver o bebê?

Simone olhou para ele, uma mistura de emoções em seus olhos: dor, ressentimento, e um fio de esperança. Dalila permaneceu em silêncio, observando a cena.

Simone: (Fria) Ele está dormindo.

Danilo: (Insistindo) Eu… eu quero conhecê-lo. Eu quero ser pai.

Simone: (Sem mudar a expressão) Você teve a sua chance, Danilo. Você a desperdiçou.

Danilo: Eu sei… eu sei que errei. Mas eu estou aqui agora. Eu quero mudar. Eu quero fazer parte da vida dele.

Danilo abaixou a cabeça, a culpa evidente em seu rosto. Ele não tinha palavras para justificar suas ações passadas.

Danilo: Eu sei… eu só… quero ter a chance de mostrar que eu me arrependo. Que eu quero ser um pai presente. Por favor, Simone. Deixe-me ver meu filho.

Simone hesitou por um longo momento, olhando para o bebê em seus braços, depois para Danilo. A decisão não era fácil. O ressentimento ainda estava presente, mas um pequeno fio de esperança, talvez por causa do bebê, começou a surgir em seu coração.

Simone: (Suspirando) Cinco minutos. Só cinco minutos. E depois você vai embora. Sem promessas, sem justificativas. Só cinco minutos para ver seu filho.

Dalila: Simone…

Simone: (Secando as lágrimas) Ele… ele parece arrependido. De verdade.

Dalila: Ele precisa provar isso, Simone. Mas… eu vi algo em seus olhos, uma sinceridade que eu não tinha visto antes. Talvez… talvez ele tenha mudado.

Simone: Mas Dalila… tudo o que ele fez… a dor, a solidão…

Dalila: Eu sei… eu sei que foi difícil. Você foi incrivelmente forte. Mas Simone, você não está sozinha. Você tem o nosso apoio, e agora, você tem seu filho. Você merece ser feliz. E talvez… talvez ele mereça uma segunda chance.

Simone: Uma segunda chance? Depois de tudo?

Dalila: Ele precisa lutar por ela, Simone. Mas você também precisa decidir o que te faz feliz. Você não precisa carregar esse peso sozinha. Você merece amor, apoio, e uma vida plena. E seu filho merece crescer com um pai presente, mesmo que isso signifique dar uma chance a Danilo.

Simone: Mas e se ele falhar de novo?

Dalila: Então, você terá a força para seguir em frente, sozinha ou com o nosso apoio. Mas não se prive da possibilidade de uma nova vida, de uma família unida e feliz. Não feche as portas para a felicidade por medo de se machucar novamente. Você merece ser feliz, Simone. E seu filho merece ter um pai e uma mãe unidos, amando-o incondicionalmente.

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