Capítulo 7

°°°°° Lembrança de Jack °°°°°

Um parque central da cidade, era rodeado de árvores. Com um lago no centro, que exibiam carpas magníficas, era o local preferido para passeios em família. Naquele dia, perto das dezessete horas da tarde, ele estava quase vazio. Jack e Elias, caminhavam de mãos dadas, por ele, despreocupados.

Elias Pamane: Amo essas tardes com você.

Jack: Eu também.

Os cabelos de Jack, brilhavam. Elias parou por um momento, e ficou admirando.

Elias Pamane: Você é tão bonito. Eu sinto até raiva quando olham para você. Mas como poderia evitar? Se é o que você causa isso, normalmente ao sair de casa... Você atrai todos os olhares. E eu morro de ciúmes. Só eu posso olhar para você.

Jack: Você é sempre romantico, mas falar assim, já é exagero. Eu nunca reparei ninguém olhando para mim.

Elias Pamane: Porque você é muito inocente. Sabe... Eu faria amor com você aqui mesmo.

Jack: Elias! Que coisa feia de se falar na rua. Assim em público, e se uma criança estivesse passando? Eu não gosto dessas brincadeiras.

Elias Pamane: Eu sei, desculpa. Só estava me expressando alto.

Jack: Então... Guarde suas ideias, para quando estivermos sozinhos. E acabamos desviando do assunto não é? Eu estava falando sobre o assunto do Dilan, não era?

Elias Pamane: Era. Mas eu nem dei mais atenção, porque ele é muito burro. Não deveríamos perder nosso tempo pensando nele. Ele que faça o que achar melhor.

Jack: Mas é um assunto sério. E ele é seu melhor amigo... Vai mesmo deixar ele ser chantageado assim?

Elias Pamane: Jack, eu tenho as minhas dúvidas se ele está mesmo sendo chantageado.

Jack: Porque ele inventaria uma história como essa? Estaria disposto a ceder, mesmo se prejudicando. Eu não acredito que seja mentira. Se ele fizer isso, vai entregar metade da empresa dele de bandeja!

Elias Pamane: Foi por isso que eu disse que é muita burrice.

Jack: Não vai mesmo fazer nada?

Elias puxou o rosto de Jack para perto do seu, bruscamente, em seguida o beijou.

Elias Pamane: Claro que eu vou. Estou só brincando. Temos que fazer alguma coisa para salvar aquele idiota, dessa idéia mais idiota ainda. Mas, o que podemos fazer?

Jack: A essa altura, ele já deve estar chegando na empresa. Eu só consigo pensar em irmos lá.

Elias Pamane: Perfeito amor! Vamos lá, como nas novelas, e gritamos "Dilan, não assine!"

Jack riu.

Jack: É, vamos fazer isso.

Cerca de trita minutos depois, o casal entrou na empresa, e foi até a sala da diretoria, onde normalmente as reuniões e acordos são realizados.

Elias Pamane: Eita!? Chegamos tarde? Ele não está aqui.

Jack: Será que já assinou então?

Elias Pamane: Não sei... Vamos nos separar. Ele pode estar em qualquer lugar agora. Procura o diretor Davi, quem sabe, ele viu o Dilan. Quem encontrar primeiro, liga no celular, e avisa o outro.

Jack: Por falar em celular, você tentou de novo ligar para ele?

Elias Pamane: Tentei, mas está fora de area. Acho que na verdade, deve estar desligado.

Jack: Tá bom.

Jack saiu primeiro. Enquanto Elias, pegou o celular de seu bolso.

Elias Pamane: Dilan? Você está na empresa ainda?

[Dilan Theranove: Sim. Estou no setor G. porque?]

Elias Pamane: Já assinou os documentos?

[Dilan Theranove: Estou pensando bem nisso. A Diana me chamou na sala de reuniões, daqui a dez minutos. Mas se eu conseguir provar que eu não tenho nada a ver com isso, talvez eu consiga mudar a situação. Preciso de um pouco mais de tempo. Vou pedir isso para ela.]

Elias Pamane: Se você voltar atrás vai demonstrar que não é preciso. O combinado foi feito. Vou me encontrar com você, para garantir que ela não vai inventar mais nada.

[Dilan Theranove: Não sei. Acho melhor eu não ceder.]

Elias Pamane: Calma estou indo até você. Vamos conversar pessoalmente.

[Dilan Theranove: Tá bom. Estou esperando então.]

Elias se apressou para encontrar Dilan no caminho da sala, onde se encontraria com Diana.

Elias Pamane: O que está lhe deixando com dúvidas?

Dilan Theranove: Mesmo eu assinando, ela ainda pode querer me acusar. Não tenho segurança disso. Pensei em contratar um detetive, para ajudar com essa situação.

Elias Pamane: De qualquer forma, isso não será tão ruim. Se você fizer isso, o Jack sera quem tem mais poder na empresa. E você pode confiar nele. Eu já fiz isso. Foi a minha prova de amor.

Dilan Theranove: Eu não acho que isso foi um presente que o Jack apressiou. Ele não é o tipo de pessoa que quer poder, ou dinheiro. Ele é sensível, do tipo que só o amor que interessa.

Elias Pamane: Ele tem amor o suficiente ao meu lado.

Os saltos de Diana Florença foram ouvidos pelos dois, que olharam para trás em seguida. A mulher, tinha longos cabelos ruivos, olhos verdes e uma postura elegante.

Daiana Florença: Olha só o que temos aqui. Elias? Espero que não se intrometa no assunto entre Dilan e eu.

Elias Pamane: Ah, irmãzinha. Você é tão desagradável, que eu vim fazer companhia para ele poder aturar você.

Diana: Você não é meu irmão. Meu pai adotou você por pena. Detesto que me chame assim. Dilan, venha comigo por favor. Não vamos dar atenção para ele.

Elias parou.

Elias Pamane: Bem, vai com ela. Acho que você sabe bem o que fazer.

Dilan entrou com a mulher. Os dois se encararam por um tempo.

Daiana Florença: Você sabe como são essas coisas. Não queria prejudicar você. Quem mansa nas coisas, ainda são os nossos pais, sabe disso não? Tudo o que somos é a mão de obra. Se desconfiarem que você pode ter sabotado a empresa, eles vão tomar uma decisão que não iríamos gostar. Negociarmos suas ações, não é uma chantagem, como parece. É uma forma de nos matermos no controle ainda.

Elias Pamane: Como eu vou ter uma garantia? Acha mesmo que me importo com o castigo do meu pai? Estou preocupado, porque essa situação pode envolver a polícia.

Daiana Florença: Grave as minhas palavras, em seu celular e guarde como prova.

Dilan ligou o gravador de voz, de seu celular.

Daiana Florença: Dou a minha palavra que não vou expor você, sobre o possível desvio da empresa Dilan. Caso contrário, eu estaria tão envolvida quanto você.

Dilan Theranove: Obrigada.

Após assinar os papéis, Dilan saiu da sala, e foi até o terraço da empresa, onde encontrou Jack.

Jack: Dilan! Finalmente! Você não assinou àqueles papéis, assinou?

Dilan Theranove: Sim. Eu assinei.

Jack: Eu não acredito nisso! Como vocês é bobo!

Jack deu vários socos nos braços de Dilan.

Dilan Theranove: Ai! Ai! Calma! Para com isso! É sério... Você está uma gracinha batendo em mim.

Jack: Você cometeu um grande erro.

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