O carro de prata de Jack Shilen, estacionou em frente a uma casa bonita, feita de madeira. Ele saiu do carro, e passou por um caminho de pedras, cercado de grama bem verde. A porta da casa, abria de forma lateral, e também era feita de madeira, com quadrados de vidro decorado.
Abatido e visivelmente cansado, ele passou pela porta, e se deitou em um belo sofá, também de madeira, com estofado em verde. Jack era magro, de pele clara, e cabelos finos, longos até os ombros, que sempre ficavam na frente de seu rosto.
- Olhem só! O meu menino já chegou. Que bom.
Jack: Oi Vovô.
Vovô Jairo: Como foi no trabalho hoje?
Jack: No trabalho... Foi tudo bem.
Vovô Jairo: Fico muito feliz que você tenha aprendido tudo, assim tão rápido. Tenho muito orgulho de você. Sabe que eu estava agora mesmo aqui, parado, pensando em que horas iria chegar. Adivinha o que eu fiz?
Jack: Tempura!
Vovô Jairo: Isso mesmo! Acertou em cheio.
Jack: Que ótimo. Eu gosto tanto de tempurá vovô. Mas, não qualquer tempurá, somente os feitos pelas suas mãos.
Jack se animou e levantou do sofá, acompanhando o seu avô, até a cozinha. Ele reparou na mesa, já posta para três.
Jack: Vocês estavam mesmo me esperando para comer!? E se eu tivesse demorado mais?
Vovô Jairo: O esperaríamos do mesmo jeito, não é Jasmin?
Se aproximando da mesa, uma jovem de pele bem mais clara que Jack, tinha olhos azuis brilhantes e cabelos longos até a cintura.
Jack: Que bom te ver assim. Parece que a minha irmazinha está muito melhor!
Jack abraçou a menina.
Jasmin: Não se preocupe comigo irmão. Eu já estou muito melhor mesmo. Consegui andar pelo quintal, tomar sol e também consegui comer tudo o que o você colocou no meu prato.
Jack: Isso me deixa muito feliz. Continue se esforçando tá bom?
Jasmin: Sim. E se eu continuar nesse ritmo, com certeza, vou poder ir ver os fogos no ano novo!
Vovô Jairo: Isso mesmo. Ela logo irá sarar dessa doença! E vamos dar adeus a esses remédios, e aos médicos também, não é filha?
Jasmin: Não vejo a hora vovô! Isso é tudo o que eu mais quero.
Jack: Bem... Então vamos comer! E para falar a verdade, eu estava com tanta fome.
Jasmin: Ah, eu não ia dizer, mas está mesmo com cara de fome.
Vovô Jairo: A Sua irmã tem razão filho. Não está com um aspecto saudável. Está se cansando demais no trabalho?
Jack: Um pouco, tenho que admitir. Mas eu só preciso desse tempurá, e já estarei como novo.
Os três riram com o comentário de Jack.
Vovô Jairo: Eita! Sabia que estava faltando alguma coisa, aqui na mesa. Vou pegar o chá que esqueci.
O senhor se afastou e foi até a pia.
Jasmin: Jack... Se lembra que você me pediu, para avisar você, se o CEO da companhia Theranove aparecesse aqui novamente?
Jack: Sim, porque?
Jasmin: Ele veio.
Jack: Que filho da mãe! Cretino!
Jasmin: Deixa eu ver se entendi. Ele não é seu amigo?
Jack: Não Jas! Ele nunca foi, e nem nunca vai ser!
Jasmin: Nesse caso, pode me dizer qual é o problema com ele? Você até ficou irritado.
Jack se calou por um instante, e ficou pensativo.
Jack: {Que droga! Eu não posso dizer o motivo verdadeiro para ela. Mas se eu não contar nada, vai ficar assustada sem necessidade.}
A menina, ainda olhava para o irmão esperando uma resposta.
Jack: Ok, eu exagerei um pouco. A verdade é que ele é um intrometido! Tenho receio que ele queira ficar sondando, o estado do meu carro, a nossa casa, e coisas assim. E depois espalhar lá na empresa.
Jasmin: Serio!? Acha mesmo que ele faria algo desse tipo?
Jack: Sim. Ele acha que todos os sócios da companhia, devem ter carros de ultima linha, apartamentos na cobertura, além roupas de grife.
Jasmin: Céus, mas essas coisas são muito caras.
Jack: Sim elas são. E eu não vejo necessidade alguma de passar por aí, com um carro como esses, entende?
Jasmin: Entendo sim, e concordo com você. Seu tivesse muito dinheiro, eu não sei se ia me importar com essas coisas. Acho que procuraria instituições carentes, para fazer doações. Enfim, eu concordo mesmo com você.
O velho se sentou novamente.
Vovô Jairo: Concorda com o que mocinha?
Jasmin: O senhor não escutou?
Vovô Jairo: Não.
Jasmin: Mas o senhor nem estava tão longe. Acho que já está na hora, de irmos ver esse seu aparelho de ouvido, de novo!
Vovô Jairo: Não, não precisa.
Jasmin: Precisa sim! Com o que foi que eu concordei então? Hein?
Vovô Jairo: Tá, tá bom.
Jasmin: Que ótimo! Então, o que eu estava falando para ele era que o CEO da companhia Theranove, quer que o Jack, tenha carros de ultima linha, e coisas caras, de grife.
Vovô Jairo: Ué? Para que isso?
Jasmin: Acho que por puro status, vovô. Não é irmão?
Jack: Exatamente... Lá as coisas são assim. É difícil.
Vovô Jairo: Assim que a nossa menina for curada, vai sobrar dinheiro... Não esqueça de cancelar o meu plano de saúde também Jack.
Jack: Jamais! Como sócio e dono das ações do Elias, eu deveria ter muito mais dinheiro.... Mas a divida que tenho, ainda é muito grande... Bem, vamos nos equilibrando em quanto isso. Vamos viver bem! Eu não preciso de coisas como essas!
Vovô Jairo: Então tá! Apoio você.
...
Após jantar. Jack foi para o quarto. Em frente a comoda ele parou. Havia um porta retratos com uma foto.
Jack: Eli... Você me deixou destruído. Hoje, eu não consigo nem entender se isso é um presente, ou um castigo. Àquela dívida absurda... Céus!
Lagrimas começaram a descer pelo rosto de Jack.
Jack: Eu acabei fazendo uma coisa tão horrível... Mesmo te amando... Vou viver com a sua sombra para sempre, me perseguindo... Me devorando... Porque não me contou tudo? O desfecho seria diferente. A sua vida seria diferente... E a minha... Ao menos, seria mais feliz.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 27
Comments
Onyxdacocada
Mano Jack matou ele por pressão de uma dívida ou o Elis cometeu suicídio?
Aí amo esses mistérios
2025-01-21
0