Capítulo 12

Autor a narrar

Era sábado e Valentina estava fazendo compras. Ela planejava fazer um jantar romântico para Rafael. A mensagem que ela recebeu de Adrien serviu para acordá-la para a vida. Adrien tinha toda a razão, por mais que ele tenha errado, ele estava dizendo a verdade quando disse que mudaria.

Ela errou quando usou o tempo que pediu a ele para se vingar, pois de certa forma, ela tinha se vingado dele, fazendo algo que ela não queria que alguém fizesse com ela. E agora, ela tinha perdido a oportunidade de viver ao lado de Adrien e ela só queria que ele fosse um bom homem para a sua nova ficante.

Adrien havia pedido o divórcio, os papeis já estão quase prontos, mas Valentina sabe que não está pronta para dar esse passo. Doi, doi muito ainda…

Valentina pagou as compras, saiu do mercado e seguiu até o estacionamento, onde ela deixou o seu carro. Valentina abriu o porta-malas, colocou as sacolas e quando estava colocando a última, uma voz fez o corpo dela gelar.

Pessoa: Valentina, a quanto tempo!

Valentina virou-se com lentidão e viu o Alfred, o primo de terceiro grau do Adrien. Valentina tinha um medo absurdo de Alfred, e todos sabiam disso, mas não sabiam o motivo do medo dela. Valentina nunca contou o motivo do seu medo para ninguém, nem mesmo para o seu marido.

Era algo que ela não conseguia falar com ninguém, nem mesmo conseguia lembrar sem chorar.

Alfred notou o pavor na face de Valentina e ele adorava vê-la assim. Fazia anos que ele não a havia, já que ele tinha se mudado de país junto com o seu tio e vê-lá tão linda assim, fazia o seu coração palpitar fortemente. Ele sempre foi louco por Valentina, sua obsessão por ela era tão fora do controle, que ele tem várias fotos dela no seu quarto.

Ele chegou até a contratar um fotógrafo para tirar fotos de Valentina, ele recebia mais de 50 fotos por dia dela e isso o deixava feliz, muito feliz.

Alfred: Eu te assustei? Desculpe, eu só queria te cumprimentar! — Disse ele, sorrindo cinicamente — O que você acha de tomarmos um sorvete? Eu sei que você ama sorvete de chocolate.

Valentina não respondeu, ela não tinha forças para agir perto dele. Alfred aproximou-se dela, fazendo ela se encolher e fechar os olhos. Valentina estava tremendo, seus olhos alarmados de puro medo.

— N-não…por favor…

Ela sussurrou e Alfred sentiu o seu corpo reagir com o medo de Valentina.

Alfred: Isso é tão excitante!

Valentina caiu no chão em prantos e Alfred sorriu, olhou para todos os lados e percebeu que não havia ninguém por ali. Ele sabia que tinha câmeras, então ele se afastou.

Alfred: Calma, não farei nada com você. Você consegue levantar sozinha?

Valentina não conseguia falar, ela soluçava sem parar. Alfred aproveitou e se aproximou, fingindo que iria ajudar ela a se levantar. Ele agarrou a cintura de Valentina, apertando fortemente, arrancando assim, um grito de dor dos lábios dela.

Alfred: Ops, te machuquei? Desculpe!

Valentina estava quase desfalecida nos braços de Alfred, quando a voz de Adrien ecoou de trás deles.

Adrien: Alfred? O que você está fazendo segurando Valentina?

Alfred escondeu sua raiva, virou-se sorrindo cinicamente e sutilmente apalpou um dos seios de Valentina, deixando ela ainda mais desconfortável e apavorada.

Alfred: Primo, eu a encontrei aqui por acaso. Ela parecia estar passando mal, então vim oferecer ajuda. Irei levar ela ao hospital mais próximo, para ver se o caso dela não é grave.

Adrien encarou Valentina e percebeu que ela estava tendo um ataque de pânico. Adrien largou a mão de sua ficante, pediu para ela ligar o carro e mandou Alfred se afastar de Valentina.

Adrien: Saia de perto dela agora, Alfred! Você não ver que ela está com medo de você?!

Alfred fingiu estar surpreso, afastou-se de Valentina, deixando ela cair de propósito no chão. Valentina caiu de cara, batendo o seu nariz no chão. Adrien entrou em pânico, agarrou Valentina que reclamava de dor. O nariz dela estava sangrando e ela tinha pequenos arranhões no rosto.

Adrien: Valentina, está bem? Machucou mais em algum lugar?

A ficante de Adrien se aproximou, ela estava muito preocupada.

Adrien: Yvette, você pode ver se ela machucou mais alguma parte do corpo?

Yvette Santino, 28 anos.

Yvette é médica, então ela pediu para Adrien deitar Valentina no chão. Yvette usou um lenço para limpar o sangue do nariz de Valentina e foi muito cuidadosa.

Yvette: Adrien, ela está bem. Só foram machucados no rosto mesmo. Vou pedir para você comprar alguns remédios, pois ela sentirá dores no por causa dos machucados.

Yvete passou uma pequena lista e Adrien pegou, ele encarou o seu primo Alfred e sentiu uma imensa vontade de o socar, mas preferiu não procurar briga. Logo os seguranças chegaram para saber o que estava acontecendo, Adrien disse que estava tudo bem, que a moça só havia tido um surto de ansiedade e que já estava tudo bem agora.

Quando Adrien saiu, Yvette segurou a mão de Valentina com carinho, sorriu e disse:

Yvette: Vai ficar tudo bem, tá bom meu bem? Essa dor já vai passar. Se quiser, pode apertar minha mão, sei que ansiedade não é algo fácil de se lidar. Quer conversar?

Valentina negou com a cabeça e Yvette sentou-se no chão, pegou a cabeça de Valentina e colocou por cima de suas pernas.

Yvette: Quando eu tinha surtos de ansiedade quando era mais jovem, minha mãe cantava para mim e me fazia cafuné. Não sou boa cantando, mas tenho certeza que funcionará com você também.

Yvette começou a cantarolar, enquanto fazia um cafuné na cabeça de Valentina. O jeito meigo de Yvette fez Valentina chorar, enquanto ela se lembrava de Adrien, pois ele fazia o mesmo quando ela estava triste ou sofrendo com ansiedade.

— Por…porque? Porque você tá me tratando assim? — Perguntou Valentina, entre soluços e lágrimas.

Yvette: Um? Porque não a trataria assim?

— Eu sou a ex do seu atual, você deveria me odiar…— Disse Valentina, sentindo o seu coração afundar cada vez mais.

Yvette sorriu, passou outro lenço no nariz de Valentina com cuidado.

Yvette: Eu sei o quanto você é incrível, Valentina. Adrien fala muito de você, sabia? E também, não tem motivos para eu te odiar, já que você parece ser boa pessoa.

Valentina olhou para Yvette e notou que a mulher não mentia.

Yvette: Eu não posso mudar nada, apenas continuarei ao lado dele, até ele cair na real. E você, espero que descubra o que realmente você quer.

Valentina apertou a mão de Yvette com força, e Yvette entendeu que a dor de Valentina era grande, muito grande.

Yvette: Traumas não podem ser esquecidos, mas eles podem ser superados. — Yvette enxugou as lágrimas de Valentina com o dedo. — Você não consegue se abrir, né? Mas tudo tem o seu devido tempo, quando você se sentir pronta, fale sobre esse trauma e o expulse para fora, pois traumas nunca podem morar no nosso coração.

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Comments

🌹

🌹

O erro dela foi ter se envolvido com outra pessoa estando casada só servia para ela se igualar a ele que de traído passou a ser vítima.

2025-03-07

1

Gigliolla Maria

Gigliolla Maria

supere esse trauma ou traição é viva com seu marido se for do seu agrado e tenta viver.

2024-12-22

0

Marilena Yuriko Nishiyama

Marilena Yuriko Nishiyama

pelo amor de Deus mulher,segue sua vida esqueça o Adrien,ambos erraram e só ficam se machucando,pega logo o papel do divórcio e assine de uma vez por todas

2024-11-15

2

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