A cara do novo problema!

Após o sermão do diretor, Alex e Alice contaram tudo para o diretor de forma liberal, ou seja, não esconderam nada sobre o caso. O diretor puniu severamente os 5 jovens, mas não optou por expulsão já que se desculparam e excluiram todo o conteúdo gravado.

É claro que eu fiquei bem chateado com a decisão de não expulsar os jovens, mas permaneci em silêncio, assim como faz a nossa sociedade diante da falha justiça humana.

Depois que os alunos foram dispensados para seus dormitórios, eu fiquei para conversar com o diretor a pedido dele.

- Eu pude ver nos seus olhos que o senhor reprovou a minha decisão, professor Caos! - Disse Still.

Eu desviei meus olhos e após um suspiro resolvi responder: - Desculpa se a minha opinião pessoal não está de acordo com o sistema!

Still sorriu e disse: - É perfeitamente compreensível os seus questionamentos, mesmo que não os tenha feito diretamente, mas você sabe qual é a nossa realidade atual, então deve também entender porque tomei essa decisão, não é mesmo?

- Still, você parou para pensar que a falta de herói em uma sociedade onde os super humanos têm sido cada vez mais numerosos, é culpa do próprio sistema? - Perguntei gesticulando com as mãos.

Still sorriu e respondeu: - Você tem toda razão, Caos, mas me responde uma coisa, e se a gente parar de tentar, e se a gente começar a descartar a maior parte desses jovens que ainda tem uma visão minima que seja sobre o heroísmo, você não acha que isso só vai colocar a sociedade ainda mais fundo nesse buraco?

- Tsc, se vocês ficarem mais na qualidade e menos na quantidade, tenho certeza que dessa faculdade sairiam bons heróis, heróis bons o suficiente para despertar a vontade de monstros como eu!

Still passou a mão em sua cabeça ausente de cabelo e disse: - Isso seria como preparar um prato para alimentar outros monstros como você!

Eu apontei o dedo indicador para Still e respondi: - Ou poderiam ser os caçadores que trariam a todos, a extinção. Still, você ainda pode ajudar a salvar esse mundo decaído, um mundo onde super humanos estão deixando de se tornar heróis para se tornarem vilões!

Still deu uma risada e respondeu: - A vida é cheia de piadas de mal gosto, sabia? Olha só, um super herói recebendo conselhos de um super vilão. Esse mundo está mesmo de cabeça para baixo!

- Isso não é culpa sua, Still, é culpa das leis governamentais e da sociedade ingrata que vocês serviram durante anos! - Digo com um lamento.

Still suspirou e disse: - Caos... Você está liberado, eu preciso... De um tempo sozinho, preciso ficar com meus pensamentos um pouco!

- Tudo bem, até outra hora, Still! - Digo saindo de sua sala.

Infelizmente o que eu disse para Still, não passou de verdade. Vou contar uma coisa que não contei no início dessa história... A civilização que conhecemos está caindo e desaparecendo aos poucos, os heróis estão desistindo de fazer o seu trabalho, os vilões estão ficando cada vez mais numerosos, parece que essa nova geração está cada vez mais fascinada pela maldade... Essa faculdade de heróis foi criada como um apelo para que os pais de super humanos deixem seus filhos serem treinados para lutar contra essa nova sociedade de vilões que só tem crescido... O mundo está se despedaçando debaixo dos nossos pés.

- Esse mundo se tornou miserável até mesmo para um serial killer como eu... A arte e as cores compostas por ela desapareceram, e por isso eu não vejo mais um motivo para continuar matando. Um artista não pode pintar se não há tintas, mesmo havendo tantas molduras vazias! - Lamentei enquanto seguia para o meu quarto.

Assim que cheguei na porta do meu quarto, eu ouvi uma voz feminina chamar a minha atenção: - Com licença, professor?

Eu me virei e vi que se tratava da senhorita Letícia Sames.

- Senhorita Letícia, como posso ajudar?

- Será que... Podemos conversar? - Perguntou a jovem.

Eu olhei de um lado para outro um pouco confuso, então disse: - Claro, pode falar!

Eu vi suas bochechas corarem e ela disse: - É que... É meio pessoal professor, então prefiro que seja em um lugar mais privado, a gente... Pode conversar no seu quarto?

Naquele momento, por trás daquela máscara de uma garota tímida e envergonhada, eu pude enxergar a malícia daquelas palavras.

- Senhorita Letícia, não acho que seja viável para um professor levar uma aluna para seu quarto!

A expressão no rosto de Letícia mudou e ela perguntou: - É mesmo professor, mas e quanto a um professor entrar no quarto de um dos seus alunos, o senhor acha isso viável?

Naquele momento, minha mão esquerda deu um tique nervoso. Eu olhei nos olhos de Letícia e perguntei: - Me desculpe, senhorita Letícia, mas eu gostaria muito de saber do que você está falando!

Com um sorriso arrogante, Letícia disse: - Eu vi quando você entrou no quarto do Alex Miller e passou um bom tempo lá dentro, vi também que você só saiu de lá depois de um tempo logo após Alex sair com Alice. Ou, é mesmo, e também misteriosamente você apareceu para impedir uma briga entre Alex e os garotos. Sabe, eu gostaria de saber o que o diretor Still diria sobre isso!

A expressão no meu rosto ficou séria. Eu respirei fundo e perguntei: - Letícia, o que você quer de verdade?

Letícia deu com os ombros e disse: - É, to vendo que meu papinho de querer ficar a sós com você não vai rolar, então vou ser direta, eu quero ser favorecida nesse curso de heróis, e você vai me ajudar nisso!

Eu fiquei chocado com o que ela me disse, mal sabe ela que esse curso é apenas para prepará-los, eles vão ganhar a licença de heróis de qualquer forma já que os herói estão escassos nesse mundo.

"Eu me pergunto, será que uma pessoa com a atitude dela poderia ser uma boa heroína?"

Após um suspiro, eu respondi: - Tudo bem, Letícia, você não precisa se preocupar, você terá sucesso no curso heróis!

Letícia sorriu de forma sínica e respondeu: - Espera, não vai pensar que essa é a única coisa que eu vou querer... (Olhar malicioso) Eu sou uma mulher formada, e também tenho necessidades. Você é um homem muito bonito, professor, não acho justo que só o Alex possa usufruir desse corpo incrível que você tem, e se você achar um problema fazer isso com uma mulher, posso até usar um vibrador em você enquanto você me fode, o que acha?

Sim, eu estava fervendo de raiva. E estava bastante decepcionado com a garota que eu pensava ter um grande futuro como heroína.

Antes que eu pudesse dar uma resposta a Letícia, Alex apareceu de repente e disse: - Oi, estou interrompendo alguma coisa?

Letícia olhou para Alex dos pés à cabeça, sorriu e disse: - Oi querida, não, claro que não, eu já estou de saída, só estava tirando algumas dúvidas com o nosso professor!

- Bem, então estamos resolvidos, senhorita Letícia! - Eu estava afim de me livrar dela o mais rápido possível.

- Sim claro, e eu fico muito feliz em saber que qualquer outra coisa, eu posso te procurar, professor, obrigada! - Disse Letícia me olhando com malícia.

- Adeus, Letícia! - Disse Alex com uma expressão visivelmente nada amigável.

Letícia acenou para mim e Alex, enquanto se retirava. Assim que Letícia se foi, Alex olhou para mim e disse: - Precisamos conversar!

- Alex, eu... - Alex me interrompeu dizendo: - Professor, eu li a mente dela, assisti suas últimas lembranças e sei exatamente o que se passou, não precisa tentar se explicar!

- Bom... Nesse caso... - Assim que eu abri a minha porta, Alex passou na frente e parecia bastante aborrecido.

- Droga... Pelo jeito esse dia está longe de acabar! - Resmunguei.

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Comments

Farias

Farias

não sei pq o caos e tratado como vilão pq os heróis aí e que se parecem mais .filmam e chantageiam os outros

2024-09-01

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