Devido a minha investigação, eu não poderia dar aula aos meus alunos no dia, mas o próprio diretor Still fez questão de ir pessoalmente dar a aula no meu lugar, então eu pude ficar um pouco mais à vontade.
O diretor me deu permissão para entrar no quarto do Explosão, local do suposto suicídio, o mais interessante, foi que ninguém ouviu ou viu alguém entrar ou sair. Assim que entrei, eu segui direto para a cama da vítima onde ainda se encontrava degolada e com a arma do crime próxima ao seu corpo. Eu me aproximei ainda mais para examinar a cena do crime.
Olhando o ferimento bem de perto, eu disse: - Um corte lateral que cobriu toda a jugular... Muito específico, além do mais, ele quase foi decapitado pela profundidade do corte e sua largura. Ele não pode ter feito isso sozinho, é coisa de profissional!
Eu continuei olhando os detalhes em seu corpo sem tocá-lo e acabei encontrando outra coisa.
- Os dedos da mão direita dele estão roxos... Sinal de uma grande pressão sobre eles. Ao julgar pelo lado que a arma do crime está caída, ele usou justamente a mão esquerda, mas isso não bate, Explosão era canhoto, então como ele poderia ter força o suficiente para fazer isso com ele mesmo usando uma faca tão vagabunda?
Eu olhei para a faca caída no chão afirmando o que eu havia dito, o tipo de faca que foi usada no crime foi uma faca simples usada geralmente em cortes de legumes e pequenas verduras. O tipo de faca não é específica para o corte de carnes, então isso só tornaria ainda mais ineficaz.
Voltando para os dedos da vítima que estavam inchados e com uma cor roxa, eu simplesmente pude confirmar que alguma coisa os espremeu até quase quebrá-los, afinal de contas, o atual estado deles aponta uma grave lesão nas cartilagens.
- Eu odiava você, mas mesmo assim não quero desrespeitá-lo, então com licença! - Digo levantando a parte da frente de sua camisa lavada em sangue.
O peito da vítima estava com um hematoma enorme, como se algo o tivesse pressionando sobre a cama, mas é claro que isso não poderia ser possível, a menos que sua cama fosse forte o suficiente para aguentar aparentes 300 kg ou mais já que as costelas da vítima só não estavam quebradas por ele ser um super humano.
- Então talvez... O teto! - Assim que eu olhei para o teto, eu vi que estava marcado e com algumas rachaduras.
- A instituição não permitiria que o filho de seu maior investidor dormisse em plenas condições... Eu acho que seja quem for que fez isso com você, primeiro te deu uma surra batendo você contra o teto!
Observando atentamente o teto, eu também vi vestígios de sangue, então logo tirei uma conclusão.
- O assassino te agarrou, o arremessou duas ou três vezes contra o teto e depois com você ainda lá em cima, o fez cortar a própria garganta com bastante precisão devido a força que o próprio assassino tinha, e para finalizar, te deixou deitado na cama com a arma do crime para parecer que foi suicídio. É claro que se a polícia procurar suas digitais, não vai achar nada, afinal de contas, você tomou bastante cuidado até mesmo para não marcar seus pés em cima da cama... Assassino esperto!
Depois das minhas descobertas, eu aguardei pacientemente até o diretor terminar sua aula. E já na sua sala, eu passei para ele detalhadamente o que eu havia descoberto.
- Obrigado, Caos, como eu esperava, você não me decepcionou. A polícia estará aqui em breve, então passarei o que descobriu para eles! - Disse Still.
- Você me deve, diretor, não se esqueça. E como foi a aula, o que achou dos meus alunos?
O diretor Still sorriu e disse: - Muito bons, todos eles, seus alunos são talentos natos, eles praticamente já tem potencial para serem chamados de heróis, principalmente aquele rapaz, o Jordan!
- É, ele tem um espírito de líder nato, eu admiro isso, já matei vários como ele no passado! - Digo com um sorriso malicioso.
Still olhou sério para mim e perguntou: - No passado, não é, professor?
- Que isso diretor Still, você me conhece, sou um homem de palavra! - Respondi com um sorriso descarado.
- Tudo bem, você está liberado, vou convocar os outros professores para uma reunião, temos que conversar sobre o próximo passo. O assassinato de um professor super herói é algo muito sério! - Disse Still.
- Tudo bem, então vou me retirar, eu tenho um cronograma a ser seguido para cada dia da semana. Coisas de serial killer! - Digo me levantando da cadeira.
- Escuta Caos... Você acha que a pessoa que fez isso é alguém que queira te incriminar? Você é o único serial killer da região! - Disse Still pouco antes de eu sair da sua sala.
Com um sorriso psicopata eu respondi: - Se é isso que ele pretende, está fazendo completamente errado, você se lembra muito bem como eu prefiro a minha carne, não é?
Still ficou sério e respondeu: - Como esquecer desse pesadelo... Caos o estrangulador!
Eu quase vibrei de emoção, então disse: - Ah, Still, você não imagina a nostalgia que esse nome me trás... (Suspiro) Os velhos e bons tempos, a época que valia a pena matar as pessoas, super humanos ou não! - Eu lambi os lábios no final.
Still bateu com a mão em sua mesa dizendo: - Acorda do seu sonho psicopata, Caos, acho melhor você voltar para a realidade a qual você perdeu a vontade de matar pessoas ou o nosso trato já era!!!
Após um suspiro de decepção, eu respondi: - Relaxa Still, eu sei muito bem disso, além do mais, heróis que podem ser mortos por um assassino amador desses, não me enchem os olhos nem um pouco!
- Pois bem, professor Caos, como eu havia dito antes, o senhor está dispensado! - Disse Still me lançando um olhar desconfiado.
Eu saí da sala de Still com uma bela carranca, afinal de contas...
- Eu odeio esses filhos da puta que não entendem o quão lindo era o trabalho que eu fazia... Vermes desgraçados!!!
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Atualizado até capítulo 22
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