Depois do almoço, elas vão para a sala e Maria percebe que Mariana queria falar algo e que estava com um olhar triste.
Maria: O que foi, filha?
Mari: Mãe, será se um dia a será vai me perdoar?
Maria: O que está falando, Mari?
Mari: Deles ter morrido...
Maria que está em uma poltrona um pouco distante da onde Mariana estava, vai até a filha e a abraça. Mari estava com os olhos cheios de lágrimas e com medo do que a mãe poderia falar.
Maria: Filha, eu não tenho nada do que te perdoar, por que você não fez nada de errado.
Mari: Eles morreram por minha culpa, mãe. Eu não cuidei devidamente deles, eu prometi para a senhora que iria cuidar deles.
Maria: Mari, você cuidou perfeitamente dos meus pais. Todos os dias eu recebia elogios sobre você. Depois que o papai morreu, aí que os teus cuidados por minha mãe redobraram.
Mari: Eu poderia...
Maria: Tudo que estava ao seu alcance, você fez. Sempre cuidou deles muito bem. Eu sou extremamente grata a você por ter ficado com eles nos únicos anos. Eu sei que não foi fácil para você, filha. Foi você que encontrou o meu pai morto e a minha mãe morreu em seus braços, mas...
Mari: Por minha culpa.
Maria: Não! Não foi sua culpa, Mariana. Na idade que eles estavam era normal. Os dois infartaram e não tinha como você saber, ninguém tinha como saber.
Mari: Por favor, me perdoa.
Maria: Não tenho pelo o que te perdoar, filha.
Mari: Por favor, mãe.
Maria: Meu amor, você não fez nada. Você foi a melhor neta que os meus pais poderiam ter. Você foi até mais cuidadoso com eles do que eu mesma. Sempre cuidando muito bem deles, levava sempre eles no médico, a alimentação era saudável, sempre fazia algo para eles ficaram distraídos, fora tantas coisas mais. Mas, se for para esse coraçãozinho ficar em paz, se for fazer você não pensar mais nisso, mesmo você não tendo culpa de absolutamente nada, eu te perdoo.
Mari: Depois que eles partiram, eu fiquei com medo te nunca ter o seu perdão. Fiquei com medo de voltar e a senhora não me aceitar mais como filha.
Maria: Medo bobo...
Mari: Eu queria voltar, mãe. Depois que tudo isso aconteceu, o que eu mais queria era voltar, mas eu não conseguia olhar na sua cara, me sentia culpada.
Maria: Filha...
Mari: Durante esses últimos dois anos, não teve um dia que não me senti sozinha, o sentimento de solidão era tão grande, que eu ficava angustiada. Era horrível. Por muitas vezes eu arrumava as minhas coisas para poder voltar, mas eu não conseguia vi embora.
Ver Mariana contar em meio as lágrimas, deixou o coração de Maria dilacerado. Ela pôde imaginar o que a filha passou sozinha e tudo daquilo estava doendo também nela. Maria abraça a filha apertado e depois de um tempo, limpa as lágrimas dela.
Maria: Prometo que você nunca mais vai se sentir assim. Eu vou fazer de tudo para que nunca mais você sentir esse sentimento. Eu vou cuidar de você minha filha, vou te dar todo o amor do mundo.
Mari: Eu te amo tanto, mãezinha.
Maria: Eu também te amo, minha menininha.
Ela beija a filha e a puxa para se aconchegar nela. Mariana pôde aproveitar um tempo com a mãe, só elas juntinhas, coisas que não faziam a algum tempo. Na parte da tarde, depois que Maria saiu, Mari foi para o seu quarto, colocou seus fones e foi organizar suas coisas. Mariana finaliza tudo por volta das 17h. Contente com tudo organizado, ela vai para a sacada de seu quarto e se depara com Murilo na sacada do quarto dele. Mari fica surpresa ao ve-lo acena para ele, mas Murilo dá as costas e entra para o quarto. Mariana fica meia triste e suspira desapontada.
Mari: Sou uma idiota mesmo. Como eu pude acreditar que ele queria ser novamente o meu amigo?
Voltando para o quarto, ela joga seu celular e fone na cama e sai frustrada. Quando ela está descendo as escadas a campainha começa a tocar sem parar.
Mari: Que pressa toda é essa? JÁ VAI...
Assim que ela abre a volta, ela volta um gritinho assustada por sente alguém lhe puxando e abraçando seu corpo. Foi tudo muito rápido e só depois de alguns segundos ela percebe que o homem era nada mais nada menos que Murilo Rossi.
Mari: Lilo...
Murilo: É você mesmo! Eu achei que estava vendo coisas quando te vi, então eu sai correndo para cá. Ah, Mah. Como eu sentir a sua falta.
Mari: Lilo, me solta! Eu estou ficando sem ar, está me apertando muito.
Murilo percebe Mariana puxando a respiração e a solta meio envergonhado, a saudade era tanta que ele nem percebeu que o abraço estava apertado demais.
Murilo: Desculpa!
Mari: Tudo bem! Quer entrar?
Murilo: Sim!
Antes que ela pudesse reagir, Murilo pega na mão dela e sai puxado-a para o sofá.
Murilo: O que faz aqui?
Mari: Até onde eu sei, aqui ainda é a minha casa, lembra?
Murilo: Você me entendeu, Mariana kk
Mari: Estou de volta!
Murilo: Então agora podemos conversar?
Mari: Lilo...
Murilo: Por favor, Mah.
Mari: O que você quer falar, Murilo? O que você quer conversar?
Murilo: Sobre nós... sobre a nossa amizade...
Mari: Amizade? kk Nossa amizade morreu tem 8 anos, Murilo.
Murilo: Mah...
Mari: O que você quer, han? Você se afasta e depois de anos que voltar como se nada tivesse acontecido?
Murilo: Eu me afastar? Você que se afastou, Mariana.
Mari: Eu?
Murilo: Eu sei que eu tenho culpa, mas você também se afastou, você foi embora e me deixou sozinho.
Mari: Murilo, para de ser idiota. Eu fui embora, por que você se afastou de mim. Você começou a namorar e me esqueceu.
Murilo: Como eu posso esquecer a minha melhor amiga, hein? A menina que cresceu ao meu lado.
Mari: A partir do momento que você deixou a Raquel intervir na nossa amizade, Murilo. Foi aí que você esqueceu de mim. Poxa, eu não me importava de você namorar, você poderia namorar com quem quisesse. Mas, você deixou ela mandar em você e ela fez com que você se afastasse.
Murilo: Mari...
Mari: Eu fiquei doente, Murilo. Eu fiquei alguns dias no hospital e você só foi me ver uma vez e se passou cinco minutos foi muito. Nas duas semanas que passei me recuperando aqui, se você veio quatro vezes foi muito e todas foram rápidas.
Murilo: Eu sei, eu errei nessa parte, mas eu sou amargamente arrependido. No dia que eu vi pedi desculpas, eu descobrir que você tinha ido embora, Mari. Você não sabe como eu fiquei.
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Atualizado até capítulo 92
Comments
Leila Cabral
nossa a irmã com 18 é mais adulta que ele, se sentir culpada pelos avos afff e agora os dois cheios de mimimi afff preguiça
2025-01-13
1
LÚCIA MOURA
E muito criança mesmo parece que é mais nova que a irmã .para de lamentações e se declaram um para o outra esquece esse negócio de amizade .
2025-02-07
0
Tania Helena
parece conversa de pré adolescente
2024-12-04
2