No convento Rafael continuava a cuidar da irmã Cecilia, a religiosa estava em seu quarto e próximo a ela estavam as irmãs que olhavam atentamente para Rafael. Muitas estavam com rosários nas mãos e oravam pedindo a cura da irmã, a Madre estava ao lado secando o suor de seu rosto.
Rafael estava com suas asas dobravas sobre a camiseta e suas mãos passavam lentamente sobre o corpo da irmã sem toca-la. As mãos de Rafael estavam em conchas e uma luz vermelha as envolviam, o anjo da cura olhava com atenção para os locais onde suas mãos passavam.
Gabriel e Miguel chegaram em seguida, eles cumprimentaram as irmãs e ficando ao seu lado ficaram em silêncio aguardando o resultado de Rafael.
- Bom. – Disse o Anjo da cura deixando todos na sala ansiosos, as mãos de Rafael pararam sobre o rosto da irmã e gentilmente Rafael o acariciou passando sua mão pelos longos cabelos negros da irmã.
- Isso está pior do que antes realmente essa doença é um mistério, ela avança muito rápido e os anticorpos não conseguem combate-la.
- Mas o senhor consegue cura-la certo? – Perguntou a Madre aflita e as demais irmãs estavam como ela.
- Sim eu consigo madre eu apenas estou tentando aprender mais sobre ela para poder fazer algo no hospital, mas infelizmente não poderei fazer nada... não ainda.
- Não ainda? – Perguntou novamente a Madre não gostando das palavras de Rafael.
Gabriel observava tudo com atenção e caminhou ficando ao lado do irmão.
- O que ele quer dizer Madre é que Rafael não pode curar sem usar os seus poderes, lembre-se ele não pode revelar quem ele realmente é.
- Eu peço perdão por minhas palavras senhor Rafael. – Disse a Madre arrependida.
- Não foi nada e é normal sua reação já que eu não soube como me expressar direito.
- Rafael cure ela! – Disse Miguel atraindo a atenção para ele e de costas para o irmão Rafael apenas assentiu.
- Agora mesmo.
Levando as mãos até o rosto da irmã Rafael fechou os olhos e suas asas se abriram. Suas mãos voltaram a brilhar, mas não como antes, uma luz pura e intensa envolveu o corpo da irmã que pareceu sumir na luz. Rafael recolheu suas asas e a luz que envolvia o corpo da irmã se dissipou e Rafael continuou com as mãos sobre o rosto da irmã.
A irmã abriu seus olhos e estranhou o que estava vendo, por que Rafael estava com as mãos sobre o seu rosto? E por que ela estava deitada?
- Seja bem vinda novamente irmã! – Disse Rafael com calma e abrindo os olhos ele sorria.
- De volta? Eu por um acaso tinha saído para algum lugar?
- Irmã Cecilia! – A Madre a abraçou forte e as irmãs comemoraram a cura da irmã.
Gabriel e Miguel sorriram e Rafael ergueu o polegar para os irmãos.
As irmãs explicaram a irmã Cecilia o ocorrido. Ela ficou surpresa no início, mas se recuperou rapidamente e a agradeceu ao arcanjo por tê-la curado.
- Não tem o que me agradecer irmã eu apenas fiz o nasci para fazer curar.
- Novamente obrigada Arcanjo Rafael.
Rafael sorrio sem jeito e as irmãs começaram a rir da reação do anjo.
Próximo ao convento duas figuras escuras olhavam com atenção para o local, em sincronismo elas viraram o rosto e se olharam brevemente e logo assentiram. As figuras estavam para se retirar quando algo as surpreendeu.
Atrás dela estava Juriciel o caído fitava com atenção as figuras que ficaram imóveis diante da presença do caído.
- Bem que eu senti cheiro de rato próximo ao convento.
As palavras do caído deixaram as figurar com raiva. Mesmo sem face uma mudança era visível mostrando a raiva que sentiram ao escutar aquelas palavras.
Devagar o caído levou umas das mãos as costas, seu olhar continuava fixo nas figuras. Ambos ficaram um bom tempo se encarando e as figuras avançaram em direção ao caído que com movimento rápido estendeu o braço direito à frente e as figuras ficaram paradas em suas costas, ambas levaram as mãos a barriga e em segundos se desintegraram.
Na mão do caído estava uma espada média de bronze, o caído olhava em volta preocupado. Ele sabia que não estava sozinho e que aqueles dois que foram abatidos não eram os únicos no local.
- Apareçam eu sei que estão ai!
Em segundos o caído se viu cercado, mesmo com seus sentidos apurados ele não era capaz de contar quantas figuras estavam o seu redor e trincando os dentes as encaravam. As mãos das figuras mudaram tomando a forma de uma lamina de espadas e o caído se preparava para o combate.
- Finalmente irei morrer em combate! – Pensou o caído e guardava o início da luta. – Para um querubim morrer em combate é uma honra, desde a minha criação tenho esperado por esse momento.
- Mas ele não será hoje meu caro Juriciel! – Olhando para a direita as figuras seguiram o olhar do caído, uma grande chama dizimou grande parte das figuras e Gabriel estava no campo de visão de todos.
– Senti sua aura se expandindo e então vim verificar o que era, eu sei que não se sente confortável com a minha ajuda, mas não podemos perder ninguém! – As palavras do arcanjo deixaram o caído boquiaberto.
Desde a chegada dos arcanjos Juriciel não achava que ainda era importante para a milícia celeste, para ele tudo o que importava agora eram as irmãs, cuidar e protege-las esse foi o motivo de sua permanência na cidade.
- E antes que eu me esqueça Rafael curou a irmã Cecilia pensei que deveria saber disso. – As palavras de Gabriel deixaram o caído sem palavras e um sorriso tomou conta de sua face.
- Ótimo saber disso agora tenho mais um motivo para acabar com essas coisas. – Levando a lamina as costas o caído estendeu o braço esquerdo a frente se preparando para o embate.
As figuras voltaram a olhar com raiva para o caído e essa raiva aumentou ao verem Gabriel ao seu lado. Levando a mão esquerda até a boca Gabriel fechou os dedos e os relaxou um pouco deixando um pequeno espaço entre os dedos, respirando fundo assoprou por entre dos dedos e ao invés de ar o que saiu foi uma grande rajada de fogo similar a um lança chamas.
Grande parte das figuras foram dizimadas pelas chamas do arcanjo. As figuras restantes pensaram em fugir, mas foram surpreendias por Juriciel.
O caído já estava ao lado das figuras e sua lamina transpassava seus corpos as dizimando com a mesma intensidade das chamas do arcanjo. O número das figuras estava diminuindo a cada segundo e de repente elas pararam de atacar e ficaram imóveis, Juriciel parou de ataca-las com sua espada e Gabriel parou de lançar suas chamas.
- Mas o que aconteceu? – Perguntou o arcanjo confuso. – Por que elas pararam assim de repente?
- Não sei Gabriel, mas fique atento devem estar tramando algo.
Gabriel assentiu e olhava atentamente para as figuras. Elas ficaram paradas a frente do arcanjo e do caído como estátuas.
Elas não se moviam e aos poucos seus corpos começavam a desaparecer.
- Estão batendo em retirada? – Perguntou o Caído e antes de Gabriel responder os corpos das figuras explodiram e os anjos cobriram o rosto com as mãos.
Olhando em volta Gabriel e Juriciel não avistavam mais as figuras, seus corpos estavam cobertos por uma espécie de fuligem. Ambos tentavam tirara a fuligem do corpo e de repente começaram a se sentir estranhos tontura, cansaço e dor de cabeça eram alguns sintomas que sentiam, Gabriel sentia como se seu corpo pegasse fogo e logo Juriciel caiu desacordado a seus pés.
- Juriciel o que acontece... - O arcanjo não pode completar as suas palavras. Ele sentia o seu corpo mais pesado e suas pernas tremiam.
- Mas... o que é isso? – com dificuldades Gabriel tentava em vão olhar para o seu corpo, com esse simples gesto ele sentia seu corpo ficar mais pesado do antes .
- Era uma armadilha... era tudo uma armadilha.
Gabriel caiu de joelhos e lutava para ficar acordado, ele tinha que tirar Juriciel daquele lugar e leva-lo ao convento para junto de Rafael para que ele o curasse. Mas infelizmente o arcanjo não tinha forças para isso e não estava conseguindo ficar consciente, usando suas últimas forças ele expandiu sua aura ao máximo e mandou uma onda mental que pode ser sentida por muitos em um raio de um km.
- Rafael...Miguel....nos ajudem...
E com esse último ato o arcanjo caído no chão desacordado.
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Atualizado até capítulo 25
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