16 - Rafael

Rafael foi às pressas para o hospital, durante a ligação que recebeu em sua casa o arcanjo foi informado que uma jovem de dezesseis anos havia contraído a doença misteriosamente.

O percurso de sua casa até o hospital Rafael leva em torno de vinte cinco minutos de carro, durante esse tempo o celular do arcanjo tocou e ele foi informado que agora o número de infectados subiu para doze.

- Doze? – Perguntou Gabriel chocado.

- É isso mesmo meu irmão doze.

Miguel e Gabriel, decidiram acompanhar Rafael até o hospital, os arcanjos estavam curiosos para testemunhar pessoalmente essa misteriosa epidemia.

O hospital onde Rafael trabalha é o único da cidade, embora a cidade seja pequena o hospital é um dos mais modernos do país. Ao chegar Rafael estacionou em sua vaga exclusiva próximo à entrada da ala da pediatria.

Entrando com os seus irmãos Rafael foi recebido por outro médico, ele aparentava ter em torno de quarenta a cinquenta anos de idade, tinha cabelos e sobrancelhas brancas, pele morena um pouco enrugada e olhos verdes, tinha porte médio e usava roupas social e jaleco branco.

- Doutor Rafael que bom que o senhor chegou. – Disse o senhor cumprimentando o arcanjo.

- Doutor Giovane perdão a demora, e esses são os meus irmãos Miguel e Gabriel e esse é o Doutor Giovane.

Os Arcanjos cumprimentaram o médico que sorrio brevemente e logo o seu sorriso se desfez e frustração era visível em seu rosto.

- Doutor eu encontro o senhor na sala de reuniões poderia me dar um minuto?

- A sim claro estou esperando o senhor e prazer em conhece-los. – Miguel e Gabriel se despediram do médico que os deixou a sós e Rafael voltou sua atenção para os seus irmãos.

- Deixarei a minha mente aberta para que possa ouvir tudo o que será dito na reunião.

- Ok meu irmão. – Respondeu Gabriel confiante.  – Miguel você...

- Tudo bem eu já sei o que fazer. – O arcanjo interrompendo seu irmão não o deixando completar a sua frase.

Rafael se dirigiu até a sala de reunião, ela ficava no último andar e era uma das maiores salas do hospital com piso de mármore escuro com paredes brancas, uma grande mesa de reuniões executiva se estendia pela sala e quarenta e uma poltrona com estofados pretos estavam próximas a mesa. Das quarenta uma poltrona vinte estavam enfileiradas a esquerda e as outras vinte a direita. Uma ficava na ponta era a cadeira principal ocupada pelo "Diretor Geral" do hospital.

Ao chegar na sala os demais médicos já estavam em suas poltronas discutindo, Rafael rapidamente cumprimentou os seus colegas de trabalho e sentou em seu lugar na quarta poltrona da direita.

Um minuto após a chegada de Rafael o diretor geral adentrou a sala e todos ficaram em pé, o diretor era um senhor de idade e o médico mais experiente da cidade, (após Rafael ) o Dr. Cristóvão tinha sessenta e cinco anos estatura miúda com um metro e cinquenta de nove de altura, cabelos e sobrancelhas brancas como a neve, pele branca enrugada, olhos castanhos escuros, usava roupas social calça, sapatos e gravata pretos, camisa e jaleco branco sentando em sua cadeira todos se sentaram e a reunião começou.

- Boa tarde meus caros colegas de trabalho. – A voz do diretor era um pouco rouca mas autoritária. – Peço perdão por essa convocação de emergência, muitos estavam de folga hoje por terem dobrados horas e horas, mas a situação está muito crítica.

- Está ouvindo Gabriel? – Pensou Rafael.

- Perfeitamente meu irmão. – Respondeu Gabriel em sua mente.

- Miguel?

- Também estou ouvido a vocês dois. – Miguel andava pelo hospital, o arcanjo estava passando pela ala da maternidade.

- Uma jovem de dezesseis anos foi diagnosticada com a doença que recebeu o nome de "Gripe do Século".

- Gripe do Século? – Responderam todos os médicos.

- Sim meus colegas esse foi o nome que deram ela começa como uma simples gripe que em horas o caso se grava, no segundo dia em questão de horas ela se grava mais ainda evoluindo para uma pneumonia e no terceiro dia a "vítima morre"!

Todos na sala ficaram chocados inclusive Rafael.

- Em três dias ela morre? – Perguntou o Arcanjo confuso.

- Sim Rafael meu amigo, três dias, é tão rápido que não conseguimos praticamente fazer nada, os remédios, antibióticos, outros tratamentos nada funcionam contra essa doença e o pior ninguém sabe dizer como ela é contraída.

- Isso é muito estranho.

                              ***

Durante a reunião no convento Ave Maria.

As irmãs estavam realizando a limpeza do convento, algumas varriam a calçada, as outras se dividiram limpando outras áreas do convento, Juliano ou Juriciel estava no convento fazendo reparo nas fiações da cozinha.

Próximo ao convento alguém observava as irmãs que varriam a calçada, atrás de uma das árvores da praça estava uma figura escura a mesma que estava na África. Ela observava as irmãs que estavam varrendo. A irmã Cecilia chegou e naquele exato momento, as irmãs tinham terminaram o seu trabalho e entram no convento levando consigo suas vassouras e sacos cheios de lixo. Aproveitando o momento a figura estendeu sua mão e algo pequeno parecendo uma pequena sombra se dirigia em direção ao convento.

A irmã Cecilia estava fechando o portão quando a tal sombra atingiu a religiosa e sem perceber nada de anormal adentrou ao convento junto com as irmãs. Um sorriso era visível no rosto da figura escura e em segundos a mesma desapareceu.   

De volta ao hospital a reunião levou em torno de uma hora, os médicos discutiam e tentavam encontrar uma solução de como combater essa doença, mas, não chegaram a nenhuma conclusão. Rafael estava perdido em pensamentos desde o início da reunião duas coisas o incomodavam. Primeiro "as vítimas morrem em exatos três dias" e segundo "ainda não descobriram como a doença é transmitida", essas palavras não saiam da cabeça de Rafael deixando o arcanjo frustrado por não encontrar uma resposta.

Saindo de sala de reuniões Rafael passou em sua sala e lá encontrou Gabriel que estava sentando em uma das poltronas, ele havia arrastado até a janela e olhava com atenção para fora.

- O que acha sobre tudo que foi dito? – Perguntou o anjo da cura pendurando o seu jaleco em um dos ganchos da parede.

- Tenho as mesmas duvidas que você Rafael por que a pessoa morre e três dias? E como não descobriram como ela é transmitida?

- Isso está me deixando irritado sabia?

- Sim eu sei meu irmão.

- E Miguel?

- Perdi contato com ele a vinte minutos da última vez ele estava na maternidade.

- Deve estar vendo alguns dos bebes eles cativam você. – Rafael sorrio e Gabriel fez o mesmo e ambos imaginaram Miguel ficando encantado com os bebês.

Os arcanjos não sabiam que Miguel já tinha saído do hospital, ele também ficou curioso e intrigado com os assuntos discutidos na reunião e principalmente com as mesmas duvidas de seus irmãos. Miguel resolveu sair, ele pensava melhor quando estava sozinho e conseguia refletir e pensar algo que talvez tenha passado desapercebido por seus irmãos.

Gabriel e Rafael ficaram o dia todo no hospital e logo voltaram para casa por volta das Vinte da noite, Miguel havia sumido e os irmãos estavam preocupados pelo fato de Metatron ainda estar solto por ai, se Miguel não retornasse até as Vinte Duas horas seus irmãos iriam procurá-lo.

Ao estacionar o carro na garagem de sua casa os arcanjos foram recebidos por Juriciel e pela expressão em sua face ele revelava que não vinha com boas notícias, será que algo havia acontecido com Miguel?

Gabriel não resistiu e sondou a mente do caído e ficou chocado com a notícia que iriam receber.

- A não! – Gabriel soltou um gemido.

- Miguel? – Perguntou Rafael preocupado e Gabriel balançou a cabeça negando.

- Rafael venha logo para o convento a irmã Cecilia não está nada bem parece, que está com espécie de "gripe".

Ao escutar a palavra gripe o coração de Rafael se acelerou e imediatamente o Arcanjo correu na direção do convento. Gabriel e Juriciel correram atrás do arcanjo e os anjos escutaram Rafael repetir a mesma frase "Gripe do Século não... não... não!"

Na mesma hora Miguel retornava para a casa, o arcanjo ficou perdido em pensamentos e caminhou até chegar na floresta e continuou a caminhar passando por ela quase chegando as montanhas.

Quando percebeu aonde estava e por não ter descoberto nada Miguel deu meia volta e tomou o trajeto para casa. Ele passou pelo campo aberto local do qual Rafael se encontrou pela primeira vez com Metatron e continuou o seu caminho.

O arcanjo já estava nos limites da floresta e já conseguia ver a iluminação da cidade quando o som de um galho seco se quebrando o fez parar.

Poderia ser um animal selvagem que visualizando o arcanjo decidiu que naquela noite teria um jantar de anjo.

Se realmente fosse um animal Miguel não teria parado de andar, qualquer animal selvagem não seria um problema para ele, com os seus sentidos e reflexos apurados Miguel conseguiria afastar qualquer animal selvagem com apenas um olhar, mas realmente não era um animal. O arcanjo pode sentir algo maligno se aproximando, um demônio ou outra criatura sobrenatural? Mas na realidade não era nenhum e nem outro Miguel sabia exatamente quem estava próximo a ele.

- Até que enfim resolveu aparecer novamente Metatron!

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Comments

Michelle Santos

Michelle Santos

quem será essa criatura que está espalhando essa doença

2024-08-15

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