Com muita raiva da situação, Helena volta ao seu quarto, ela se joga na cama e começa a chorar, ela se enfurece e rasga os lençóis...
- Desgraçados! desgraçados! quantas vezes devem ter rido de mim! Quantas vezes devem ter dito que sou burra! chifruda! velha... Minha vontade... Minha vontade é ir lá e matar aqueles dois ! Diz ela impaciente.
No guarda roupa havia uma maleta onde Marcelo guardava a uma arma... Helena caminha até ela... Pega a arma...
- Eu poderia ir lá e acabar com a taça deles... Mas... Thais e Mateus... Eles não merecem ter uma mãe assassina... Não merecem mesmo... Diz ela colocando a arma de volta no lugar...
O desejo de vingança, raiva que Helena sentia era enorme ... Ela se veste e pega o carro, sai sem rumo, só queria sair de casa, nada mais além disso...
- Se eu ficar aqui... faço uma besteira, eu não vou sujar minhas mãos... Eu tenho que me acalmar, preciso me acalmar.... Diz Helena.
Ela pega o celular, Imagina ligar para sua filha, mas eram 00:30 ... Aquela hora, Thais estava dormindo, ou com o namorado , e também seria bem complicado dizer a filha o que havia acontecido, Thais era explosiva, com certeza iria acabar indo ela mesma e matar Leonora, Quanto a Mateus, ainda que sempre apegado ao pai, era imprevisível o seu comportamento, e quanto a alguma amiga, era tarde demais para incomodar alguma delas...
Helena estava sozinha...
Helena para em um barzinho, nunca foi muito de beber, mas se a bebida fosse ajudar a esquecer um pouco aquela dor... Seria o que ela iria querer, mas o destino havia preparado uma grande peça, neste mesmo barzinho, em bairro nobre da capital piauiense estava Otávio.
Após despedir-se do irmão e de Thais, ele foi curtir um pouco a noite em Teresina, estava reflexivo sobre a conversa que o irmão tinha tido com ele, sobre seu interesse na própria Helena, ao levantar a vista, eis que ele avista exatamente... Helena chegando...
- Só pode ser destino, isso mesmo... Ou uma obra do destino... ou então... devo estar vendo coisa demais...
Otávio nota Helena meio agitada, ele se aproxima dela...
- Helena? O que você faz aqui? Sozinha está numa hora em um bar! O seu marido? Pergunta Otávio.
- Otávio! Diz Helena pensativa....
- Quer sentar comigo? Me explicar o que está acontecendo? convida Otávio.
Helena acompanha Otávio, que lhe oferece algo...
- Você toma alguma coisa? água de Coco? Suco natural?
- Whisky! Quero uma dose de Whisky! Quero esquecer o que vi! Diz Helena.
Otávio fica curioso.. O que havia acontecido? por que ela estava ali? Eram dúvidas que atormentavam a curiosidade de Otávio.
- Helena, eu não acho que seja uma boa você, beber... Se está com algum problema... E quiser conversar...
Helena pega o copo de bebida de Otávio e toma de um gole só...
- Problemas? Eu não tenho marido! Depois de hoje eu não tenho marido! Aquele sem vergonha... Me traiu, Sabe lá desde quando e com quantas? Sei que hoje ele me traiu. Vi ele com a nossa empregada, me traindo.
- Seu marido? traiu você? Peraí! Não consigo entender! Não estão hoje fazendo aniversário de casamento? Me desculpa, mas que babaca ele é! Trair uma mulher como você! Diz Otávio.
- Por favor... Otávio, vocês homens são todos iguais! Nós mulheres que romantizamos... Quando somos jovens, belas... Vocês ficam acesos, apaixonados... Quando o tempo passa, somos descartáveis... É assim não é? diz ela.
- Não sei para os outros... Mas eu falo por mim! Não vou mentir para você que eu seja um santo, não sou... Mas nunca faltei com respeito a mulher alguma, você é prova disso... Diz ele.
- Oxe! Eu? como assim garoto? Pergunta Helena.
- Desde o primeiro momento em que te vi, não paro de pensar em você, mesmo sabendo que você é casada! Eu não tiro você da minha cabeça... Diz ele.
A ousadia pega Helena de surpresa...
- Até meu irmão notou isso, me chamou atenção porque não queria que eu arrumasse problemas por conta da carona que dei a você... Não sei seu marido, ele deve ser louco ou ter problemas de visão, você é linda, perfeita, sensual... Esse cara não te merece...
Helena fica sem reação, um homem, jovem, aparentava ter a idade do seu filho, achava ela bonita, atraente e demonstrava sentir atração... Ela que casou cedo, aos 17 anos... Nunca teve olhos para outro homem.
- Você tá brincando comigo, só pode...
- Não estou, e se quiser... se permitir... Eu posso provar que não... Diz Otávio.
Helena não estava bêbada, mas a bebida havia desinibido ela, uma mulher com cede de vingança de uma traição, há meses sem sexo... diante da oportunidade de dar o troco...
- Então me prova! Eu quero... Eu quero que me prove, não com palavras, mas com ações se o que diz é verdade. Diz Helena.
- Está falando sério? tem certeza disso? Pergunta Otávio.
- Achei que você falava a verdade... ou estou enganada? Não disse que eu despertava desejo em você? prove! Diz ela.
Otávio paga a conta, Ele convida ela para deixar o bar, irem até um motel, Helena aceita, os dois partem até lá... Helena estava certa de que era sua chance de pagar na mesma moeda a traição do marido.
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Atualizado até capítulo 64
Comments
Bernadete Lopes
Eu sendo ela deixaria o idiota do marido, e depois iria cuidar da minha vida.Se vingar não a levará a lugar nenhum, só arrependimento, não pela idade,,ela é 14 anos mais velha que ele,e hoje isso não é nada.
Se o homem pode pegar novinha a mulher também pode,direitos iguais.
2024-12-28
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Cecilia geralda Geralda ramos
traição não é correto, deveria resolver primeiro os problemas pra depois seguir a vida.
2025-02-11
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Fabricia Bueno
eita que agora o parquinho vai pegar 🔥
2025-02-12
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