"Lyon, França, 1997"

Após longos dias na empresa, Laura já está acostumada com o trabalho, com os colegas e tem feito um serviço excelente como todos puderam observar. Pierre tem estado tão ocupado ultimamente que mal tem tempo para atormentar a esposa, para alívio dela. E Ryan está cada vez mais próximo de Laura, no trabalho ele é muito atencioso e prestativo e fora do escritório eles falam muito por mensagem e ela está confortável com a amizade que eles vêm cultivando, ele a trata com respeito e admiração, Laura acredita que Pierre mentiu para ela sobre Ryan.

É fim de semana, Pierre está com uma viagem profissional marcada, Laura se sente aliviada por passar todo o fim de semana sem ele a atormentando. Ela aproveita para fazer coisas que gosta,como dar continuidade ao seu livro. Em dado momento Laura passa pelo quarto de Pierre e nota que a porta está aberta, provavelmente é Cissa que está limpando, mas aquela porta jamais fica aberta, Laura olha para os lados e percebe que Cissa está atendendo um funcionário que veio consertar uns utensílios de cozinha e deve ter esquecido a porta aberta, ela está curiosa e lembra do marido impondo que ela jamais entre no quarto dele, mas Laura não se contendo de curiosidade acaba entrando no quarto. Ele é amplo e bem organizado, porém tem uma aura sombria, pouco iluminado, os móveis são de madeira escura, a decoração tem muitos tons de preto e cinza escuro, Laura vê um aparador com um grande espelho ao fundo e se aproxima, tem algo no espelho, parece uma foto antiga, ela pega a fotografia e vê uma mulher de longos cabelos negros lisos e olhos azuis segurando um bebê, essa mulher é idêntica a Pierre, que também tem o cabelo liso preto e olhos azuis, o bebê também se parece muito com Pierre, mas essa não é a Debra, mãe de Pierre, Debra é loira e tem cabelo cacheado, Laura vira a foto e vê a inscrição " Lyon, França, 1997". Laura coloca a foto no lugar e sai rapidamente do quarto antes de Cissa volte.

Laura tenta voltar a escrever mas não consegue se concentrar, ela não para de pensar naquela fotografia, ela precisa descobrir quem são aquelas pessoas mas a única coisa que vem a mente dela é que aquele bebê é Pierre. Ela decide tentar descobrir mais sobre o passado de Pierre, ela o conhece basicamente a vida toda, ela saberia se ele não fosse o filho biológico de George e Debra, inundada com esses pensamentos ela vai até Cissa.

— E então Cissa, você trabalha há muito tempo com Pierre não é mesmo? - ela pergunta tentando parecer despretensiosa.

— Ah sim, eu fui babá de Pierre, me lembro dele desde que... - ela pausa. —... Desde sempre. - ela parece desconfortável.

— Oh então você o conhece desde que ele nasceu? - Laura pergunta observando a reação incomum de Cissa.

— É, basicamente isso. E a senhora está com fome? Acho que vou preparar um lanchinho, com licença. - Cissa sai visivelmente desconfortável.

Laura percebe que Cissa parece esconder algo, mas ela não pode abordar a mulher diretamente, ela decide pensar em como saber o que Cissa esconde.

Durante a noite Cissa avisa que o jantar está servido, então Laura aproveita a ocasião e tenta conversar com ela.

— Cissa, você gostaria de se juntar a mim no jantar? Não estou me sentindo muito bem hoje, gostaria da sua companhia, se não for muito incômodo. - Laura pede a ela com carinho.

— Eu não deveria fazer isso, mas se a senhora insiste. - Cissa atende o pedido de Laura, ela se apegou e sente um carinho enorme por ela.

Elas apreciam a refeição enquanto conversam sobre assuntos aleatórios, então Laura foca no objetivo de saber o que Cissa esconde.

— Cissa, no outro dia você disse algo sobre Pierre ter sofrido muito na vida, eu não entendi o que quis dizer, mas eu realmente acredito que algo aconteceu com ele, por favor, me conte.

— Eu não posso falar sobre os assuntos do senhor, talvez a senhora deveria conversar com ele - Cissa se levanta desconfortável.

Laura pega a mão de Cissa em tom de súplica com os olhos cheios de lágrimas e diz:

— Cissa, por favor, eu não tenho mais ninguém, meus pais nem me procuraram depois do casamento, meu marido me odeia e eu queria ao menos entender porque ele é assim comigo.

— Ele não te odeia... - Cissa suspira e se senta. — Pierre foi adotado aos 5 anos, ele foi resgatado de um lar abusivo na França.

— Adotado? Eu nunca soube disso.

— Só a família sabe, Debra e Arthur moravam lá e assim que a adoção saiu eles se mudaram para o Brasil fundando a empresa aqui.

— Um lar abusivo?

— Não sei exatamente o que aconteceu, mas o garoto chegou aqui com o corpo todo marcado, ele tinha um olhar aterrorizado, eu nunca vou me esquecer daquele dia.

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Comments

Maria Maura

Maria Maura

descontar nos outros não é uma boa escolha, não justifica

2024-06-04

5

João Wellington campos

João Wellington campos

agora começo a entender toda frieza dele

2024-05-13

6

Vó Ném

Vó Ném

Tai a razão dele ser assim....arredio!!!

2024-05-11

4

Ver todos

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