Como se foi? Foi pra onde? Magnus
- Ele tem uma cabana no meio da floresta, não sei onde , nunca fui. Mas ele disse que precisava de um tempo, Raphael está com ele. Jeremiah
- Desde quando conhece ele? Magnus
- Algumas décadas. Jeremiah
- Então sempre soube? Magnus
- Sim, praticamente. Jeremiah
- E porquê nunca me contou, porque não me disse? Eu também sou seu amigo Jeremiah! Magnus
- Não era meu segredo pra que eu contasse Magnus, não era a minha história. Sabe a quanto tempo eu venho falando pra ele te contar? Jeremiah
- E porque ele não me falou, porque ele não me disse? Teria evitado tudo isso! Magnus
- Precisa saber da história dele pra poder entender, e como eu sei que ele não te contaria essa parte, vou assumir o risco e falar dessa história, mesmo não sendo minha. Magnus, Yaru só conheceu rejeição nessa vida.
Ele foi atrás da mãe, ele foi transformada em Vampira, mas rejeitou Yaru, Apoena foi má, disse que não queria ele no passado e nem no presente, Asmodeus também usou ele e depois pretendia descartar ele. Jeremiah
Magnus estava se sentindo ainda pior.
- Ele se sentia indigno, ele tinha medo de ir até você e ser rejeitado, ele passou a vida desde que soube que era seu Filho, tentando fazer algo de notável pra que você se orgulhasse dele, entrar pra academia foi uma delas. Ele queria que você o amasse como amava Raphael ou Clary ou a pequena Madzie. As humilhações que ele sofreu na academia, foi pensando em se formar com honras pra te deixar orgulhoso, mas mesmo sendo o melhor, não deram a ele o crédito por ser Feiticeiro. Naquele dia ele desistiu, porque achava que nunca ia merecer o seu amor ou respeito. Ele decidiu nunca dizer nada, assim não seria rejeitado e não sofreria. Jeremiah
- Você sabe, sabe que eu passei a amar aquele garoto no instante em que soube que era meu filho. Ele é tudo que eu sempre quis, como eu poderia não ama-lo? Magnus
- Eu sei disso, e disse isso a ele toda vez que falávamos sobre o assunto, mas ele é inseguro demais quando o assunto é você. Jeremiah
- Eu preciso falar com ele Jeremiah, preciso me desculpar, quero conversar com ele , conhecer o meu garoto, eu preciso dele, agora que sei que ele existe não posso ficar longe dele. Magnus
- Dê um tempo a ele Magnus, quando ele se sentir pronto ele irá até você.
Magnus tentou ser paciente, mas ele estava péssimo, não dormia nem comia direito,e o pensamento de que Yaru pudesse não voltar, não querer falar com ele e o desprezar. Alec estava cada dia mais preocupado com Magnus, e pedia ao Anjo pra que Yaru voltasse logo.
Yaru levou Raphael até a sua cabana, era um lugar pequeno, um quarto grande com um banheiro, uma sala e uma cozinha, uma varanda na frente e muitas flores em volta da casa.
Os dias na cabana eram incríveis, durante a noite eles faziam amor, sem pressa , sem demora e com certeza sem silêncio. Pela manhã Yaru sempre trazia uma iguaria brasileira diferente pra Raphael provar, até agora seus preferidos eram pão de queijo e brigadeiro. Eles passeavam pela mata, Yaru mostrava a ele as plantas, ervas e animais que conhecia.
Raphael podia ver o amor de Yaru pela natureza e por aquele lugar, era visível como ele era ligado aquela terra.
Eles almoçavam e depois se deitavam na rede e dormiam abraçados, Yaru tratava Raphael como a pessoa mais importante do mundo inteiro, eles iam até rios e cachoeiras e asy vezes faziam amor na água. Raphael queria saber porque Yaru não o levou até a sua aldeia, mas não quis perguntar e estragar o clima, também não falaram sobre Magnus nem ninguém de nova York, eles estavam ali, isolados e felizes no seu mundinho,eles sabiam que teriam que voltar e enfrentar tudo e todos, mas nenhum dos dois queria tocar no assunto.
Em Nova York, Magnus estava arrasado, ele não voltou pra Alicante, queria ficar e esperar Yaru voltar, Alec pediu licença a Clave pra ficar com Magnus. Clary não sabia onde por a cara de vergonha, e não sabia o que dizer e nem como encarar Magnus. Izzy também se sentia mal, assim como os outros.
3 meses se passaram e Yaru se sentou pronto pra falar com Raphael. Eles estavam na rede abraçados quando Yaru perguntou.
- Acha que Magnus um dia vai gostar de mim do mesmo jeito que gosta de você? Yaru
- Ciúmes Mi Cariño? Raphael
- Na verdade sim, por isso odiei você de cara. Yaru
- Bobo, Magnus já deve amar você mais que qualquer pessoa no mundo. Raphael
- Como ele é? Yaru
- Incrível, carinhoso, amigo e divertido. O sonho de qualquer filho. Raphael
- Temos que voltar, não temos? Yaru
- Ou, talvez pudesse chamar seu pai pra jantar aqui na nossa casa, esse lugar deixa você tranquilo e a vontade , talvez seja bom falar desse assunto tão delicado assim aqui. Raphael
- Nossa casa é? Yaru
- Desisti bonitão, eu já me aposei do seu coração, acha mesmo que com a sua casa ia ser diferente? Raphael
- Se eu já sou seu, tudo que eu tenho também é seu. Nossa casa meu bem. Vamos pro instituto depois do almoço e fazemos o convite. Yaru
Quando Yaru e Raphael chegaram Alec agradeceu a todas as entidades divinas que conhecia.
- Bom ver vocês bem. Alec
Raphael apertou a mão de Alec,Yaru apenas acenou.
- Onde ele está? Raphael
- No quarto, ele não sai muito de lá ultimamente. Alec
- Viemos fazer um convite pra vocês pra jantar lá em casa casa hoje. Pode transmitir o recado? Yaru
- Sim, e com certeza estaremos lá. Alec
- Eu venho às 7 pea buscar vocês. Yaru
O restante da tarde se passou silênciosa , Yaru estava nervoso e inseguro. E pra tentar se acalmar ele começou a cozinhar, comidas típicas do Brasil.
- Vamos alimentar todo o exército americano? Raphael
- Não enche amor tô nervoso... Yaru
- Hey, Mi Cariño, vai ficar tudo bem. Raphael
- Obrigada, eu te amo, não sei se ia conseguir fazer isso sem você. Yaru
- Também te amo chocolatão! Raphael
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Comments
Cleide Almeida
Esse momento d tempo na floresta tá senfo único e mto bom pra ele se acalma e organizar seus pensamentos pra conversar cm Magnus
2024-04-03
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