#COM ADRIANA#
NA MANHÃ SEGUINTE...
Adriana chegou na empresa como todos os dias, ela já havia dito que não deixaria nada abater a sua vida, muito menos a conversa com a sua irmã.
Ela continuou a desenhar os projetos do condomínio fechado, ela já estava bem adiantada no trabalho, afinal ajudava ela a distrair a cabeça.
Por volta das 10h, alguém bateu na porta, Adriana sem pensar muito, mandou entrar e continuou focada em seu trabalho, até que ouviu uma voz.
EVA- Eu posso entrar?- Perguntou depois que abriu a porta, ela estava com medo de sua recém descoberta filha, se recusar a vê-la.
ADRIANA - Já entrou.- Disse e virou sua cadeira para olhar de frente para a mulher.- No que posso ajudá-la senhora?
EVA- Para começar, poderia parar de me chamar de senhora.
ADRIANA - E como devo chama-la?- Perguntou cruzando os braços.
EVA- Sinceramente, eu gostaria muito que você me chamasse de mãe.
ADRIANA - Vejo que a Elisa falou sobre a nossa conversa, se ela falou sobre isso, também falou sobre o fato de eu não querer ter contato com vocês.- Disse calmamente sem ter sido grossa.
EVA- Eu gostaria muito de falar com você, quando tiver um tempo, as coisas não aconteceram como você pensa.
ADRIANA - Eu não quero saber, eu não me importo, eu sofri muito na minha infância, as pessoas que me criaram, foram verdadeiros monstros, tinha dias que nem comida me davam, pois não se importavam comigo, eu tenho muitas feridas que eu não quero reabrir, pelo meu bem e dos meus filhos.
EVA- São eles?- Perguntou ao ver uma foto de quatro crianças em cima da mesa.
ADRIANA - São.
EVA- São tão lindos, os pequenos são tão fofos, ruivinhos igual a Elisa e você.- Disse sorrindo.
ADRIANA - Olha dona Eva, eu não sei se vou lhe ver como mãe algum dia, também não me interessa, mais o que eu não posso impedir é que você conviva com os meus filhos, já que eles não têm a outra avó, e eu não posso tirar esse direito dos pequenos.
EVA- Eu adoraria recebê-los para jantar na minha casa, qualquer dia desses.- Disse animada, só de pensar que poderia conviver com os netos que sempre sonhou em ter, não era muito, mais era um avanço, meio caminho para ela se aproximar de sua filha.
ADRIANA - Agora, se a senhora não se importava, eu preciso voltar ao trabalho.
EVA- Claro.- Disse, deu um beijo no rosto de Adriana, a pegando desprevenida e foi embora.
Adriana voltou a se concentrar no trabalho, mais sempre pensava no que ela faria a seguir.
#COM MAYCON#
SAVANNA - Então, me diga o que lhe trouxe aqui, você esta dando voltas desde que chegou e nos vemos ainda ontem e hoje me ligou para nós encontrarmos de novo.
MAYCON - Eu recebi uma ligação hoje cedo e eu surtei, então acho que é a hora de revelar a minha história.
SAVANNA - Eu já sentia que você não estava sendo sincero comigo, quero dizer que você pode confiar em mim.
MAYCON - Bom, eu sou o filho do meio de uma família de classe média, sempre fui estudioso, queria dar uma vida melhor a minha familia, diferente do meu irmão que era irresponsável e imaturo, sempre se metia em confusão, mesmo assim, sempre foi o garoto de ouro aos olhos do meus pais.- Disse e respirou fundo.- Quando eu tinha 17 anos, eu havia passado em uma boa faculdade e estava imensamente feliz, voltei para casa para contar a novidade para os meus pais, mais quando cheguei, haviam dois policiais lá, assim que me viu, a minha mãe só apontou para minha e disse "é ele", os dois policiais me levaram para a delegacia, eu não estava entendendo nada, me prenderam por assalto a mão amarda, tentei falar que não havia sido eu, explorar para me soltarem, mais não adiantou, me levaram para o reformatorio, dias depois a minha mãe foi me visitar e disse que me mandou para a cadeia para que o meu irmão não fosse preso, eu na mesma hora virei as costas para ela e voltei para a minha cela, nunca mais quis saber dela, mesmo tendo ido diversas vezes lá me ver.
SAVANNA - Tem mais alguma coisa que queira me contar?
MAYCON- Tem sim.- Disse ainda chorando.- Além da traição da minha própria família, ainda sofria abusos constantes.
SAVANNA - Você foi violentado?- Perguntou e ele assentiu com a cabeças.
MAYCON - Eu só consegui sair daquele lugar, porque uma senhora acreditou em mim, me ajudou a sair de lá e me colocou na faculdade, ela faleceu no ano passado, ela me deixou os seus bens, mais eu fiquei sozinho de novo, por isso que comecei com a terapia, eu quero conhecer alguém, me apaixonar, mais eu não consigo, ter um relacionamento com ninguém, eu sei que nenhuma garota vai querer alguém tão nojento como eu.
SAVANNA - Você não é nojento Maycon.- Disse pegando na mão do homem.- Você passou por coisas ruins, mais isso não desmerece o homem maravilhoso que você se tornou, aposto que muitas garotas, gostariam de sair com você.
MAYCON - Quem?- Perguntou em descrença.
SAVANNA - Eu por exemplo, eu te achei muito interessante desde a primeira vez que eu te vi.
MAYCON - Quer sair para jantar comigo?- Perguntou esperançoso, afinal também havia se interessado por Savanna.
SAVANNA - Aqui eu sou a sua terapeuta, não sei se é muito ético.
MAYCON - Na verdade, a minha consulta, acabou a um minuto, então não sou mais o seu paciente.
SAVANNA - Se é assim, eu aceito.- Disse e sorriu para o homem.
Eles conversaram mais alguns segundos, combinando os detalhes de seu encontro, Maycon saiu de lá, radiante até esqueceu de seus problemas.
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Atualizado até capítulo 28
Comments
Isabel Esteves Lima
Para o outro filho não ser preso a mãe acusa o outro filho de ter roubado. Isso é horrível. 😡😡😡😡😡😡
2025-01-23
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eliziene santos
esse lixo nunca foi sua mãe
2024-12-13
0
Márcia Jungken
como que uma praga infernal dessa quer ser considerada mãe, coitado do Maycon passar por esse sofrimento só porque a praga preferiu defender um bandido escroto 🙄🙄🙄🙄
2024-08-31
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