Ele ficou tanto tempo parado pensando, que Flora abriu os olhos olhando para ele envergonhada pensando que ele desistiu de beijá-la.
Demetrio então colou seu corpo ao dela de forma cuidadosa para não assustá-la, mergulhou os dedos em seus cabelos e roçou os lábios suavemente nos dela, depois os mordiscou delicadamente a seduzindo com toda sua experiência e aos poucos foi fazendo ela que estava tensa relaxar e se entregar ao beijo dele abrindo os lábios e deixando que o beijo se tornasse mais íntimo e quente.
Enquanto a beijava, Demétrio notou que ela estava trêmula em seus braços e nem se quer o tocava, a não ser com os lábios que agora, como por instinto, recapitulava o beijo dele e a língua dela tocava timidamente a sua se entrelaçando em uma dança erótica que misturava desejo, paixão e uma certa vontade de experimentar algo novo para ela, ser beijada por um homem não por que ele a estava forçando, mas porque ela queria ser beijada por ele.
Foi inevitável que ele louco de desejo e sentindo o gosto doce e saboroso dela não ficar muito excitado e com a mão que segurava firme em seu quadril ele puxou seu corpo para mais perto, quase fazendo com que se fundisse ao seu e quando ela sentiu sua dura e volumosa ereção e ele deslizou a mão mais para baixo até a sua nádega a apertando por cima da saia jeans justa que ela vestia Flora se assustou como se tivesse recebido um choque com aquela reação do corpo dele e com seu toque ousado apertando a nádega dela.
Ela sabia que era normal quando um homem estava excitado como ele estava aquela reação e queria controlar seu medo, mas ao notar que o beijo dele ficou mais voraz e exigente e sua mão agora queria tocar sua nádega por baixo da saia a fazendo subir um pouco, ela foi dominada por lembranças terríveis. Ela pensou que Danilo estava naquele estado excitado como ele quando abusou dela, e depois se tornou violento e agressivo, se lembrou também que ela mordeu os lábios dele com força para tentar escapar e ele a xingou e lhe deu um tapa forte no rosto agarrando em seus cabelos e a levando assim até a sua cama e abusou dela. Foram 2 vezes, a primeira ele tirou sua virgindade como um animal e ela sentiu uma dor dilacerante quando ele a penetrou de uma só vez, ele tapou sua boca para abafar seus gritos e seu choro de dor e desespero e como ela mordeu sua mão ele a amordaçou com a gravata que ele ainda vestia e abusou dela uma segunda vez assim que se recuperou rapidamente depois do seu primeiro orgasmo.
Ele parecia sentir o prazer sórdido em submetê-la e dominá-la daquela forma e ela se lembrava mesmo sem querer de suas palavras ofensivas a humilhando mais do que ela já estava se sentindo com a violência dele. Ele dizia a todo tempo que sabia que ela era uma p**tinha safada que queria dar para seu irmão, mas teria que se contentar com ele porque seu irmão era casado e todo certinho nunca ia olhar para uma p**tinha como ela e que empregadinhas só serviam para aquilo e tinha que agradecer por um homem rico e de boa família ser o seu primeiro.
Lagrimas vieram aos seus olhos com aquelas lembranças terríveis e ela empurrou os ombros fortes de Demétrio muito perturbada para que ele a soltasse, pedindo para ele parar de beijá-la e acariciar como estava fazendo. Ele, mesmo muito excitado e sem entender nada, fez o que ela lhe pediu, interrompeu o beijo e a soltou, ainda com a respiração desregular. Flora, com lagrimas rolando pela sua face, correu para o banheiro com a mão na boca quando uma forte náusea tomou conta dela ao se lembrar novamente daquela noite fatídica. Demetrio, preocupado, foi atrás dela e segurou com cuidado seus cabelos para não cair em seu rosto, quando ela começou a vomitar mesmo estando de estômago vazio, o que fazia ser pior seu desconforto. Depois que passou muito mal e o mal-estar passou, ela se levantou agradecendo a ajuda dele e foi passar água no rosto e escovar os dentes com suas coisas de toaletes que já estavam la devidamente arrumadas no gabinete do luxuoso banheiro. Demetrio foi para o quarto e se sentou para cama passando as mãos pelos cabelos pensando no que acabara de ocorrer.
Aquilo era novo e desconcertante para ele, era a primeira vez que ele beijava uma mulher e ela tinha aquela reação como se tivesse asco dele. Ele queria entender que Flora era diferente das outras, era uma mulher com um trauma terrível e graças ao canalha do seu irmão ela ficou assim, ele queria não se ofender com a reação dela de sentir náuseas logo depois de ser beijada e tocada por ele, mas ele estava se sentindo assim, afinal ele não era perfeito e não era tão bom e compreensivo assim.
Ele era até muito difícil e intransigente, na maioria das vezes,podia respeitá-la e fazer de tudo para mostrar que não era um crápula como sei irmão, mas a reação dela o fez se sentir ofendido e ele não conseguiu evitar isso.
___ Pode ficar tranquila Flora. Depois da reação que teve ao meu beijo e ao fato de eu tocar em você, eu nunca mais vou pedir para beijá-la novamente. Disse ele com um olhar magoado quando ela entrou no quarto com o olhar triste e envergonhada pela sua reação que nem ela esperava que tivesse.
____ Eu sinto muito Demérito. Não foi de propósito e eu garanto que o que aconteceu comigo a instantes atrás não teve nada a ver com você. É que quando senti que ficou muto excitado e senti sua ereção roçando em mim, me tocando daquela forma eu sem querer me lembrei do desgraçado do Danilo fazendo o mesmo ficando assim como você e…
____ Só que diferente dele. Flora. Eu não sou um maldito estuprador, tanto que parei assim que você me empurrou e me pediu para parar. Eu costumo cumprir com minha palavra! Disse Demétrio sem conseguir conter seu temperamento explosivo e ele sabia não ser nada adequado para a posição importante que ocupava .
Depois de respirar fundo ele continuou:
_____Quanto a minha reação e o fato de ficar muito excitado, é a reação normal de qualquer homem quando beija e acaricia uma mulher linda e desejável como você. Isso infelizmente eu não posso controlar, só se fosse impotente.
Ele fez uma pausa novamente e depois continou o que era uma espécie de desabafo.
______Se você soubesse o quanto estou contendo meu desejo para não assustá-la. E não é um desejo que eu sinto apenas a duas semanas atrás quando a procurei. Eu desejo você Flora desde que era praticamente uma menina de 17 anos pura e inocente.
___ Eu me sentia um crápula, por isso, mas não conseguia evitar e me sentia mais culpado ainda por ser casado e desejá-la e me desculpe se estou tão exasperado gritando com você, é que de alguma forma eu tenho que extravasar minha frustração e raiva, mas não de você e sim do desgraçado do meu irmão que te fez tanto mal e de mim também por não ter como evitar que ele te fizesse mal. Principalmente por não ter acreditado em você quando disse que foi estuprada por ele e não ter acabado com o Danilo. Mesmo sendo meu irmão, era isso que eu devia ter feito. Esbravejou Demétrio dando um soco na própria mão, a assustando com a fúria que demonstrava.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Rosa Hosana Santos
situação difícil para eles pois acho mês que ela deve procurar ajuda para se recuperar e ter uma vida normal
2024-12-31
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Cleonice Alves Beraldo
Coitados esse trauma de alguma forma mexeu e mexe com a vida dos dois e com a dela mais ainda.
2025-02-12
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Maria Lucia
realmente sem um tratamento psicológico..não se vai conseguir sair desse tormento
2025-01-16
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