*HARRY-KANE*
Acordo com o despertador tocando, me levanto e vou no banheiro, a noite anterior não saia da minha cabeça, tanto de trabalho que vou ter para realmente localizar as pista, tomo um banho demorado e pensando nas possibilidades do que pode ter acontecido, visto um terno e meu sobretudo por cima, vou caminhando até a parte de café da manhã do hotel, pego um jornal e um café e me sento em uma mesa.
*SABRYNNE / HARRY-KANE...
Acordo para mais um dia e percebo que dormi em meio ao trabalho, verifico se salvei tudo direitinho e fico aliviada por ter feito, arrumo as coisas guardando o diário que parecia um livro comum em uma gaveta com tranca, vou para o banho e logo meu estômago começa a roncar, olho o horário 10:30, visto uma camiseta preta, coloco a minha calça jeans e o tênis, hoje estava mais frio mas não liguei para isso. Pego meu notebook e saio trancando a porta, vou em direção ao café do hotel e vejo o detetive lendo seu jornal.
- Acho que vocês deveriam conversar - Yandra diz me assustando. - vai lá levo seu café na mesa dele. - assim que ela sai caminho até o detetive.
- Com licença, posso me sentar? - pergunto a ele, com meu notebook em baixo do braço e o celular na mão - as outras mesas estão cheias.
enquanto lia jornal escuto uma voz pedindo para sentar, abaixo o jornal e vejo que é a sabrynne.
– Pode sim – olhos as outras mesas e levanto o jornal e volto a ler.
- Obrigada, - Agradeço a ele abrindo meu notebook e ligando ele. - a propósito, me desculpe por ontem, sei que errei em ter me metido em seu trabalho, mas preciso fazer o meu também, sei que minha forma de trabalhar pra você é errado, mas quero respostas e quero pegar esse assassino tanto quanto você. - falo sem tirar minha atenção do notebook, Yandra entrega meu café com misto quente e logo sai andando.
Dobro o jornal que está na mesa e a olho.
– eu sei que você está querendo pegar o assassino, mas olha, eu quero que entenda que e si não tivesse sido eu que tivesse ido lá? se fosse outro oficial? – pego meu café e bebo – se fosse outro oficial, essa hora estaria presa.
- Bom, obrigada? - Peço, mas parece mais uma pergunta do que um agradecimento. Tiro minha atenção do notebook e o olho, - sei que vai parecer forçado pedindo isso, mas... - faço uma pausa, pensando se era isso mesmo que eu queria. - o que acha de trabalharmos juntos? - pergunto e logo fico um pouco tímida.
Termino de beber o café e escuto a pergunta dela.
– bom, talvez mais um café desse e eu aceite sua proposta – olho pra ela e sorrio de lado.
Olho para ele e revirando os olhos chamando a Yandra que vem em nossa mesa, peço mais um café e ela acena com a cabeça indo buscar, bebo um pouco do meu e começo a digitar.
- Aqui está! - Yandra diz sorrindo, - é bom ver que estão começando a se entenderem, fico feliz por isso. - ela diz. Seu comentário me deixa um pouco envergonhada e desvio o olhar para o notebook.
- Ob... Obrigada pelo café. - agradeço e ela sai dando risadinhas.
Pego o café e agradeço a yandra, olho para sabrynne e respiro fundo.
– acho que vou ter que aceitar, tenho que te manter longe da prisão.
O olho por um tempo e dou um sorriso forçado. Ele realmente é irritante, respiro fundo e me levanto me sentando ao seu lado.
- Bom, já que vamos trabalhar juntos, vamos precisar confiar um no outro. Então vou te passar o que descobri até agora e você me fala o que você descobriu. - falo mostrando para ele minhas anotações. - Eu era aluna da vítima, assim que me formei me mudei e fiquei sabendo da morte dela pelos jornais, mas tinha muitas coisas que não batiam muito bem e como minha revista tá passando por maus bocados o meu chefe me mandou vir cobrir esse caso. - começo a explicar. - Jackson e Jonathan tinham brigado feio ainda quando eu estava na faculdade, o motivo era o ciúmes do Jonathan sobre Jackson e Samantha, depois dessa briga eu e meus amigos tentamos entrar em contato com ela mas ela não atendia mais o celular. - falo lembrando daquela época. - faço uma pausa e volto a falar - quando ela voltou novamente a dar aulas o Uriel tentou conversar com ela, ele era super afim de ficar com nossa professora, Nathaniel e eu tentamos conversar com Uriel mas ele não escutava e nem ligava que ela estava mal com o que tinha acontecido. Ele só estava sendo um homem arrogante, não importava os "nãos" que ele recebia, ele insistia mesmo assim, até ela chamar os pais dele para uma conversa, foi assim que Uriel deixou ela em paz. Depois disso eu e minha amiga íamos sempre visitar nossa professora, conversávamos e jogávamos alguns jogos de tabuleiro, foi quando Jonathan apareceu, dava para notar que ele não estava muito bem.
Escuto ela e começo a pensar, esse Jonathan me parece suspeito.
– Como era o relacionamento dela e do Jonathan?
- Ele era muito ciumento, tratava Samantha muito bem, mas mudou muito depois da briga dele com Jackson, ficou sempre de olho nela as vezes ficava com o carro parado em frente a casa dela, ele era doentio - falo me sentindo desconfortável com a lembrança - Samantha tentou confronta-lo e fazer com que parasse, ele ficou falando que a amava mais isso só serviu para assustar ela ainda mais.
Escuto sabrynne.
– então temos ele como um principal suspeito, pelo o jeito que você descreveu ele, tem um jeito de assassinato por ciúmes possessivo.
Começo a pensar, olho a hora no relógio.
– quer ir na casa de samantha comigo?
Fico surpresa com a pergunta do detetive e não consigo evitar de sorrir.
- Isso não vai atrapalhar seu trabalho? - falo sorrindo ironicamente me aproximando com a brincadeira na voz.
Sorrio de volta, acho que posso confiar nela por enquanto.
– você é meu trabalho – sorrio e me levanto.
Me levanto e coloco o dinheiro do nosso café na mesa, pego meu notebook e sigo ele até a casa da vítima, dessa vez apenas nós dois. Chegando lá olho atentamente para todos os lados, sempre em alerta e nunca abaixo a guarda, fico tensa mas tento fazer o que posso para esconder isso.
Chegamos na cena do crime, fico tranquilo, ja estava acostumado, deixo sabrynne a vontade e começo a andar pela casa, vou até a porta dos fundo e estava aberta, fecho a porta até que algo me chama atenção, me ajoelho na maçaneta da porta e avisto sinais de arrombamento.
– sabrynne, vem cá – falo um pouco alto.
Estou na sala olhando cada detalhe com cuidado tentando não tocar em muita coisa quando escuto o detetive me chamar, caminho até onde ele está parado e logo fico ao seu lado.
- O que você achou aí? - pergunto pegando meu celular para tirar foto de tudo que for importante para a matéria.
– ta vendo isso? – mostro a maçaneta quebrada – sinal de arrombado, então, quem matou sabrynne foi um homem, um homem bem forte.
Afirmo com a cabeça e tiro foto da marçaneta, caminho um pouco mais e olho para o teto vendo um furo que provavelmente poderia ter sido causado por um tiro.
- Acha que o Jonathan pode ter matado ela? Digo... - faço uma pausa... - Ele era obcecado pela vítima então faria sentido, ele vinha com frequência ver ela. - Tento não demonstrar uma angústia mas só de pensar em ver Jonathan matando alguém importante para mim. Tiro foto do teto com o furo de uma possível arma de fogo.
Provavelmente – falo pensativo – pode ter ficado com ciúmes do seu outro amigo e ter vindo aqui, afinal de contas, quem sabia onde samantha morava?
Penso por um momento e então começam a passar lembranças de pessoas em minha mente, lembro-me apenas da melhor amiga de Samantha, eu e Jonathan...
- Bom, Jonathan e Lydia, ah tinha uma amiga minha que fazia reforço com nossa professora, mas hoje em dia, segundo a informação que tive, ela está doente e não sai de casa desde a morte de Samantha Celestia. - Falo e começo a caminhar pela cozinha, ainda tinha manchas de sangue pelo local, me abaixo e vejo um pedaço de papel, pego e leio o que está escrito para o detetive ouvir - "Espero que tenha gostado tanto quanto eu da nossa noite juntos, saí mais cedo para correr, mas nos veremos hoje na faculdade sem falta. Com amor: j.K" - Jonathan Karson. Era o nome do Jonathan.
- Jonathan – falo em um tom de dúvida – se tiver sido ele mesmo vamos precisar de provas, sabe onde ele mora?
Afirmo com a cabeça e vou devagar até a sala, minhas mãos estão trêmulas, mas escondo para que o detetive não veja, "acho que estou nervosa demais" penso, lembro-me do prazo e fico frustrada pela investigação que está indo devagar demais. Saio da casa e esfrego meu rosto frustrada. Quando escuto o detetive se aproxima, tento me manter controlada.
- Vamos! - chamo ele.
percebo ela meio estranha, ela está nervosa?.
– ei ei – seguro a mão dela – acho melhor eu ir sozinho, preciso de você aqui procurando novas pistas, me fala o endereço dele que vou atrás dele, afinal ele te conhece – continuo olhando no seus olhos – então se ele te ver você pode ser um alvo dele.
- Eu estou bem, e posso manter meu controle, - falo olhando para ele - Olha... Eu entendo que está tentando me acalmar mas não vai conseguir me fazer sair desse caso, ainda mais agora com uma pista quente. Eu sei que corro risco de vida, não é a primeira vez. - Falo mantendo a calma e a postura. - Obrigada mas vou com você!
Respiro fundo
– tudo bem, mas com uma condição, você não vai sair do meu lado certo?
- como quiser! - digo tentando ser paciente.
Vamos até meu carro e entramos nele, ligo e dou partida, se passa alguns minutos e chegamos na casa de Jonathan.
– é essa casa?
Olho para a casa e confirmo, tiro meu sinto e antes que eu saia respiro fundo.
- Eu não vou sair do seu lado mas se esse idiota não cooperar eu vou fazer do meu jeito, pode ser? - falo olhando para o detetive que sorrir vendo minha irritação. - Qual a graça?
– sei que começamos com nossas diferenças, mas peço que tenha calma, deixe que isso eu resolvo, sabe que vou prendê-lo, então se controle certo? – sorrio.
Ignoro ele e saio do carro fechando a porta logo em seguida, depois de alguns segundos ele faz o mesmo e trava a porta do carro, se colocando ao meu lado.
- Sou uma boa Jornalista, mas mesmo que eu seja eficiente no que eu faço não posso ignorar completamente o que sinto, quero resolver isso o mais rápido possível, não estou aqui para brincar e sei que você também não está. - digo com firmeza na voz. - Tivemos nossas diferenças mas não vou ser enganada por ninguém, até que eu confie em você completamente não vou abaixar a guarda. - falo andando até a campainha e aperto.
Respiro fundo.
– você é difícil em, gostei
Até que ela vai e aperta a campainha, segundos depois um cara abre a porta.
– Senhor Jonathan? – pego meu distintivo do bolso e mostro – sou o oficial kane e essa é minha assistente sabrynne, gostaríamos de fazer umas perguntas.
Jonathan me olha e logo em seguida olha para o Kane, ele fica desconfiado por um momento e olha para o distintivo do detetive. Jonathan abre a porta e dá um sorriso largo que me causa arrepios, ele me olha de cima a baixo e então abre espaço para que eu e o detetive passe.
Quando entramos, ele aponta para o sofá, olho ao redor e vejo um quadro com uma foto da Samantha e dos seus outros amigos, noto que o rosto do Jackson está rasgado, sem perceber seguro o braço do detetive Kane, assim que o Jonathan fecha a porta ele se senta e nós também.
Estavamos caminhando até o sofá, notei algumas fotos da vítima até que sabrynne aperta meu braço, Sabrynne senta do meu lado e Jonathan se senta na nossa frente, vejo ele olhando sabrynne com um grande sorriso.
– Ei ei, psiu – Chamo atenção do Jonathan, ele olha pra mim – Tem que tá olhando pra mim, sabe porque estamos aqui e até agora você é um suspeito, me fala aqui um negócio, onde você estava na noite do crime?
- Eu estava viajando - Jonathan responde, - pode perguntar para minha mãe, fui vê-la pois ela estava doente, - ele mente e logo se levanta indo em direção a algumas bebidas. - Ninguém mais do que eu lamentei a morte da Samantha, eu a amava mais do que a mim mesmo.
Mesmo que o detetive caia nesse papo eu não acreditei em nada do que Jonathan estava dizendo, a mãe dele já havia dado entrada no hospital dias antes da morte da vítima e o hospital não era em outra cidade, me conserto no sofá e mantenho minha postura, "hora de começar meu trabalho" penso comigo mesma. Me levanto e vou até o retrato com o rosto do Jackson rasgado.
- Estranho senhor Jonathan... - Começo a dizer. - estranho apenas um rosto ter sido rasgado não acha? -sorrio e o detetive apenas me olha.
- Ah, isso? - Jonathan pergunta e começa a se aproximar, me mantenho alerta e firme. - Não foi nada, me mudei para essa casa tem alguns anos... - Ele faz uma pausa e sorri para mim, tento manter meu sorriso e autocontrole. - Deve ter rasgado na mudança.
Vejo a sabrynne tomar iniciativa e penso "Ainda não sabrynne".
– Sua mãe estava doente? pra onde viajou? você deve ser um bom filho, mas me fala, qual o nome da sua mãe?
Jonathan ainda está de olho em mim e ainda está sorrindo.
- Sim doutor! Para Baltimore! Eu zelo pela segurança da minha mãe, ela é minha única família - ele diz se aproximando de mim, posso sentir seu perfume doce, e não o suporto.
antes dele se aproximar de sabrynne, me levanto, tomo a frente dela e fico frente a frente com ele.
– Acho melhor não se aproximar – falo encarando ele.
- Bom... - Jonathan diz com um sorriso debochado. - Não tenho mais nada a dizer. - ele volta a me olhar por cima do ombro do detetive. - ela é gata, não posso negar... - ele deixa o comentário no ar.
- Por mim tudo bem – sorrio, e entramos no carro e dirigimos até a delegacia.
Chegando na delegacia saímos do carro, o detetive segura Jonathan que luta para não ir para dentro e tenta me puxar segurando meu braço. Kane o faz me soltar e o leva direto para dentro, depois de uns minutos completando a ficha do Jonathan ele sai e vem até mim.
- Pronto, tudo feito, vai passar um tempo ai preso - olho pra ela - que tal eu te pagar aquele café?
Olho surpresa para ele e afirmo com a cabeça entrando novamente no banco da frente do passageiro. Chegando no hotel ele pega suas coisas e eu pego meu notebook e caminhamos direto para o café, ele pede um de sua preferência e eu faço meu pedido. Yandra vem sorrindo até nós e nos entrega o café.
- Que bom que estão se entendendo, será que agora sai um encontro? - ela pergunta curiosa.
- Yandra... - chamo sua atenção totalmente sem jeito. - estamos fazendo nosso trabalho, e mesmo que não estivesse, não acho que seja a hora de você se animar tanto assim. - Falo, mas ela parece não ligar e escuto o detetive dar risonhos da situação que a Yandra me colocou.
Sorrio quando yandra pergunta do encontro, olho para sabrynne e olho para yandra.
– calma yandra, dona sabrynne ela é muito reservada, então por hoje é apenas um café, quem sabe depois – olho para sabrynne e começo a rir depois de ver que ela ficou mais vermelha ainda.
- Vocês não tem limites! - falo um pouco irritada cruzando os braços e olhando para o lado, escuto eles sorrindo e Yandra sai andando. - e então senhor, - começo a falar pegando meu notebook e abrindo ele. - Vamos falar sobre trabalho ou quer conversar sobre algo mais? -olho para ele ainda envergonhada.
– algo a mais? como assim? – pergunto curioso – sobre o caso, tudo indica que é ele, só precisamos de provas concretas.
Ignoro suas perguntas e foco apenas no que ele disse sobre o caso, digito algumas coisas e paro para amarrar meu cabelo em um coque solto, sinto ele me olhar esperando que eu diga algo.
- E como pretende achar essas provas? Sabe, se me mostrar que posso realmente confiar em você e que você não vai se voltar contra mim, posso te mostrar o que tenho. - falo. - ainda faltam umas coisas que não se encaixam muito bem, e talvez você consiga entender melhor do que eu.
Olho ela com cara de dúvida.
– porque eu iria se voltar contra você? acabei de prender o cara só pra te proteger.
- Eu não confio tão facilmente nas pessoas assim, agradeço o que fez por mim, mas não consigo confiar em você ainda. - falo olhando para ele. - Sei que não entende então vou tentar te explicar. Já tive vários motivos para não confiar em qualquer um, e muitos dos motivos são pessoais, meu trabalho também não deixa com que eu confie em muita gente. Preciso que me dê mais provas de que posso realmente confiar em você.
– entendo – tiro o chapéu e coloco na mesa – quando eu tinha 7 anos, eu estava jogando futebol com meus amigos, meu pai estava sentado no banco no lado de fora, alguns minutos depois meu pai não estava mais lá, achei que ele tivesse ido comprar algo para comer, anoiteceu e ele não tinha aparecido, fui embora sozinho na escuridão, quando estava perto de casa passei por um beco, e vi o corpo dele lá, os policiais não conseguiram achar quem fez aquilo, desde então comecei a estudar para me tornar um policial, quando me formei consegui o distintivo, virei detetive e achei os assassinos que mataram meu pai – olho para ela e sorrio – você é a segunda pessoa que sabe sobre isso.
Fico um tempo sem saber o que dizer, não sabia que ele tinha um passado tão triste assim, respiro fundo e olho para ele.
- Lamento pelo seu pai e pelo que aconteceu, - falo dando um sorriso amigável...- não consigo imaginar o que você tem passado, mas mesmo com a dificuldade de ter visto seu pai caído no chão você foi forte e conseguiu o que queria, fico feliz por você. - fecho meu notebook e pago nosso café. - Preciso que venha até o meu quarto comigo. O que vou mostrar para você ninguém mais pode saber nem sonhar que existe.
–obrigado, mas ja faz tempo - sorrio pra ela – tudo bem vamos lá.
Subimos juntos para meu quarto, destranco a porta e entro, quando acendo a luz ela pisca um pouco e logo tudo fica claro novamente; vou até a estante e pego o diário com páginas faltando, pego uma pasta com fotos e olho para o detetive que está andando pelo meu quarto inquieto, fecho a porta e a tranco.
- Nunca entrou no quarto de uma mulher antes? - falo num tom de deboche levando as pistas até minha cama, pego meu notebook e o abro .
escuto a pergunta dela.
– é melhor eu não responder – sorrio – o que é isso?
- Aqui está algumas provas que juntei no decorrer do tempo, o diário de Samantha, - mostro para ele que o pega, porém o diário estava trancado.- sei que parece um livro comum mas tem suas iniciais aí, ela me permitiu pegar caso algo acontecesse com ela - explico. - essas são fotos da cena do crime, aqui está o corpo dela, marcas de estrangulamento e algumas manchas no rosto e ombro, além de um furo no peito que pode ter sido causado pela bala. - Mostro a ele espalhando as provas em cima da cama. - estou digitando meu trabalho e salvando no pendrive tudo que anoto, eu sabia que poderia correr risco então estou tomando todo cuidado possível. - faço uma pausa. - se algo acontecer comigo nesses últimos dias ligue para esse número, é do meu chefe, ligue e mande tudo que estiver no pendrive, e ele fará bom uso disso ajudando a pegar o criminoso.
dou uma olhada nas pistas, e escuto ela falar.
– bom trabalho fernand'es, mas não se preocupe, enquanto eu estiver aqui, não vai acontecer nada contigo.
Fico ruborizada e desvio o olhar para o notebook, salvo o que tenho até agora e entrego meu pendrive para o detetive, me levanto da cama e pego minha câmera de fotos, tiro uma foto dele e escrevo seu nome com minha assinatura.
- Quando você entregar isso o Louis, meu chefe, vai saber que você não está blefando. E entrará em contato com você. - entrego para ele a foto dentro de um envelope pequeno.
Pego o envelope e coloco dentro do sobretudo.
– esse diário, como abre ele? ela deixou alguma chave? ou algum código?
Entrego a chave que está pendurada no meu pescoço com um formato de parafuso, ele olha duvidando que realmente seja uma chave e dou um sorriso.
- Pode confiar em mim! - Falo com um sorriso caloroso.
pego a chave e coloco na entrada do diario, giro e abro.
– bom, funcionou, acho que aqui temos as provas para incriminar aquele cara.
- Não exatamente, como pode notar tem páginas faltando - me aproximo dele para mostrar - Aqui... Aqui... E essas duas últimas. Essas páginas provavelmente falam sobre nosso suspeito principal.
Ele sorrir e eu o olho por um momento, depois pego o papel onde estava escrito a carta de Jonathan para Samantha anos antes de sua morte.
- Eu não estou com uma boa sensação, mas precisamos fazer algo a respeito do Jonathan.
-nos vamos fazer, mas precisamos de mais provas, mas acho que por hoje precisamos descansar, amanhã cedo vamos na casa de samantha procurar mais resposta tá?
Concordo com ele e então ele se levanta levando consigo as provas que dei a ele, ficamos parados na porta do meu quarto.
- Boa noite senhor Harry, e obrigada pela confiança. Farei o possível para colaborar nesse seu plano. - Falo olhando fixamente para ele.
– Não precisa me chamar de senhor, me sinto velho – sorrio – Quero que descanse agora, teve um dia e tanto –falo olhando nos olhos dela.
- Nesse caso, me chame de Sabrynne, não precisamos de formalidades certo? - pisco o olho para ele e sorrio. - Boa noite Harry.
– Boa noite sabrynne - sorrio
saio do quarto de sabrynne e vou para o meu, tomo um banho pra relaxar e me deito na cama pensando sobre o dia.
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Atualizado até capítulo 23
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