Entre Sombras e Mistérios: Em busca da Verdade.

Yandra e eu estávamos andando pela rua, tinha vestido minha calça cós-alta, um tênis branco da Adidas, um óculos de sol e alguns brincos e anéis com um batom básico. Yandra estava apenas com um vestido, cabelo amarrado em um rabo de cavalo e uma sandália. Caminhamos até a faculdade onde possivelmente veria um amigo meu, fiquei surpresa da Yandra não ter falado tanto desde que saímos do hotel.

- Sabrynne? - alguém chama pelo meu nome, uma voz masculina, hesitei de olhar achando que era mais um fã barulhento e continuei andando. - Sabrynne Fernand'es??

- Yandra, pode olhar discretamente quem é a pessoa que tá me chamando? - pergunto e ela acena com a cabeça afirmando.

- Parece ser seu amigo Nathaniel. - ela responde e eu me viro para conferir.

Olho para trás e assim que o vejo tiro meu óculos de sol, coloco na bolsa e ele vem em minha direção com um largo sorriso no rosto, sorrio de volta e assim que ele chega perto me abraça forte, tento conter as lágrimas que teimam em sair enquanto ele me abraça como quem não fosse mais soltar.

- Caramba que saudade, como você está? - ele pergunta e se vira para Yandra. - Quem é sua amiga?

- Nathaniel, essa é a Yandra e Yandra esse é o meu amigo Nathaniel. - apresento ambos e Nathaniel beija a mão da Yandra em cumprimento, ela por sua vez sorrir nervosa.

- Parece que ganhou uma admiradora Sabrynne. - ele diz sorrindo ainda olhando para Yandra, que fecha a cara para ele que rir baixinho. - mas e então, como vai minha ex namorada preferida?

Ele pergunta e reviro os olhos com um sorriso debochado, dando um empurrão leve em seu ombro.

- Espera vocês já tiveram algo? - Yandra pergunta e Nathaniel sorri apoiando seu braço em meu ombro.

- Não deixe que o charme desse garoto te iluda - aviso a ela tirando seu braço do meu ombro. - Ele roubou um beijo meu na formatura. - explico. Nathaniel faz um gesto dramático colocando a mão em seu peito e fingindo estar chocado com o que eu acabei de falar.

- Somos alma gêmeas um do outro - Nathaniel diz sorrindo.

- Mudando de assunto, - começo a falar mais séria. - estou a procura de informações sobre nossa professora Samantha.

Nathaniel fica sério de repente, e Yandra parece chocada com a descoberta. Ele pensa por um momento e afirma com a cabeça;

- Então foi isso o que fez você voltar, não tenho muitas pistas, como sabe nossa professora não era muito de falar comigo mas tinha alguém que era próximo dela, que inclusive até tentava dar em cima dela, acho que sabe de quem estou falando. - Nathaniel diz.

- Uriel! - falo e ele afirma. - tem certeza que eles eram próximos? Não me lembro disso.

- Vocês três eram alunos da Samantha? - Yandra diz e por um momento tinha até esquecido que ela estava ali conosco.

- Sim, ela era nossa professora de jornalismo, mas tinha mais uma garota entre nós três, porém hoje em dia ela está bem doente e mal sai de casa. - Nathaniel explica.

Yandra pensa por um momento, e ficamos olhando para ela, esperando que ela saiba de alguma informação importante.

- Sabrynne você disse que sabe onde é a casa de Samantha, podemos ir lá dar uma olhada. Talvez o diário dela esteja lá ainda. - Nathaniel me olha surpreso.

- Você sabe onde ela mora? E não disse isso a polícia quando nós interrogaram?? - ele pergunta desconfiado.

- Eu iria parecer uma suspeita de falasse, afinal de contas não eram muitas pessoas que sabiam. - falo, mas Nathaniel não parecia acreditar muito, porém também não rendeu.

- Dou carona a vocês até a casa da professora, e quero conversar com você depois Sabrynne. - ele diz num tom frio e já imagino a bronca que devo levar.

Nathaniel se aproxima de seu carro e o destranca, depois de abrir a porta do carro para Yandra entrar ele entra em minha frente e me olha por um tempo.

- Quero que saiba que eu me preocupo com você, não quero que me esconda absolutamente nada; seja o que for, farei o possível pra ajudar vocês, mas preciso que seja sincera comigo. - eu sorrio e afirmo . Ele me abraça e me dá um beijo na testa. - bem vinda de volta. - ele fecha a porta e abre a porta da frente do passageiro eu entro e assim que ele fecha vai até o banco do motorista e segue até a casa de Samantha.

*HARRY-KANE

Depois de alguns minutos dirigindo chego a casa de lydia, de acordo com Jackson ela era a melhor amiga de samantha, saio do meu carro e travo, caminho até a porta e bato, um momento depois uma garota abre a porta, ela era a lydia? aparentava ser mais nova.

– Posso ajudar? – pergunta lydia.

Tiro meu distintivo do bolso do meu sobretudo e mostro ela.

– Sou o detetive Kane, queria falar com você um pouco, posso entrar?

– pode sim – Lydia fala um pouco nervosa.

Entro na casa e vou em direção a sala.

– Fique a vontade, detetive – disse Lydia

Me sento no sofá e ela se senta em uma mesa na minha frente.

– Bom senhorita lydia, Jackson me disse onde morava, estou tentando resolver o caso da samantha.

– Como assim? os policiais falaram que foi um suicídio.

– Na verdade senhorita, não foi um suicídio, estou reunindo algumas pista e queria saber se sabe de algo. - falo sem hesitar e ela fica surpresa por um momento.

– Não sei de muita coisa, até aquele dia samantha estava bem, e do nada a policia me ligou, acharam meu contato no celular dela – disse Lydia segurando o choro.

– Sabe de algo que me ajude? algum lugar? celular? alguma pessoa?

– Samantha tinha uma casa no meio da floresta, a policia achou o corpo dela lá.- Lydia responde depois de um tempo.

Começo a pensar, porque no relatório da policia não contia o endereço desse lugar?.

– Pode anotar o endereço pra mim senhorita Lydia?

Ela se levanta e pega uma caneta e um bloco de notas, anota o endereço, rasga a folha e me entrega, me levanto e olho pra ela, sua afeição era de uma pessoa triste.

– Por favor, ache esse desgraçado e coloque ele no seu devido lugar – disse lydia sem conseguir conter as lágrimas.

– Pode deixar comigo. - tento dar um sorriso amigável.

Saio da casa e entro no meu carro e dirijo até a floresta, chegando lá vejo que tem uma trilha, vou seguindo a trilha até chegar ao destino, quando chego perto da casa vejo que tem uma BMW estacionada em frente a casa de samantha, paro meu carro e desligo a 15 metros da casa, desço do carro e pego minha arma e vou me escondendo eentre as árvores, corro até a janela e agaicho no lado da janela, bem devagar olho para dentro da casa e vejo a jornalista nova que chegou na cidade, yandra e um cara, respiro fundo.

– só o que me faltava mesmo - falo comigo mesmo.

Guardo a arma dentro do sobretudo e vou até a porta da frente, entro com o destintivo na mão como se fosse minha casa.

– Não é para vocês estarem aqui – vejo que os três se assustaram – por favor, saiam.

Olho para meus amigos e para o detetive que está parado na porta da Samantha com o distintivo em uma das mãos "era o que faltava" pensei comigo mesma, Yandra sorri e olha para o detetive e para mim, Nathaniel parece perder a cor de tão assustado com a presença repentina do detetive. Ele entra olhando para cada um de nós e Nathaniel força um sorriso.

- Ah, olha só, você nos assustou, por um momento as meninas pensaram que fosse um fantasma. - Nathaniel diz sorridente. - e então senhor.... Harry, nome legal cara.

- Nathan, relaxa pode deixar comigo - falo olhando para o detetive que continua sem expressar reação alguma. - meu nome é Sabrynne Fernand'es, finalmente nos conhecemos. Sou Jornalista, como já deve ter notado ou escutado. - olho para Yandra que continua se segurando ao lado do Nathaniel.

Encaro o garoto que estava entre as meninas, mas logo a jornalista começa a falar

– Bom senhorita Fernand'es – olho ela de cima a baixo – isso é a cena de um crime, aqui tem evidências de um assassinato, com vocês aqui tudo vai ficar mais difícil, então por favor, saiam!

- Sinto muito mais não será possível, e não precisa me dizer o óbvio, sei que é uma cena de um crime. - fecho a cara para ele.

- Galera se acalmem, podemos fazer isso juntos. - Yandra diz, eu e o detetive nos entreolhamos por um momento.

- Nem pensar! - eu e o Harry falamos na mesma hora.

- Não vou perder mais um segundo discutindo, se me der licença tenho que continuar procurando por pistas. - Falo por fim. Vejo Nathaniel dando risadas no fundo.

- Vocês parecem duas crianças birrentas, por favor parem, todos aqui queremos saber o que aconteceu, então por quê simplesmente não se juntarem? - Nathaniel diz, mas sei que ele quer o detetive tão longe quanto eu. As vezes não dá pra saber quando meu amigo realmente está falando sério.

Tiro meu chapéu e ajeito o cabelo, tentando me acalmar.

– Senhorita Fernand'es, você era algo de samantha não é? sou detetive a anos, ja solucionei casos que você nem imagina, sou um oficial da lei, tenho autoridade e poder, então ou vocês saem daqui ou terei que tomar medidas drásticas – falo encarando os três.

- Olha cara, baixa a bola um pouco, ninguém aqui tá querendo problema, todos queremos saber o que aconteceu com a Samantha e se ela era ou não algo da Sabrynne já não é da sua conta. - Nathaniel diz começando a se irritar. - Sei que podemos resolver isso como adultos. E então o que me diz? - ele diz voltando ao sorriso sarcástico de antes.

Olho dentro dos olhos do cara e sorrio, olho para o lado de fora e vejo o carro.

– Belo carro você tem, uma linda BMW, deve ser muito caro não é? pelo que eu vi, ela está sem a placa traseira, seria uma pena se um guincho aparecesse e o levasse não é? – vou até ele com meu rosto sério olhando nos olhos dele – ja lidei com gente pior que você, sarcástico querendo se amostrar para a namoradinha, se eu fosse você eu abaixava a bola um pouco, a não ser que queira resolver isso na delegacia– me afasto e olho para os três – Não quero saber se é jornalista ou não, isso é uma cena de crime – aponto para a faixa amarela na porta –aquilo significa que somente pessoal autorizado pode entrar aqui, vocês não tem autorização, então isso é crime, invasão a cenário do crime, então, ou vocês vão embora e eu deixo passar ou meu pessoal vem aqui levar vocês e aquele carro la fora – cruzo os braços – eai? como vai ser?

- hora seu.... - me coloco entre o detetive e o Nathaniel e tento acalmar meu amigo.

- Vamos sair daqui. - falo com o olhar afiado para o detetive. " Que cara irritante" penso comigo mesma. Nathaniel sai pisando forte, frustrado com a ideia do detetive ter ganho essa.

Depois de eu conseguir fazer com que o Nathaniel não vá preso, volto e tento falar com o detetive irritante.

- Desculpa pelo meu amigo, bom, você apareceu aqui sem mais nem menos, assim como você eu também só estou fazendo meu trabalho. - falo dando um sorriso colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha.

Olho para ela com um olhar sério, e começo a falar no tom mais calmo que consigo.

– sei que está fazendo seu trabalho como jornalista, mas que tipo de jornalista chega em uma cena do crime primeiro que um detetive, an? consegue imaginar quais pistas vocês apagaram? vocês vieram de carro, e tiver pegada pela estrada de barro que vocês vieram? agora não tem mais, por que vocês apagaram as pegadas com o pneu do carro

ando um pouco de um lado para o outro.

– não estou impedido você de fazer seu trabalho senhorita Fernand'es, mas não quero que vocês atrapalhem o meu, tantas evidências que por descuido pode ter sido apagada? então, peço que fiquem longe desse local, sei que você busca respostas, mas eu busco um assasino.

Suspiro em derrota, e olho para fora vendo Nathaniel tentando conversar com Yandra mas ela não dá atenção a ele e solto um sorriso sem perceber.

- Entendo seu lado, não irei mais atrapalhar seu trabalho contanto que não atrapalhe o meu, eu quero saber quem a matou, tenho uma pista obviamente, na verdade mais do que uma, mas não posso confiar em ninguém e tenho certeza que pensa o mesmo. - falo olhando em seus olhos e desvio o olhar para uma mesinha de centro, ando até ela e vejo uma pegada de bota suja. Tiro uma foto com meu celular e olho para o detetive. - boa sorte.

ela me deseja boa sorte e sai, vejo os 3 entrando dentro do carro e saindo, respiro fundo.

– tenho certeza que vou ter problemas com essa garota – vou até o par de botas, coloco duas luvas e respiro fundo novamente – ela pegou nessa bota sem luva, tem digital dela – falo pensativo pelo trabalho que vou ter.

Preciso começar a visualizar o que aconteceu, o relato dos amigos, o relato da polícia, seria difícil, mas iria resolver esse caso custe o que custar.

Antes que Nathaniel sai do local olho novamente para a casa, um frio na barriga me pega desprevenida e assim que o Nathan sai tento focar no caminho.

- Terra chamando Sabrynne, está aí? - Nathaniel fala estalando os dedos sem tirar o olhar do caminho.

- Desculpa, sobre o que estava falando? - pergunto, ainda com a mente longe.

- Não acha que esse cara vai descobrir sobre aquilo? - meu amigo pergunta e minha atenção se volta para ele de uma só vez. - Não fui com a cara dele, acho melhor você ter cuidado.

- Ele não é tudo isso que você pensa. - Yandra tenta defender o detetive - ele só estava fazendo seu trabalho, nada demais.

- Alguém aqui tá apaixonada pelo detetive, - Nathaniel brinca. - relaxa gata, sei que ele só estava trabalhando, mas poderia ter sido ao menos um pouco educado, não iria arrancar pedaço.

- Tenho que concordar com o Nathan, ele foi muito grosseiro com a gente, mas entendo o lado dele também, eu iria surtar em saber que tem alguém por aí dificultando meu trabalho, mas ao menos já sei lidar com pessoas assim.

Depois de um tempo conversando Nathaniel estaciona em frente ao hotel onde eu estou hospedada, Yandra é a primeira a sair, obviamente não foi com a cara do Nathan, assim que ela sai e fecha a porta do carro vai direto para dentro. Eu fico ali por alguns minutos e antes que eu tire meu sinto ele vem e tenta falar comigo.

- Ei, sei que tá preocupada, tenta relaxar um pouco okay? - ele diz com um sorriso tentando me acalmar. - Não deixe aquele detetive idiota acabar com seu trabalho.

- Obrigada Nathaniel, acho que só preciso me deitar um pouco, amanhã vai ser um longo dia, obrigada por ter ido até lá comigo, e... Tenta não forçar a barra com a Yandra. - falo com um sorriso brincalhão dando um leve aperto em seu ombro. Depois tiro meu sinto e saio do carro, ele pisca para mim e eu aceno com a mão para ele. Depois que ele da partida entro no hotel, converso um pouco com a Yandra e subo as escadas indo direto para o meu quarto.

Entro e pego o diário de Samantha colocando ele em cima da cama, deixo o celular na foto da bota perto da mesinha que tirei mais cedo, pego meu notebook e começo a trabalhar. Escrevo sobre o detetive e sobre meus amigos, aquele Harry deve ter sérios problemas sobre como conversar com as pessoas, fico irritada por um momento e volto ao trabalho, e quando menos espero caio no sono.

*HARRY-KANE

Realmente dificultaram meu trabalho, possíveis pegadas apagadas pelo carro; me aproximo da bota e bato uma foto, olho pela janela e vejo que ja estava ficando se noite, e ali não tinha energia.

– vou pegar minhas coisas e vou para meu quarto na cidade, amanhã cedo eu volto

Recolho minhas coisas e volto para meu carro, dirijo até o hotel e estaciono meu carro, assim que entro, Yandra me olha e baixa a cabeça, respiro fundo e me aproximo.

– Yandra – ela levanta a cabeça e me olha – desculpa se aparentei se grosso ou algo do tipo, enquanto estou trabalhando tenho que ter postura, vocês estavam invadindo o local de uma cena de crime...

Antes que eu terminasse, ela se levanta.

– Me desculpe, senhor kane...

– Yandra – falo repreendendo ela.

– Ta, desculpa Harry, eu não deveria ter ido até lá – disse yandra com a cabeça baixa.

Respiro fundo, pego no seu queixo e levanto o rosto dela.

– Dessa vez eu deixo passar – sorrio pra ela e ela sorrir pra mim.

Subo as escadas e entro no meu quarto, coloco minhas coisas na mesa e vou tomar um banho pra relaxar, depois de um tempo deito na minha cama e durmo.

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