O sol brilhava implacavelmente sobre a cidade movimentada, enquanto eu caminhava pelas ruas repletas de vida. Meu coração batia acelerado, alimentado pela angústia e pela determinação de encontrar meu filho perdido. A cada passo, o desespero se enraizava mais profundamente em minha alma. Eu tinha ido até o tal hotel em que o tal Serkan estava, mas não tive coragem de confrontá-lo e voltei para a casa de minha horrível tia.
Cheguei novamente à casa decadente de minha tia Dilara, uma mulher de semblante envelhecido e olhos cansados pela vida de vícios. Sabia que ela era capaz de coisas terríveis, mas jamais imaginei que pudesse entregar meu bebê a um mafioso impiedoso. Agora, a promessa de uma dívida de jogo pairava sobre sua consciência.
Adentrei a sala escura, iluminada apenas por feixes de luz que penetravam pelas cortinas cerradas. Dilara estava sentada em um sofá surrado, uma nuvem de fumaça de cigarro envolvendo-a. Seus olhos vermelhos encontraram os meus, carregados de remorso.
— Ayla... Eu não sabia o que fazer. As dívidas se acumulavam, e Serkan parecia a única solução! — ela murmurou, sua voz fraca e trêmula, sua atuação era ótima.
Minhas mãos tremiam de raiva e tristeza.
— Você entregou meu filho a um mafioso! Como pôde ser tão irresponsável?
As lágrimas falsas começaram a escorrer pelo rosto de Dilara.
— Eu estava desesperada, Ayla. Eu achei que ele cuidaria do bebê, que lhe daria uma vida melhor do que eu poderia oferecer. Foi um erro terrível, eu sei...
A raiva dentro de mim lutava contra a dor avassaladora. A imagem de meu bebê indefeso nas mãos de um homem perigoso atormentava meus pensamentos. Era preciso encontrar Serkan Gül e trazer Erhan de volta a salvo, custasse o que custasse.
Determinada, deixei a casa de Dilara e me dirigi a lugares escuros e sombrios, onde sussurros de nomes e segredos eram trocados. Ruelas apertadas e becos sem vida eram meu caminho, enquanto a cidade vibrante continuava alheia ao meu tormento.
Após horas de busca incansável, encontrei um homem de semblante duro em um bar decadente. Ele me lançou um olhar desconfiado ao perceber minha presença.
— O que você quer, garota?
Engoli em seco, lutando para manter a calma.
— Estou procurando Serkan Gül. Preciso encontrá-lo.
O homem soltou uma risada cínica.
— Serkan Gül, o Turco? Você está se metendo em encrenca, mocinha. Ele é um homem perigoso, tem os dedos em todos os jogos de azar da cidade.
Eu o encarei, sem recuar.
— Não me importa o quão perigoso ele seja. Meu filho está com ele, e eu o quero de volta. Onde posso encontrá-lo?
O homem estudou-me por um momento, talvez reconhecendo a determinação em meus olhos. Por fim, suspirou.
— Serkan costuma frequentar o cassino noturno no centro da cidade. É lá que ele exerce seu domínio sobre os jogos de azar. Mas cuidado, garota. Ele não é alguém com quem se deve brincar.
Agradeci-lhe com um aceno de cabeça e segui em direção ao centro da cidade, com o coração acelerado e a mente preenchida por um misto de medo e esperança. O brilho dos letreiros de neon do cassino inundava a noite, anunciando tentação e perigo. O que irei contar a seguir seria o que eu imaginei em minha cabeça.
Adentrei o ambiente luxuoso e pulsante, meu olhar vasculhando a multidão em busca de Serkan. Era como procurar uma agulha em um palheiro, mas minha determinação não vacilava. Os jogos prosseguiam, a adrenalina fluía no ar.
Foi então que, em meio à fumaça de cigarro e murmúrios de apostas, meus olhos encontraram os dele. Serkan Gül, o Turco, estava sentado em uma mesa de pôquer, rodeado por homens sinistros. Seus olhos gelados encontraram os meus por um breve momento, um lampejo de curiosidade brilhando em seu olhar. Era a oportunidade que eu tanto esperava.
Me aproximei lentamente, lutando contra as emoções que ameaçavam transbordar.
— Serkan Gül, preciso falar com você.
Ele franziu o cenho, avaliando-me cuidadosamente.
— E o que você tem a dizer que seja tão importante?
Respirei fundo, controlando minha voz trêmula.
— Você tem meu filho, Erhan. Quero que me devolva imediatamente.
Um sorriso irônico brincou nos lábios de Serkan Gül.
— Ah, então você é a mãe. Você está se aproximando de um mundo perigoso, Ayla. Mas se quer seu filho de volta, terá que provar seu valor.
Meu coração acelerou ainda mais. Eu estava disposta a enfrentar qualquer desafio para ter meu filho em meus braços novamente. Não importava o quão sombrio e perigoso fosse o caminho que eu teria que trilhar.
Mas nada disso aconteceu de verdade, era tudo em minha cabeça... Sou uma maldita covarde. O que aconteceu de verdade foi...
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Atualizado até capítulo 51
Comments
Josi Gomes
IMPOSSÍVEL, EU ACREDITO QUE AYLA COMO MÃE DESSE BEBÊ, QUE FOI ROUBADO DELA NO HOSPITAL, COM CERTEZA ELA IRIA ENFRENTAR O SERKAN , PARA PEGAR O SEU FILHO
2024-10-28
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marciamattos mattos
eu achando que era verdade kkk
2024-08-15
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Solange Coutinho
Ate eu pensei que era verdade kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk querida autora por favor fotos deles principalmente dos protagonistas principais
2023-12-18
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