Era uma noite escura e tempestuosa na pequena cidade de Ravenwood, localizada em uma região remota no interior do país. O vento uivava ferozmente e as árvores sacudiam como se fossem arrancadas do chão. A maioria dos moradores estava trancada em suas casas, evitando sair nas ruas desertas enquanto um local misterioso liderava o medo e a desconfiança.
Enquanto isso, um grupo de jovens estava em uma festa na casa de um amigo, a poucos quarteirões do centro da cidade. Eles beberam e riram, sem perceber que algo sinistro estava prestes a acontecer. De repente, as luzes piscaram antes de se apagarem completamente. A maioria dos jovens ficou em silêncio, não sabendo o que estava acontecendo, até ouvirem um som estranho na porta.
Eram três batidas fortes e persistentes, que ecoavam por toda a casa. "Quem será?", perguntou uma das garotas. "Alguém deve ter ficado preso na tempestade lá fora", respondeu um dos rapazes, tentando tranquilizá-los. Ele se encaminhou para a porta para atender, mas antes que pudesse chegar lá, o som das batidas cessou abruptamente.
Os jovens olharam um para o outro, apreensivos. Nesse instante, o som de passos pesados pôde ser ouvido do lado de fora. Eles ficaram paralisados, sem saber o que fazer, enquanto a porta da frente se abria lentamente. Uma figura encapuzada apareceu na entrada, segurando uma lanterna brilhante. "Quem é?", questionou o dono da casa, tentando manter a calma.
A figura não respondeu, apenas apontou a luz em direção aos rostos dos jovens. Eles notaram que a pessoa estava vestida com um manto escuro, com capuz que escondia completamente o rosto. "Por favor, saia daqui", pediu o dono da casa em voz alta. "Nós não queremos problemas".
A figura não se moveu, mas levantou o queixo para exibir uma marca sinistra embaixo do capuz. Era uma figura pálida e com olhos vermelhos que fitava diretamente no oreo da casa. "Vocês devem sair daqui", disse em uma voz assustadora. "A morte está chegando".
Os jovens entraram em pânico, correndo para o outro lado da casa enquanto tentavam encontrar uma saída. Um deles tropeçou e caiu, mas foi ajudado pelos amigos. Eles se esconderam no sótão, tremendo de medo. "O que vamos fazer agora?", perguntou um deles.
"Nós precisamos ficar escondidos até a tempestade passar", respondeu a dona da casa, fazendo uma pausa. "E então, vamos sair daqui rapidamente". Mas suas esperanças foram destruídas quando ouviram a voz novamente. "Vocês não vão escapar de mim", disse a figura misteriosa. "Nem mesmo sombra pode se esconder".
De repente, a luz da lanterna iluminou o sótão, e os jovens viram que a figura havia encontrado o seu esconderijo. Eles recuaram, temendo que fossem os próximos. "Por favor, não nos machuque", implorou a dona da casa, segurando as lágrimas nos olhos. "Nós não fizemos nada de errado".
A figura respondeu com um sorriso torto no rosto. "Oh, eu não estou aqui pelos seus pecados", disse. "Eu estou aqui pelo terror que vocês sentem neste momento. É isso o que eu alimento".
E com a última palavra dita, o manto negro penumbroso tomou uma proporção assustadora, que cobriu todo o sótão, fazendo com que os jovens não soubessem mais o que fazer. "Isso não pode ser real", gritou um deles. "Por favor, nós vamos sair daqui, se vocês quiser", ofereceu um outro.
Mas a figura ainda sorrindo disse: "A morte é a única liberdade desta vida desvanecida. Vocês jamais escaparão de mim, e quanto mais tempo tentarem, mais "feliz" eu vou ficar". Ele se afastou lentamente, e foi sumindo na escuridão, deixando os jovens completamente aterrorizados.
Eles continuaram escondidos no sótão até a manhã seguinte, quando a tempestade finalmente cessou. Quando saíram, notaram que parte da cidade havia sido destruída pelo vento forte. Mas isso era o menor dos seus problemas, pois a figura encapuzada ainda estava à solta, e ninguém sabia quando ele retornaria. Àquela noite, a cidade de Ravenwood conheceu o verdadeiro terror, que deixou marcas para sempre.
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Atualizado até capítulo 40
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