Um dia de sol, uma noite de neve.

Os dois continuam caminhando em direção ao portal para o segundo andar da Dungeon. Mariel tenta entender melhor por que Mariana não quis explorar o primeiro andar, questionando sobre sua visão em relação a lugares felizes.

Mariel: Por que você não quis explorar o primeiro andar? Como eu disse, você não chegará antes do tempo, então por que não aproveitar o andar da felicidade?

Mariana: Eu nunca tive essa experiência de lugares felizes, então para mim não faz diferença.

Mariel: Como assim? O que você quer dizer?

Mariana: Bem, meus pais se divorciaram oito anos atrás. Eu era apenas uma criança, acabara de começar a estudar e não entendia as coisas. Minha mãe traiu meu pai com o melhor amigo dele, e depois se casou com ele, me deixando com minha avó. Dois anos depois, ela começou a levar também o meu irmão, pegando-o duas vezes por semana. Na escola, eu nunca fui boa em nada. Aos doze anos, minha avó faleceu, e eu fiquei com a casa para mim. Tive que aprender a cozinhar, limpar, passar roupa e tudo mais. Meu pai me pagava pensão, então eu conseguia comprar comida e pagar o aluguel. Aos 14 anos, comecei a trabalhar em um restaurante, estudando de manhã e trabalhando à tarde até a noite. Depois, comecei a namorar um rapaz, mas ele me traiu e terminamos. Nunca desenvolvi habilidades, então nunca tive amigos ou bolsas de estudo. Há alguns meses, presenciei a morte de um kaijuu, e agora estou aqui.

Mariel para de caminhar e reflete sobre a história de Mariana. Em seguida, sugere um lugar para pararem e pescarem.

Mariel: Conheço um lugar no caminho. Que tal pararmos para pescar?

Mariana: Não temos tempo para isso.

Mariel: Deixe disso. Sou seu mestre, então vamos.

Mariana: Qual a graça de ver um peixe morder um metal preso em uma linha, guiado por uma vara?

Mariel: Você verá.

[Lago Misty]

Mariana questiona Mariel sobre a canoa e ele revela que ela é dele, pois possui uma cabana do outro lado do lago. Mariana também pergunta sobre as vozes na cabeça de Mariel e como ele se tornou a personificação da Fome.

Mariana: De onde você conseguiu essa canoa?

Mariel: Ela é minha. Tenho uma cabana do outro lado do lago.

Mariana: Você passa bastante tempo aqui, não é?

Mariel: Sim, venho aqui para refletir. É calmo e tranquilo. Às vezes, me distrai das vozes na minha cabeça.

Mariana: Vozes? Bem, nem perguntei como você se tornou a personificação da Fome.

Mariel: Bom, eu nasci na Terra 68B, um lugar devastado pela fome causada pela superpopulação. Eu tinha 13 anos quando precisei empunhar uma espada pela primeira vez. Os governos decidiram reduzir a população selecionando os mais fortes. O jogo da morte começou. Durou 22 anos e, no final, não fez diferença. A Terra já estava perdida. Passei anos vagando sozinho, eliminando outros para me alimentar. O canibalismo se tornou normal. Então, numa noite de trevas, ela apareceu para mim. Era a própria Dama da Morte. Ela estendeu as mãos enquanto flutuava, e eu simplesmente a segui. Bem, foi assim que aconteceu.

Mariana: O que você quer dizer com "foi assim que aconteceu"?

Enquanto Mariana tenta recolher um peixe, a linha fica emaranhada e ela acaba caindo no lago. Mariel acha engraçado e ri descontroladamente. Mariana, frustrada, vira a canoa de cabeça para baixo, jogando Mariel na água. Mariana consegue virar a canoa novamente e volta a rir ao subir nela. Mariel, emburrado, se junta a ela na canoa.

Mariana: Hahaha, você acha isso engraçado, né?

Mariana vira a canoa novamente, desta vez jogando Mariel na água. Mariana ri enquanto Mariel ressurge e sobe de volta para a canoa.

Mariana: Hahaha, bem feito, idiota.

Mariel: Você deixou nossa comida escapar.

Mariel estende sua mão esquerda sobre a água, causando uma explosão abaixo da superfície. Vários peixes boiam.

Mariel: Problema da comida resolvido.

Mariana: Isso foi exagerado.

[A noite, cabana do lago]

Mariana estava enrolada em cobertas em frente à fogueira. Mariel chega e senta-se no sofá ao lado de Mariana, trazendo uma bandeja com peixes assados e temperados.

Mariel: Experimenta isso.

Mariana pega um pedaço, assopra para esfriar e saboreia.

Mariana: Nossa, está delicioso! Você é um excelente cozinheiro.

Mariel: Obrigado. Está com frio?

Mariana: Um pouco.

Mariel: Está nevando lá fora.

Mariana: O quê? Nevando? Nunca vi neve antes.

Mariana levanta rapidamente, pega seu sapato e sai correndo para fora.

Lá fora, o lago está congelado, coberto por uma fina camada de neve e flocos de neve caindo do céu.

Mariana, maravilhada: Meu Deus, isso é incrível!

Acima, uma aurora começa a dançar no céu.

Mariana: Isso é tão belo...

Mariel se aproxima.

Mariel: Sabia que você ia gostar. Este lugar é incrível. Durante o dia, há um sol quente e cheio de vida, e à noite, a neve e a magnífica luz da lua.

Mariana: Dá vontade de viver aqui para sempre.

Mariel olha para Mariana enquanto ela fica encantada com o céu.

Mariel: Mas eu fico aqui. Se você decidir ficar, então teríamos que morar juntos.

Mariana fica vermelha.

Mariana: O que? Como assim morar juntos?

Mariel: Eu estava brincando.

Mariana: Hum, bom mesmo ser brincadeira, porque eu jamais iria morar com você.

Mariel: Oshi, por quê?

Mariana: Porque é preciso gostar da pessoa para ter uma boa convivência, e adivinha só, eu não gosto de você.

[Presente]

Belkan soca Mariana por trás, mas ela rapidamente se esquiva, girando no ar. Belkan fica surpreso. Mariana finaliza o movimento chutando o rosto de Belkan, fazendo-o recuar.

Pensamento de Belkan: Incrível, sua velocidade aumentou. Essa armadura leve também lhe dá mais flexibilidade. Essa garota é realmente surpreendente. Quando a encontrei no bar, achei que fosse apenas uma pirralha querendo se mostrar durona, mas na verdade, ela é muito mais do que isso. A maneira como ela luta é como se dentro dela houvesse uma fera, e a cada momento de luta, essa fera cresce e cresce. Vamos ver até onde essa fera da Devoradora pode chegar, porque a minha também está querendo se libertar.

Belkan começa a atacar Mariana sem parar, e ela continua a desviar-se dos golpes. A plateia mal consegue acompanhar a velocidade dos dois.

Locutor: Eu não posso acreditar no que estou vendo. Essa deveria ser apenas uma luta amadora, uma demonstração. mas meus olhos me enganam, pois o que vejo é a mais pura, a mais bela, luta do Coliseu.

Pensamento Mariana: Meus ataques nesse estado não serão poderosos o suficiente para vencer essa luta, mas pelo menos estou conseguindo superar a velocidade dele. Preciso evoluir ainda mais. Algo dentro de mim quer que eu cresça nessa batalha. É hora de criar uma nova habilidade conjunta.

No entanto, Mariana se descuida e um soco de Belkan a desequilibra.

Pensamento Belkan: Essa é a minha chance.

Belkan aparece acima de Mariana e desfere um soco de cima para baixo, causando uma explosão.

Locutor: Eita! Belkan acertou um golpe direto em Mariana.

A poeira abaixa.

Locutor: Esperem! Belkan está do outro lado da arena, dentro da parede? Como ele foi parar lá? Esperem, o que é aquilo atrás da garota?

Anilanu estava atrás de Mariana, e sua presença assusta a plateia. O colossal Kaijuu estava na arena.

Belkan sai da parede tossindo: Cof, cof. Eu me descuidei. Não sabia que, além de tudo, você também era uma invocadora.

Mariana: E eu não era, mas felizmente você me fez criar uma habilidade para tentar superar minha desvantagem.

Pensamento Belkan: Ela evoluiu novamente durante a batalha. Que espírito de luta é esse? Ela é uma verdadeira guerreira. [Grita] Ainda não acabou! Eu quero mais! Se você vai evoluir, então eu também preciso evoluir. Só vou parar quando ficar mais poderoso do que você.

Mariana: Então me desculpe, pois eu nunca vou parar de evoluir. Sempre vou subir de nível, não importa o inimigo e nem sua força. Minha vitória está garantida sempre que entro em uma luta. [Grita] Então me diga, Belkan, o que você vai fazer diante de tanto poder? A luta está nivelada. Você poderia ter me matado no início, mas agora é Rank A contra Rank A.

Pensamento Belkan: Então ela sabe que eu estava me segurando, aumentando meu poder lentamente.

Belkan: Não entenda errado, garota. Eu não fiz isso por você. Se eu usasse minha força total, meu corpo não aguentaria. Então estive aquecendo-o até chegar no ponto perfeito.

Um calor começa a emanar das mãos de Belkan. Esse golpe é o meu último recurso. Todo o calor concentrado nas palmas das minhas mãos eu chamo de "ebulição". A temperatura que emana é de 600°C, capaz de causar queimaduras instantâneas em suas vítimas.

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