Capítulo 13
*** De Homem para homem ***
Tom ouviu toda a conversa, ao que parece não tiveram a intenção de esconder nada.
Tom continuava sentado na poltrona quando sua sogra entrou no quarto.
— Oi, Tom Ernesto quer conversar com você, mas eu já vou te adiantando que não precisa se casar com a minha filha, não por ela estar grávida.
— Sra. Janaína, eu amo a sua filha.
Janaína não respondeu nada, apenas o encarou. E assim que Ernesto entrou no quarto ele limpou a garganta.
— Querida, essa é uma conversa de homem para homem. Leve Nina para tomar um suco de laranja.
Nina manda um beijinho para Tom e sai acompanhando a sua mãe.
— Sente-se Sr. Ernesto.
Por longos minutos Ernesto apenas olhou para Tom.
Tom já estava ficando nervoso, mesmo tendo mais de 30 anos se sentiu um moleque inconsequente, ele não sabia se falava ou esperava o sogro falar primeiro.
'Tom, você é um homem de negócios, não vai perder as palavras agora, não é?’ Ele diz em pensamento.
— O gato comeu a sua língua, Sr. Tom?
— Não é isso, só estou te dando a vez.
— Então explique como desonra uma moça sem ao menos ser noivo dela?
— Olha Sr. Ernesto, eu não tenho resposta para isso, e se eu falar o senhor não vai entender.
— Tente.
— Eu sei que Nina é muito novinha na idade cronológica, porém é inteligente, esforçada, muitas vezes ciumenta… — ele para de falar.
— Continue Tom.
— Ela me encantou, ela me controla.
— Está dizendo que ela te atacou?
— Não, não é isso, mas eu não a forcei.
‘Minha vontade é te fazer voltar para o centro cirúrgico, rapaz'. Ernesto pensa enquanto encara Tom.
— Mas não me entenda mal, eu quero dizer que nós nos amamos, eu quero me casar com Nina antes mesmo de saber que ela está grávida.
Tom continua a falar.
— Eu gostaria de fazer uma festa de noivado e pedir a mão da Nina em casamento ao senhor. Eu sei que poderia já ter feito isso apenas eu e ela, mas gostaria de pedir ao senhor que a criou, educou e fez tudo o que pode o senhor e sua esposa merecem. Nina merece esse cuidado.
— Já planejava isso?
— Sim, mas era surpresa para ela. Eu disse que convidaria os senhores para ir aos Estados Unidos e então faríamos o noivado, mas eu já queria fazer o casamento quando fossem e noivar aqui por esses dias.
— Pode seguir com o plano se quiser. Mas saiba que não precisa, faça por amor.
— Eu a amo com todas as minhas forças, acredite sou um homem muito feliz e tenho certeza do que quero.
— Mesmo que você saiba que um dia a sua filha vai crescer e fazer suas próprias escolhas. É muito difícil quando acontece de uma maneira um pouco diferente do que imaginamos. É mais forte do que eu entende, apenas doi.
— Nada vai mudar entre vocês. — Tom diz com carinho.
— Só quero que ela seja feliz.
— Nós seremos muito felizes.
— Estarei de olho no senhor.
Tom concorda com a cabeça.
— Vou mandar uma mensagem para que elas voltem. — diz Ernesto e depois deixarei você descansar.
— Está cedo ainda.
Nina e Janaina sobem e Ernesto não demora muito para chamá-la para ir embora.
— Vamos querida, estou com um pouco de dor de cabeça.
— Vamos.
Eles se despedem e vão para casa. Nina não espera o pai virar as costas e já pergunta para Tom.
— Amor, como foi a conversa?
— Nina, conversa de homem, está tudo bem.
— Ah Tom pensei que você iria me contar tudo.
— Foi uma boa conversa.
Nina se sente frustrada, ela quer saber os detalhes.
— Como o meu pai está? Acha que passou mesmo aquela decepção toda que ele estava?
— Passou sim. Não se preocupe com isso.
— Eu vou tomar um banho e vestir o pijama.
— Ah, deite-se comigo um pouquinho primeiro.
— Deito meu amor.
Tom se deita de lado para que caiba Nina na cama, ele a puxa para ele.
Nina entende o olhar.
— Tom…?
— Só um beijinho.
— Só um mesmo? Tom.
— Sim.
Ele a beija com carinho e eles ficam namorando e conversando por um tempo. Até que o interfone toca.
— Uma hora dessas, quem será?
Nina atende.
— Pois não?
— Senhorita, tem uma pessoa que quer subir disse que se chama Carolina.
— Carolina? Só um momento.
— A Carolina está aqui? Não deixe subir. Mande eles segurarem ela lá embaixo.
Tom liga para o pai, que também não sabe como Carol descobriu que Tom está na cidade.
— Bom, tente descobrir se ela sabe que estamos todos aqui e diga que veio passear.
— Foi o que eu pensei em fazer.
— Pode mandar subir? – Nina pergunta irritada.
— Pode.
Assim que Nina desliga o interfone, Tom a chama para uma conversa.
— Eu te amo, não precisa ficar com ciúmes.
— Vou tentar, mas não exagera Tom.
— Não vou exagerar. – ele diz convicto.
**** Continua
*** Cenas do próximo capítulo ***
Carol não disfarça seu interesse em Tom.
E o domingo de Miguel e Tônia na fazenda.
Até lá, beijos.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 69
Comments
daniely aparecida
isso não está me cheirando bem 😕
mulher tem um faro pra essas coisas
2024-09-18
1
Rosângela Dias Lopes
Torcendo pra que essa Carolina esteja envolvida nos problemas da empresa
2024-08-22
0
Terezinha De Jesus Carvalho Ponce
Ainda bem que o pai da Nina não demorou muito para aceitar a gravidez dela. Agora essa Carolina aparece no Hospital, acho que ela tem alguma coisa haver com esse tiro no Tom. Porque como ela adivinhou, se ninguém comentou? Está meio estranho. Mas escritora estou amando cada vez mais essa história. Parabéns.
2024-05-29
3