Aos vinte e oito anos, nunca pensei que teria de ceder às exigências do meu pai, mas agora era uma ameaça.
Consegui a minha independência financeira muito cedo com o ramo imobiliário. Dono de um shopping inteiro e muitas salas comerciais em áreas nobres, eu tinha tudo o que um homem precisava: liberdade e mulheres se jogando aos meus pés tentando, sem muito sucesso, mandar-me para o altar.
A idéia de casamento nunca me agradou.
Vi o meu pai enviuvar, me arrumando tantas madrastas ao longo dos anos,hoje sei que ele procurava a minha mãe em cada uma que passou por nossas vidas.
Agora ele parecia ter mudado a sua forma de pensar na vida. Estava com a idéia fixa em netos e eu como filho único, tinha essa obrigação.
Ele resolveu que eu deveria casar-me com a filha do seu amigo de infância.
Recusei-me. Afinal quem quer uma esposa quando se tem liberdade? Então o senhor Otho, meu pai,resolveu que estava a beira da morte e a culpa era minha por não lhe dar descendentes, por manchar a sua honra ao não cumprir a promessa feita ao seu amigo, precisavam unir as famílias.
Como recusar um pedido como esse? O seu pai era sua única família. O problema era que ele já havia investigado a garota. Ela era linda, mas parecia vazia. Vivia no clube da cidade e a sua única ocupação era a vaidade. Como construir uma família Com uma pessoa cuja única qualidade era a beleza?
Sem cabeça para continuar a reunião com os lojistas do shopping, saiu para caminhar no parque ali, quase em frente.
Nem a chuva fina serviu para acalmar os pensamentos. Apenas uma mocinha caminhava distraída com o seu cachorro, aliás, mais parecia que o animal levava a dona para um passeio.
Ao ver a moça ser arrastada, gritou:
— Fica.— O grandalhão parou na hora.
A coitada da garota estava num estado deplorável, molhada e enlameada .
— Você está bem? Espere, deixa eu te ajudar. — era o mínimo que eu poderia fazer para ajudar essa criatura que parecia estar num péssimo dia.
Achou engraçado quando ela o confundiu com um vendedor de loja, não corrigiu o engano, pelo visto ela não acompanhava as grandes mídias, onde ele era visto como um bom partido. Quando lavou o seu rosto e limpou os seus cabelos, percebeu a jóia que estava bem a sua frente.
Ela tinha o rosto delicado, normal ,sem aqueles quilos de maquiagem que as moças do seu círculo de amizades usavam. Os seus olhos tinham o brilho da inocência.
Sentiu o efeito da proximidade,ela tinha o rosto de menina,mas o corpo tinha curvas que poderia fazer um homem se perder. Pensou em roubar um beijo, mas a chuva forte a fez fugir.
Ela fugiu para longe com o seu cachorro, deixando-o parado, recebendo toda aquela chuva, admirando a bela figura que se afastava.
Pena que coisas boas não foram feitas para ele. Ela exalava a doçura da inocência e ele, um promíscuo que tinha uma quase noiva.
Coisas boas eram assim ,não ficavam em sua vida. E ele ficou vendo-a fugir,com o gosto do beijo que não recebeu. Naquele momento, gostaria de ser um jovem, sem obrigações, então iria correr até ela é roubar um beijo. Mas ele era Marcus, empresário de vinte e oito anos, com um quase casamento a vista.
Com esse pensamento, voltou para o carro, sem nem se preocupar com a roupa molhada, foi para casa.
Tinha o seu próprio apartamento numa cobertura de luxo, mas mantinha as suas coisas num quarto, na casa do pai, onde passava a maioria do seu tempo.
As vezes pensava que só aceitava isso por amor, ainda mantinha na lembrança o pai amoroso e caseiro que vivia para a sua família. Havia até construído uma casa na árvore com as próprias mãos. Mas quando perdeu a sua esposa, mudou totalmente de pai amoroso para um pai tirando.
Senhor Otho du Valle, seu pai. Ao ficar viúvo, trocava de mulher como se trocasse de roupa, praticamente não ficava em casa. Agora, com quase sessenta anos, queria netos, muitos netos, queria ver crianças correndo pela casa.
Cobrava do seu único filho esse sonho. Chegou a falar que a sua mãe iria querer isso se estivesse viva. Na realidade, aos vinte e oito anos, já estava na hora de ter filhos, apenas não havia a mãe ideal para eles.
Enquanto pensava em mãe para seus filhos,veio na sua mente a Luca , aquela garota devia ser muito jovem, mas seus pensamentos iam para ela quando pensava em ter filhos.
Chegando em casa,guardou o carro na garagem e já entregou a chave para Mário, o motorista do seu pai. Ele não era só um motorista, ele era uma espécie de braço direito do seu pai. Trabalhava e morava ali por cerca de dez anos, ele é sua esposa Maria Rosa , a governanta que mantinha a casa em ordem e o seu pai na linha. Ela trabalhava a quase vinte anos com a família. Foi ela que cuidou do adolescente rebelde de quinze anos,que se viu de repente sem mãe.
— Pegou chuva, seu Marcus?— perguntou Mário.
— Creio eu que foi a chuva que me pegou. — falei para ele, e rimos da nossa piada antiga.
Fui direto para cozinha, sabia que a" flor da minha vida" estaria ali. Como sempre, lá estava Rosa conferindo se tudo estava em ordem. A minha fortaleza era uma mulher simples, mas de pulso firme.
— A minha flor preferida ainda na cozinha? — falei pegando uma maçã.
— É melhor tirar essa roupa molhada e fuja do seu pai hoje. Ele está impossível com essa história de casamento.
Nem precisei de outro conselho, subi para o meu quarto com a intenção de cair na noite para esquecer os problemas.
💥💥💥
AMADINHAS...
ESSE ROMANCE É PARA UM CONCURSO. POR FAVOR COMENTEM É CURTAM A CADA CAPÍTULO . VOTEM TAMBÉM. OBRIGADA PELO APOIO. ESPETO QUE GOSTEM.
BJS DE Luz 💓💓
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Atualizado até capítulo 52
Comments
Conceição Freire
autora sou uma leitora que tbm sei cobrar, gosto muito de curtir e comentar quando gosto dos capítulos, quando não gosto não curto tbm,
mas parece que a história vai me agradar, se não eu parode lê
muita sorte pra vc com sua história 🌻👏👏👏
2025-02-10
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Bia
Porque os pais simplesmente não deixa o seu filhos fazer a escolhas deles vivem o jeito deles
2025-01-17
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Tânia Principe Dos Santos
Otto devia deixar Marcus escolher. tenho a sensação que a noiva seria Micaela mas surpreendentemente virara Luca...
2025-01-22
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