Antônio Narrando
— Depois que vi a forma como ela ficou sabendo da gravidez da sua irmã, com toda a certeza de forma indesejada com aquele filho da putª, as minhas mãos suaram, o meu sangue ferveu. Eu preciso acabar com isso, de uma vez por todas.
— Passo o dia inteiro no escritório, um pensamento vai nos nossos beijos ontem a noite e outro vai nos seus olhos em lágrimas. Perco-me em tantos pensamentos. Fabrício já arrumou uma emboscada para a madrugada do dia seguinte, não vou conseguir dormir direito até lá, prefiro não ver ela, não queria a desapontar.
Rosa: Já é noite filho, todos estão esperando você para jantar.
Antônio: Não quero Rosa, traga o meu para cá. Não deixe mais ninguém entrar.
Rosa: Certo filho.
Antônio: Amanhã pela manhã o Zoe vem buscar-lhe e levá-la até a ilha , peço que não comente isso com ninguém.
Rosa: Tá bem filho.
******Dia Seguinte******
— Acabei dormindo no escritório, vou voltar para o meu quarto. Tomo um banho e deito na cama, fico a pensar em tudo o que aconteceu nesses últimos dias que ela apareceu na minha vida, ela deixa-me com uma vontade incontrolável de tê-la, ao mesmo tempo, eu quero distância porque ela me faz sentir coisas que fogem do meu costume, do meu controle.
— O dia passa e não vejo o rosto dela, na verdade, prefiro assim, não quero sentir a sensação de ir embora. Sinto que tenho um dever a cumprir, pegar a irmã dela com segurança. Já deu a minha hora, tomo um banho e desço para trás da mansão, encho-me de equipamentos e todos os meus homens e carros já estão a nossa disposição esperando apenas o meu sinal. Entro para casa e a vejo, falar com ela nesse momento aquece o meu peito. Dou um beijo na sua testa e vou.
— Após o sinal dos meus homens que a emboscada estava armada, seguimos para mansão do Di'Salles.
Antônio: Chegamos!
Caleb: Chegou a hora.
— Passamos por vários homens no seu portão deixando rastro de corpos pelo chão. Assim que chegamos na casa peço para o Caleb ir vasculhar os quartos.
**Caleb Narrando**
— Subo vasculhando todos os quartos e deparo-me com ela deitada no chão do quarto no canto do closet, chorando.
Caleb: Ana Laura?
Ana Laura: Quem é você? Quem é você?
Caleb: Vim te buscar, vim levar-te para casa.
— Uma vontade incontrolável de abraçar ela, a abraço e sinto o meu ombro molhado de lágrimas.
Caleb: Tudo bem, não se preocupa. A sua irmã está esperando por você. Confia em mim!
— Saímos descendo as escadas, encontro Antônio e Fabrício em frente a mansão e não me dei conta da quantidade de carros que estava vindo por trás dela.
— Di'Salles com os seus homens, vindo por trás da mansão, saio correndo com ela, não solto a mão dela por nada hoje.
Antônio: Tira ela daqui Caleb.
Fabrício: Vai embora com ela daqui!
Caleb: Vocês não vão ficar sozinhos aqui, eu não vou embora daqui!
Antônio: Caleb Por@, faz o que eu estou mandando. Leva ela daqui, fala para Ana que eu cumpri a minha promessa e nada vai acontecer com elas sob a minha proteção. Fala que... Ela foi a melhor coisa que me aconteceu!
Fabrício: Que merd@ Antônio. Para com isso!
Antônio: Vamos matar esses filhas da putª!
Antônio Narrando
— Depois que vi o Caleb com ela, sabia que ela estava segura agora, sabia que o meu dever estava cumprido, daria tudo para ver a cara dela de felicidade, os seus olhos brilhando de alegria como fogos de artifício.
— Mas o Di'Salles acabou com a minha graça chegando de repente, mas nós estamos preparados para tudo. A minha cede por ele só aumenta, a minha vontade de ver o sangue dele jorrar pelas minhas mãos aumenta ainda mais.
— Olho para o Fabrício que atirava como ninguém, nosso corpo em sintonia, ouço tudo o que o coração dele quer falar. Os meus homens não me abandonam, continuamos a atirar, levo um tir0 de raspão na perna, continuamos, isso não vai me derrubar.
Fabrício: Você levou um tir0 porr@!
Antônio: Foi de raspão, vamos continuar!
— Quando termino de falar somos surpreendidos por uma granada, erraram o lugar de jogada, mas ela estava perto de alguns carros, o que acabou a explodir com a gasolina e nos atirando para longe.
**Fabrício Narrando**
— A todo o momento estávamos juntos, um alívio no nosso peito observando o Caleb levar a outra Ana para casa. De fato não sabemos o porquê estamos ajudando tanto elas, ou será que elas que estão nos ajudando a enxergar certas coisas. Eu não faço ideia.
— Nesse momento fomos surpreendidos por uma granada nós arremessando para longe. Fui atingido na costela, por estilhaços que perfuraram o colete, não me machuco muito. Quando olho para o lado vejo o Antônio arremessado mais longe que eu. Com o rosto no gramado e uma porta de carro em cima do seu braço cheio de sangue.
— Com alguns dos nossos homens consigo tirar a porta de cima dele, entrar no carro e conseguir sair de lá. Não corremos de briga, mas sozinho eu não consigo nada. Nós Gilberto nunca deixamos uma briga por nada, contudo hoje foi diferente.
**Antônio Narrando**
— Arremessado para longe, minha cabeça pesa, não sinto o meu braço esquerdo, vejo tudo embaçado e a medalha no chão destacada do meu pescoço, a vontade de fechar os olhos é grande, mas vendo a medalha lembro dela, lembro do sorriso dela e os seus olhos... Com a mão direita seguro firme a medalha e apago. Já acordo dentro do carro com o Fabrício tentando-me acordar.
Fabrício: Você quer me matar de susto?!
Antônio: Não sinto o meu braço. — Fala eufórico
Fabrício: Vamos para o morro, lá a Dra vai saber o que fazer.
Antônio: Eu só preciso saber se o Caleb chegou no pontal (Onde fica os barcos) e está chegando na ilha?!.
Fabrício: Não pensa isso agora. Vamos cuidar primeiro disso. Vaso ruim não quebra fácil, mas não tem como levar você para casa do jeito em que está;
Antônio: Vai Te F0der. -Fala sarcasticamente.
Fabrício: Será que agora elas vão embora? — Fala pensativo
Antônio: Não fala disso agora!
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 59
Comments
mari
missão cumprida agora é só comemorar com as meninas
2023-08-14
3