cap 7

Ana Clara: Me fala você ? O que você acha?

Antônio: Assim que chegar vemos isso Fabrício.

Chamada encerrada

Ana Clara: Você acha que elas correm perigo?

Antônio: De certa forma ! Você não faz ideia de onde está se metendo não é.

Ana Clara: Não faço ideia.

Antônio: Chegamos.

Ana Clara: Espera , por favor. Eu não conheço você e não faço ideia do porque estou confiando em você. Só não deixa nada de ruim acontecer com meus irmãos? Nós já sofremos demais.

Antônio: Ok. - Fala ríspido.

Ana Clara narrando

- Saio do carro ainda descalça, toda descabelada e meus pensamentos só focavam em meus irmãos e agora estou sem emprego. Acho que preciso de um banho, mas...

Antônio: Pode ficar tranquila, não sou nenhum lobo mau menininha. - Fala abrindo a porta da mansão

Caleb: Acredito que precisa de um banho.

Fabrício: Vou falar com a Rosa para ajudar você.

Rosa: Meus meninos, juntos?!

Antônio: Rosa leva ela para o quarto de hóspedes aqui embaixo e dê tudo o que ela pedir e precisar e você , depois que terminar, estamos te esperando aqui!

Rosa ajuda Ana Clara a entrar pro quarto e mostra a ela onde fica o quarto , banheiro, roupa de cama, tudo.

Sala

Caleb : Ela não tem cara de quem fez algo de errado.

Fabrício: Elas não parecem ser esse tipo de pessoas, mas de mulheres esperamos tudo!

Antônio: Ela vai nos explicar.

Fabrício: Porque você está a ajudando?

Antônio: Me fala você Fabrício? Por que você está a ajudando? E você Caleb, por que?

Caleb: Não faço ideia.

Fabrício: Não sei Antônio

Antônio: E vocês querem que eu responda porque?...

Ana Clara tomou banho, se trocou mas continua descalça, ela sai do quarto a procura dos meninos e os vê na sala conversando

Rosa: Tome um suco querida

Ana Clara: Obrigada.

Ela toma o copo de suco rápido e entrega o copo a Rosa agradecendo novamente.

Ana Clara: Então, vocês, obrigada por ter tentado me ajudar e está tentando me ajudar . Na verdade eu não entendo o porque esse homem está fazendo isso com minha família.

Eu tenho um irmão, se chama Artur , ele tem apenas 6 anos de idade, uma criança doce, amável e inteligente. Vinha sofrendo bullying na escola por uma criança quando ela falou dos nossos pais falecidos , ele acertou um soco no rosto do menino. Só que está outra criança é o filho desse homem Di'Sales.

Caleb: Você quer dizer que tudo isso foi por brigas de criança?

Ana Clara: Com toda certeza. No outro dia ele foi na escola do meu irmão com o pai e vários homens, ele se escondeu em uma árvore com medo, hoje eu não o levei para a escola com medo e minha irmã ficou com ele, então agora a noite ela me liga contando que ele estava em frente a nossa casa.

Fabrício: Inacreditável. Você tem foto deles?

Ana Clara: Meu celular acabou ficando lá na casa dos Brandão...

Caleb: Antônio resolve isso para você.

Antônio: Você tem certeza que esse é o verdadeiro motivo?

Ana Clara: Olha para minha cara e ver se eu tenho cara de está mentindo a essa altura do campeonato. Só quero meus irmãos.

Fabrício: Você precisa dormir

Ana Clara: Preciso de muita coisa e dormir não é uma delas , como vocês acham que posso trazer meus irmãos de volta?

Antônio: Vou tentar entrar em contato com o Di'Sales para saber se eles estão vivos pelo menos.

Quando Antônio termina de falar Ana Clara sai diretamente para o quarto onde ela estava chorando.

Antônio Narrando

- O dia hoje foi cheio, talvez tenha falado algo que ela não gostou, mas não me importo com isso. Eu e o Di'Sales temos uma rincha desde que iniciei a máfia, talvez não consiga falar com ele. Sinto que esse não é o verdadeiro motivo para o Di'Sales querer pegar os dois irmãos e de fato querer levar ela também. Minha cabeça coça, subo para meu quarto, tomo um banho gelado e deito em minha cama, acendo um cigarro e assim passo a noite inteira pensando em uma forma de ajudar essa menininha dos olhos negros.

Dia seguinte

Antônio Narrando

- Acordo todo dolorido, dormir de mau jeito, faço minha higiene pessoal e decidi não ir para empresa hoje, vou tentar bolar um plano para buscar os irmãos dela, coloco uma roupa e desço para tomar café da manhã.

Rosa: Bom dia filho

Antônio: Bom dia Rosa

Fabrício: Bom dia

Caleb: Cadê ela?

Rosa: Fui chama-lá, bati na porta mais não abriu.

Antônio: Pode deixar que vou lá.

Antônio continua narrando

Bato na porta do quarto mas ninguém abre, decido abrir e dou de cara com ela dormindo no chão com o rosto em um caderno molhado , acredito que de lágrimas. Observo bem a forma que ela estava, pego-a em meus braços e coloco na cama, minha mente é tomada de pensamentos incontrolável, não posso pensar isso agora! Ponho-a na cama e saio de lá.

Caleb: Todo vermelho

Antônio: Não enche Caleb, ela está dormindo, deixe ela dormir e depois entregue o café da manhã dela Rosa

Fabrício: Decidiu não ir para a empresa?

Antônio: Não vou, preciso de um bom plano.

Fabrício: Eu vou então e quando chegar colocamos ele no jogo.

Caleb: Toma conta dessa mulher Antônio.

Rosa: Vocês não vão me explicar o que aconteceu não é mesmo?

Antônio: Por enquanto não Rosa, depois você fica sabendo de tudo, ahora vou tomar café e subir novamente.

- E assim ele faz, logo termina o café e sobe para o escritório, onde passou a maior parte do dia e a outra metade lembrando dos olhos da Clara que insistia em não sair da sua cabeça , no horário do almoço ele desceu e Rosa falou que ela estava no banho, então ele novamente subiu para o escritório, talvez evitando vê-la ou talvez , nem ele sabia o porquê ...

Antônio pediu para um dos seus homens buscar o celular da Clara lá na casa dos Brandão, por volta das 17 horas da tarde eles tem uma surpresa...

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