Na manhã seguinte, Rita se acorda cedo, ela toma um banho e se veste, em seguida sai, Logan ainda dormia e ela desce, entra no carro e vai até o cemitério, era aniversário da mãe dela e todos os anos a Rita ia pela manhã para deixar flores no túmulo.
Naquele ano algo mudaria a vida da Rita por completo, ela dirige por alguns minutos e logo chega a uma floricultura que tinha no caminho, em seguida ela continua o trajeto de carro.
Rita chega em frente ao cemitério e pega as flores, depois fecha a porta do carro e vai até a lápide da sua mãe.
Ela coloca flores no vaso e depois começa a falar sozinha, enquanto olhava para a lápide.
—Mãe, eu encontrei um bom homem, eu estou feliz e ele realmente me ama, ao menos eu sinto isso, eu queria muito ter a senhora aqui, mas sei que está em um bom lugar.
Naquele momento ela escuta o choro de alguma criança, que parecia estar por perto e com medo.
Ela começa a andar lentamente até onde o choro se encontrava, logo vê um menino que parecia ter uns oito anos, deitado em cima de um túmulo.
Rita olha para o menino e diz:
—Onde está a sua mãe?
O menino olha para Rita, com lágrimas em seus olhos e ele aponta para a lápide de frente para os dois.
Logo Rita entende o que ele quer dizer ao apontar, ela sabia que ele estava no túmulo da mãe, então Rita pergunta:
—Você veio sozinho até aqui?
—Sim!—O menino respondeu.
—E onde você mora?Eu vou te levar para casa—Rita falou.
Rita vai até o túmulo de sua mãe, pega algumas flores do buquê e entrega ao menino, que coloca no túmulo da mãe dele.
Em seguida ela ergue sua mão e o menino toca na mão dela e os dois saem do cemitério de mãos dadas.
Dentro do carro a Rita pergunta o endereço a ele e por coincidência ou destino, o menino diz que mora no mesmo orfanato em que a Rita foi deixada quando a sua mãe faleceu.
Eles seguem o caminho em direção ao orfanato e Rita decide parar em uma lanchonete antes de deixar ele, os dois comem um café da manhã reforçado e depois ela leva ele para o orfanato.
Assim que ela chegar uma das funcionárias mais antigas a reconhece e diz:
—Você encontrou o Natan, ele sempre foge todas manhãs e só volta perto do almoço, já tentamos de tudo e todos os dias, ele encontra um novo jeito de fugir, como você está linda Rita, eu fico feliz por você ter vindo até aqui, principalmente por trazer nosso garoto fujão.
Rita vai até uma sala com a senhora e pergunta:
—A quanto tempo o Natan está aqui?
—Faz só seis meses, ele ainda sofre muito, tadinho, só tinha a mãe dele, ela morreu em um acidente de carro, enquanto ele estava na escola, tem sido difícil para ele ainda lidar com o luto—a Rosa, ajudante de cozinha do orfanato falou.
—A senhora Carlota ainda é a reitora daqui?—Rita perguntou.
—Sim, ela continua dirigindo o orfanato, quer falar com ela?—Rosa perguntou.
—Se não for incomodá-la, gostaria de falar com ela sim—Rita falou.
Enquanto ela ia até a sala, passava pelo enorme corredor, grandes lembranças surgiram em seus pensamentos, o primeiro dia que ela tinha chegado ao orfanato, o primeiro mês sem sua mãe, o dia do incêndio e como conheceu o seu pai adotivo, o processo de adoção e a felicidade dela em fazer parte de uma família.
O telefone de Rita toca e ela logo atende no pátio do orfanato.
—Oi meu amor, bom dia—Rita falou.
—Onde você está meu amor?Precisou ir ao quartel pela manhã?Achei que só entraria hoje no trabalho a tarde—Logan falou.
—Na verdade eu não estou no quartel, eu estou no orfanato em que eu morei por um tempo, até ser adotada—ela falou.
—Devia ter me acordado, eu poderia ir com você—ele falou.
—Não se preocupe meu amor, só gostaria de saber se posso levar uma pessoa para passar um tempo conosco, posso?—ela perguntou.
—Pode sim, você também é dona da nossa casa, fique a vontade meu amor, em convidar quem quiser para vir morar conosco, pelo tempo que achar necessário—ele falou.
Rita agradeceu ao seu esposo e se despediu dele, em seguida, após desligar a chamada, ela foi até a senhora Carlota que estava sentada no pátio.
—Olha que lindeza, Rita você está uma linda mulher, veio nos fazer uma visita?
—A senhora como dizia, o destino nos traz na oportunidade, eu vi o Natan sozinho e o trouxe até aqui.
—A o Natan, a criança aventureira, ele é um bom menino, me lembra muito você quando chegou aqui, ele tem se esforçado, mas se nota tristeza no olhar dele, o coração do Natan ainda está sofrendo muito, ele ainda está na fase do luto, é difícil quando vejo uma criança chegar por causa da perda da sua mãe, é uma dor irreparável, que um ser tão pequeno passa, eu tenho tentado de tudo, mas ele continua fugindo todas manhãs, eu só tenho medo que ele se machuque em um dos passeios dele, por mais que nos esforçamos ele sempre foge sem que percebamos—Carlota falou.
—A senhora deixaria que ele fosse morar comigo e meu esposo por um tempo?Eu sei que isso é algo que não se pode fazer, mas eu sei onde ele tem ido todas vezes que foge e como a senhora mesmo disse, ele se parece muito comigo, o que acha dele passar um tempo comigo e assim eu posso estar sempre o levando ao lugar que ele frequenta e não corre riscos—Rita falou.
—Você faria isso por ele?—Carlota perguntou.
—Sim, eu conheço a dor que ele sente e quero ajudá-lo a enfrentar, mas não sozinho, quero que ele saiba que pode contar comigo e que sabe o quanto é precioso se sentir acolhido em um lar—Rita falou.
Continua...
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MUITO OBRIGADA!
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Celia Chagas
Que linda essa atitude dela,e como é bom saber que ela foi criada com muito amor depois da sua perda 😍😍
2025-02-21
0
Aparecida Fabrin
acho que ele vai acabar sendo adotado põe eles.
2024-07-21
1
Solaní Rosa
amei atitude da Rita
2023-12-19
8