O dia já estava amanhecendo, Tony estava navegando em suas redes sociais, não queria conversar com Gabriel que não parava quieto, ele havia enganado seu amigo e no lugar de um calmante deu um medicamento para dor, pensou ser o melhor a fazer a fim de ajudar seu amigo a superar seus traumas. Após passar o susto revelaria a verdade a Gabriel, no futuro não agora, porém sob seu olhar de médico seu amigo estava enfrentando a situação de maneira Satisfatória, apesar de andar de um lado ao outro quase formando uma cratera no chão. E quando sentava suas pernas balançavam sem parar, seus dedos das mãos estalavam feitos pipocas na panela, mesmo assim Tony estava satisfeito com o resultado, quem diria que após dois longos dolorosos anos vendo ele se afundar em mar sem fim de tristeza se afundando em sua depressão hoje veria seu melhor amigo e irmão de coração conseguindo superar mesmo que na marra seus traumas do passado.
Gabriel olhou em seu relógio de pulso pela milésima vez.
__ Essa hora não passa! Mais que porra, são cinco e vinte ainda.
__ Quer mais um café? Sugiro que desta vez vá você buscar na cantina, o fato de caminhar ajudará aliviar seu estresse. Estamos no quarto andar, a cantina é no térreo, vá pelas escadas não use o elevador e na volta faça o mesmo trajeto. Garanto que te ajudará.
Gabriel soltou um suspiro sôfrego, levantou da cadeira e resolveu seguir o conselho do amigo.
Caminhou em direção às escadas e descia degrau por degrau pensando o que falaria com Bella quando acordasse. Talvez diria a verdade, afinal não gostava de mentiras, a única que foi necessária usar era o disfarce de sua verdadeira identidade, preferiu assim para que não enfrententasse os olhares de pena dos funcionários da fazenda o fazendo assim lembrar do que ele queria esquecer e superar. Todo o país ficou sabendo de seu acidente através dos meios de comunicação e Internet, as fotos do carro completamente destruído estampou várias capas de revistas e jornais. Quando ele retornou a fazenda que era seu refúgio apenas quis se esconder até se curar. Enquanto isso as pessoas pensavam que ele estava se curando no exterior, que foi a falsa notícia que seus acessores deram a imprensa. Desta maneira além da privacidade não teria nenhum paparazzi sem coração o perseguindo na tentativa de conseguir algumas fotos exclusivas.
Chegando a cantina ele pediu dois café, dois sanduíches e dois copos de suco natural para viagem, pagou pelo lanche e antes de subir de volta onde estava resolveu dar uma volta pelo pátio, o vento gélido tocou seu rosto, olhou em volta e via movimentos de pessoas passando de um lado ao outro absortos em suas próprias vidas e dores, o barulho de movimentos de veículos com vozes desconhecidas fizeram a realidade atacar no íntimo de sua mente. Ele estava fora da fazenda, fora do seu mundo de refúgio estava finalmente após dois longos anos convivendo com a sociedade e sua dura realidade. Pensar nisso fez com que suas mãos desse umas leves tremidas e o ar já estava lhe faltando nos pulmões, identificou ser a crise do pânico tentando tomar conta de sua mente. Ele fechou os olhos respirando fundo várias vezes buscando seu auto controle, apesar de ainda sentir os sintomas da síndrome estava tentando obter controle sobre o seu corpo. Vendo as pessoas indo e vindo normalmente ele constatou de como era bom poder obter controle sobre seu próprio corpo e que infelizmente ele e mais outros milhares de pessoas não sabiam o que era isso, era ruim ser dominado pelos seu sistema nervoso e sua mente se render à ele os deixando totalmente indefesos e incapazes de controlar os pensamentos e os sentimentos ruins que dominam o corpo. O pior era a imensa tristeza, quando Gabriel estava em depressão profunda sentiu a pior sensação de toda sua existência e não desejava nem que seu pior inimigo tivesse essa experiência ruim. Agora livre da depressão lhe restava também conseguir vencer e dominar a síndrome do pânico. Ele estava imerso em seus pensamentos observando o simples movimento do pátio de um hospital e isso o deixou feliz, de alguma forma não estava mais enclausurado em seu refúgio, ele estava gostando de sentir como se fosse parte da sociedade novamente. Fechou os olhos respirando fundo mais uma vez, até que sentiu alguém tocar seu ombro.
Ele se virou e viu Tony o encarando.
__ Está tudo bem? Demorou, fiquei preocupado e resolvi te procurar.
__ Estou bem! Obrigado por sempre se preocupar comigo.
Gabriel deu um sorriso amarelo e um abraço de lado em seu amigo, soltando um suspiro pesado.
__ Deus eu tenho certeza que dei analgésico a esse cara, ou será que me enganei e dei alguma droga pesada? Pensou Tony vendo seu amigo agindo de forma estranha. Não! tenho certeza que foi analgésico sim. O que deu nele desta vez?
__ Cara tem certeza que está bem? Está agindo estranho, desde quando me dar abraços?
__ Só estou feliz comigo mesmo! Minhas mãos tremem e soam, sinto um aperto no peito, o ar me falta, porém é mais leve, suportável.
__ Só fiquei feliz, estava aqui pensando que se não fosse por sua amizade não sei o que teria sido de mim. Sei não que sou fácil e te dou muito trabalho.
__ Pelo menos reconhece ser um pé no saco, mais é o pé no saco que é a porra do meu irmão.
__ O café esfriou, vamos pedir outro, e se ao invés de subir tomarmos aqui mesmo? Assim podemos observar o movimento e quem sabe paquerar algumas enfermeiras gostosas. O que me diz?
Gabriel mais uma vez suspira forte e solta o ar dos pulmões e apenas concorda com a cabeça.
Eles pedem um novo café e procuram um lugar tranquilo onde possam sentar.
__ Tudo bem mesmo para você?
__ Sim! Esse remédio que me deu é bom, lembre-me de pegar alguns e deixar lá em casa para caso de emergência.
__ Claro! Te dou vários.
Respondeu Tony rindo por dentro. Ele tinha esse hábito de tratar os seus pacientes onde ele concluía que os pacientes não precisavam mais de remédios, mais apenas de força de vontade de seguir enfrente, ele sabia o poder que o psicológico exercia sobre as doenças, por isso em muitos casos com os seus pacientes ele prescrevia algumas vitaminas manipuladas com alguns calmantes naturais, e dizia aos pacientes ser um novo fitoterápico milagroso e até hoje obteve sucesso em todos os casos, e agora ele teve certeza que chegou o momento de aplicar esse tratamento em Gabriel.
__ O quê acha daquela loira? Ela pratica o pompoarismo, o sexo com ela é de outro mundo.
__ É essa enfermeira que você dar uns, pega?
__ Era, ela se enjoou de mim, agora anda com o novo médico ortopedista daqui, diz ela que é mais jovem que eu, mais as vezes ela tem recaída e corre para o consultório do papai aqui.
__ Olhe em volta ver se avista alguma gata, vamos relembrar os velhos tempos em que saímos para paquerar e dar umas boas trepadas.
__ Isso era em bares e em algumas baladas, não em hospitais.
__ Que seja! aqui tem muitas enfermeiras e médicas gatas, precisa variar, a sua veterinária é gostosa, mais o que tem de gostosa tem de insuportável não gosto de mulheres assim.
__ Não estou a procura de um relacionamento, para uma boa foda ela serve e além do mais não dou chance para ela falar.
Tony tentou distrair Gabriel, mais observava as suas pernas batendo e suas mãos ainda tremiam um pouco.
O seu telefone tocou e ao atender o médico responsável por Bella informou que ela acabara de acordar.
__ Ela acordou!
Os dois deixaram o café de lado e foram direto ao quarto onde ela estava.
Ao abrir os olhos Bella sentia seu corpo fraco, porém estava aquecida e sentia até calor, quando tentou se levantar percebeu um acesso em sua veia e assustada percebeu que estava em um quarto de hospital.
__ Mais como? Como eu vim parar aqui meu Deus?
Pensou Bella até que viu o médico entrando com uma enfermeira fazendo a ronda antes da troca de plantão.
__ Senhorita Bella Cavalcante. Está sentindo alguma coisa?
Perguntou o médico olhando para a cara de confusão da moça. Ele se lembrou que ela chegou desacordada e Tony disse ser uma amiga. O médico ligou para ele informando que ela já estava acordada.
__ Como eu vim parar aqui doutor? Quem me trouxe?
__ Eu não sei que a trouxe, somente que era eu de plantão que te atendi e com alguns exames que fizemos apontou que tem um quadro de princípio de pneumonia.
__ Vou lhe dar alta após a medicação por gotejamento terminar. E em casa tomara remédios via oral.
Enquanto o médico falava e a enfermeira conferia a temperatura de Bella a porta se abriu e ela viu entrar duas figuras conhecidas por ela e ficou bastante aliviada.
Tony entrou primeiro e foi logo se aproximando da cama e dando um beijo na sua testa.
Gabriel entrou apreensivo, apenas acenou com a cabeça quando ela olhou na sua direção.
__ Como eu vim parar aqui alguém poderia dizer-me?
Tony segurando a mão de Bella olha na direção de Gabriel fazendo Bella também olhar para ele, e ambos estavam a esperar ele dizer algo.
Gabriel limpa a garganta fazendo um pigarrear e começa a falar.
__ Bem, está madrugada estava muito fria, e quando fui regular o aquecedor do meu quarto lembrei que a sua casa por ser antiga não tinha um instalado. Eu fui até lá bati na porta como ninguém respondeu arrombei a porta e vi você na cama tremendo e quando encostei a mão na sua testa queimava de febre e não tive outra opção a não ser te trazer aqui.
__ Bella porque não fez queixa a Gabriel que a sua casa era fria? Gabriel me disse que está alguns resfriada e não ouve melhoras.
__ Não sabia que essa cidade fazia muito frio. Na minha antiga casa também não tinha aquecedor, porém não passava frio como aqui.
__ Está cidade fica localizada na serra e a fazenda está na parte mais alta dela, o frio aqui é mais severo.
__ Entendi, então será instalado um aquecedor para mim também?
Ela perguntou olhando Gabriel e Tony também olhava em sua direção esperando ele dar a notícia a Bella.
Ele limpa a garganta novamente e nesse momento quem estava sentindo frio era seu estômago.
__ Bella vou te levar para fazenda porém a partir de hoje ficará comigo na casa principal.
Ele disse tudo de uma vez com o seu tradicional tom grotesco como se fosse uma ordem.
__ Não senhor Gabriel nem pensar, não posso viver na mesma casa que o senhor. Daqui a pouco o inverno acaba. Quero voltar para minha casa. Foi o senhor quem me deu.
Gabriel suspira fundo. E resolve contar a história desde o início.
__ Bella me escute e não me interrompa até eu terminar de explicar.
__ Bem desde o início era para você ficar comigo na casa sede. Foi uma ordem da minha m....
Tona começa a tossir antes que Gabriel termine a frase.
__ Foi uma ordem da Senhora Joana Mollinari.
Diz ele pausadamente para que ela entenda quem deu a ordem.
__ Ela disse que havia contratado uma ajudante e que eu lhe acomodasse em um dos quartos da casa sede.
__ Mais eu não quis. Não lhe conhecia, não queria ser incomodado e nem perder a minha privacidade assim como você não deseja morar comigo também não era da minha vontade.
__ Ela está viajando para resolver assuntos pessoais e avisou que assim que chegasse iria conferir pessoalmente se eu estou cuidando devidamente de você.
__ Bem típico do senhor limão, eu entendi não queria perder a pose.
__ Mais mesmo assim, quando ela chegar só dizer que eu não quero morar na sede.
Gabriel respira fundo, um silêncio se instala no quarto e finalmente ele diz.
__ Vamos fazer assim, fica comigo na sede somente até eu reformar a sua casa. Depois pode voltar a ter o seu canto.
__ Está bem penso que posso aguardar uma ou duas semanas.
__ Um a dois meses!
__ Mais aquela casa é pequena, se instala rápido um aquecedor.
__ Quem disse que será só aquecedor? Vou praticamente fazer outra casa, preciso trocar instalações elétricas, todo o telhado, reformar o banheiro trocar o piso do chão e etc etc etc. Entendeu? Isso leva tempo.
__ Quando minh... digo quando a senhora Joana chegar, você explica a ela que não quer morar na fazenda. Ela vai entender.
__ Promete que será assim, que após a reforma eu poderei ter a minha casa novamente?
__ sim! Vou ligar para Rosa levar as suas coisas para o quarto de hóspedes e quando chegar tudo já estará no seu devido lugar.
__ Espero que a sua namorada não me crie problemas.
__ Que namorada?
Pergunta Gabriel exasperado fazendo uma carranca fechada.
__ Simone!
__ Ela não é minha namorada! É a veterinária da fazenda.
__ Não é o que os barulhos que ela faz quando está no seu escritório dizem, fora que quando ela sai, faz questão de sair arrumando as roupas no lugar e limpando a boca borrada de baton e suja sabe se lá de quê.
Tony não se aguenta e solta uma gargalhada e não consegue parar de rir e coloca a mão na barriga para ajudar conter os risos.
Gabriel por outro lado fica sem nenhuma reação com o jeito que Bella falou, ela é sempre muito direta e não faz rodeios ao falar, parece não ter filtro.
__ Do mesmo jeito que você andou beijando na boca sem estar namorando ou compromissada senhorita Bella, eu também faço isso com Simone o diferencial é que somos adultos e fazemos coisas de adultos. E esse assunto morre aqui não quero ouvir mais nenhum comentário sobre isso.
__ Bem já que acertaram suas diferenças, podemos esperar o seu gotejamento acabar aqui na sala com você? Aceita a nossa companhia?
__ Sim, claro. E já que é médico daqui também que horas servem o café da manhã?
Bella era magra, porém tinha um bom apetite, nem mesmo quando estava doente perdia a vontade de comer.
Tony olha no relógio e dia a ela que trarão daqui a pouco.
Eles se acomodam em poltronas e Tony observa Gabriel batendo as pernas, e resolve puxar assunto com Bella.
__ Bella pretende trabalhar até quando para os Mollinari?
__ Não sei! Se tudo der certo e conseguir realizar meu sonho quero virar uma crack das indústrias Mollinari da cidade.
__ O que é isso?
Pergunta Tony com a sobrancelha franzida sem entender o que ela quis dizer.
Gabriel também faz uma cara de quem não entendeu nada.
__ Crack é o apelido que nós estudantes do interior chamamos os empresários da cidade e de quem trabalha em grandes escritórios daqueles edifícios majestosos com o seu chão de porcelanato onde o barulho dos saltos altos e dos sapatos italianos e importados caros fazem no chão quando eles andam crack crack crack.
Explica ela rindo do seu próprio comentário, e Tony lembrou-se da sua irmã que tinha essa mania.
__ Então pretende deixar a fazenda e ser uma grande executiva.
__ Isso, e se Deus ajudar quero trabalhar com o grande Gabriel Mollinari.
Gabriel tosse revirando os olhos, ele já está acostumado à tagarela ficar a tecer elogios sem parar durante a semana.
__ Tenho certeza que o seu sonho está muito próximo de ser realizado.
Diz Tony todo sorridente para ela.
__ E sabe andar de salto alto Bella?
__ Não! Mais eu posso aprender, ninguém nasce sabendo de nada, é só questão de força de vontade. Eu me adapto, o problema é que gosto de usar roupas confortáveis e não aqueles terninhos e saias lápis justos.
__ Pode escolher roupas confortáveis e elegante Bella. Se desejar lhe ajudo a escolher eu sou bom nisso.
Bella arregala o olho para ele, faz uma cara de quem está o analisando.
__ Tony você é gay?
Gabriel que estava a beber água numa garrafa se engasga com o que ela fala cuspindo toda a água no chão.
Tony faz uma careta para ela.
__ Não que eu seja preconceituoso, porém sou hétero com orgulho e gosto muito da fruta que como e estou bem satisfeito.
__ Porque me perguntou isso?
__ Te analisando! Anda sempre bem-vestido, com roupas elegantes, e agora diz que entende de roupas femininas. Geralmente os gays que são bons nisso. Eu sei porque tinha um amigo gay na minha antiga escola e toda a vez que ele me via criticava as minhas escolhas de roupas.
Tony sorri e explica-lhe o porquê de entender de roupas femininas.
__ Eu tive uma irmã mais nova que desde pequena me perguntava qual roupa-lhe caía melhor, e é claro como irmão mais velho sempre escolhia a que lhe deixava bonita, porém as que fosse mais reservadas e não as que deixassem certas partes do corpo mais amostra.
Ela sempre me perguntava, quando ia sair com amigas ou trabalho, ou com....
Tony faz uma pausa e olha para Gabriel e diz com cuidado.
__ Os namorados.
Gabriel bebe de um gole só o restante da sua água ficando incomodado com o rumo da conversa.
Finalmente uma enfermeira entra com uma bandeja nas mãos trazendo seu café da manhã.
Tony como médico ajuda ela comer e tanto Bella como ele sentem o coração aquecido como se tivessem laços sanguíneos.
Gabriel observa e se ele não soubesse que Tony nutri uma paixão platônica por sua irmã pensaria que seu amigo tem segundas intenções com a garota.
__ Bella quer que informemos alguém da sua família para lhe fazer uma visita e que está doente?
__ Não ! Obrigada, eu só tenho o meu tio de parente próximo e não quero-lhe preocupar a toa.
__ Foi seu tio quem lhe criou?
__ Até a adolescência minha mãe e o meu tio, juntos, também teve o meu avô mais esse faleceu quando eu era criança. Após a minha mãe ter morrido fiquei somente com o meu tio.
__ E o seu pai?
Perguntou Gabriel que até então estava calado.
__ Não sei quem é, nunca o conheci. A minha mãe disse que se eu fizesse questão ela me diria quem era meu pai e onde encontra-lo, porém ele foi uma pessoa ruim para com ela, a minha mãe disse-me que ele não era uma boa pessoa. Então decidi nunca querer saber dele. Se não é boa pessoa não me interessa saber quem é. A minha mãe tinha medo dele não sei porquê.
__ E não tem curiosidade de ver pelo menos o rosto dele para saber com quem você se parece ou porque tem essas características?
__ Não ! Por um motivo divino eu sou a cópia da minha mãe. Ela dizia-me ser grata a Deus eu não ter nenhuma característica física do meu progenitor.
Bella pede o celular de Tony emprestado e acessa a sua conta de uma rede social e mostra-lhes uma foto de Bella quando criança com a sua mãe.
Eles ficam impressionado, pois Bella era exatamente a xerox da sua mãe.
__ Minha mãe disse que o meu pai era galego( modo de como os moradores do Interior chamavam as pessoas de pele branca e loiras).
__ E eu sou como a minha mãe de origem indígena.
Após o gotejamento de Bella acabar Tony tira o seu acesso intravenoso e chama uma enfermeira para lhe ajudar a se vestir.
Gabriel pega as receitas que o médico passou e pergunta a Bella.
__ Pronta para ir para casa?
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 53
Comments
Sueli Simão
Tony e Bella são irmãos por isso eles se deram bem desde o começo, o carinho e o respeito
2024-12-31
0
Marcia Rodrigues
E a Bella, a irmã do médico.Por isso o sentimento que ele tem de protege-la.
2025-02-27
0
Rosilene Oliveira
conserteza a bela e irmã do Tony
2025-03-09
0