Henrique encontrava-se no seu escritório quando, de repente, ouviu batidas na porta. Ele pediu para que a pessoa entrasse e Celina, uma das funcionárias, abriu a porta.
— Senhor, a moça está acomodada em um dos quartos de hóspedes. – disse ela.
Henrique agradeceu e pediu para que ela descansasse. Henrique olhou pela janela de vidro e percebeu que a chuva estava ficando ainda mais forte. Os relâmpagos e trovões iluminavam o céu escuro.
Ele estava adiantando o trabalho que havia deixado acumular e, próximo da meia-noite, decidiu ir dormir. Ao passar em frente ao quarto onde Luísa estava hospedada, ele decidiu não entrar para respeitar a privacidade dela e seguiu diretamente para o seu próprio quarto, onde tomou um banho no banheiro.
Depois, finalmente, deitou-se para dormir. No entanto, às uma da madrugada, acordou assustado com um barulho de algo se quebrando no corredor.
Saltou da cama e abriu a porta confuso. Luísa estava encostada na parede, com os olhos fechados.
— O que aconteceu? Você está bem? perguntou Henrique, preocupado.
Havia um vaso de decoração quebrado no chão e Luísa estava ofegante.
— Você se machucou? – indagou ele.
— Desculpa, eu posso pagar pelo prejuízo.
— Foda-se o prejuízo! Você se machucou? – ela negou. – Então o que você tem? Não me parece bem.
— E-eu... – ela olha ao redor angustiada. – Eu não estou conseguindo dormir...
— Por que? Está sentindo dor ou algo que esteja te impedindo?
— Eu tenho medo de trovões...
— Você precisa se acalmar, não vai acontecer nada, está bem?!
Ela assentiu e abaixou a cabeça. Henrique pegou uma mecha de cabelo dela colocando atrás da orelha.
— Você está suando frio.
— Eu quero meus pais... – Luísa falou meia sonolenta.
— Luísa? Não vai acontecer nada.
Um trovão mais forte fez Luísa se abaixar e tapar os ouvidos. Henrique se abaixou na altura dela e fez um carinho na sua cabeça. Ela estava vulnerável.
— CELINA! – Henrique gritou ainda do andar de cima.
Celina era a única empregada que dormia na casa principal então não demoraria muito para ela aparecer por ali. Deu quarto ficava no andar de baixo.
De repente, a mulher apareceu vestindo uma camisola longa por baixo do robe.
— Celina, preciso que busque um copo com água e um calmante, ok?
A mulher concorda e sai descendo as escadas novamente. Henrique olha mais uma vez a figura feminina a sua frente, Luísa está abraçando os joelhos e seu rosto está molhado pelo suor.
— Posso pegar você no colo? Não pode ficar aqui nesse chão frio.
Ela parece pensar um pouco e ele pega ela no colo e abre a porta do quarto dele com o pé. Henrique deixa ela na cama dele e vai até o banheiro pegar uma toalha molhada.
Celina aparece na porta com uma jarra e um copo com água. Henrique agradece e pega as coisa da mão dela.
— O que você teve foi uma crise de Pânico, não foi?
Luísa olha para ele e arregala os olhos, era exatamente o que ela havia tido.
— Eu imaginei que tivesse sido. – ele entrega o copo com água para ela e ela toma. – Posso?
Ela assente.
Henrique lava a toalha na pia e passa a toalha úmida na testa dela. Luísa estava usando um moletom de Henrique, ele ficava grande nela.
— Se sente melhor?
— Sim, obrigada. – ela entrega o copo para ele.
— Pode tentar dormir agora.
— Desculpa ter te dado mais trabalho...
— Imagina, não foi nenhum trabalho cuidar de você. – ele deu um sorriso involuntário. – Pode dormir aí, se quiser.
— E você?
— Eu perdi o sono, vou trabalhar um pouco.
Ela deitou na cama dele e puxou o edredom para cima dela. Henrique deu boa noite e saiu do quarto.
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Atualizado até capítulo 108
Comments
Christina Lúcia
Oxiiii!!!! Se ela estava com medo dos trovões, ir para o quarto dele e ficar sozinha faria alguma diferença????🤔🤔
2024-06-20
7
jhenny
Henrique vamos ser amigos???
2023-04-01
8
Neide Sousa
vixe, menina se entrega logo a esse amor, não deixa passar pois tá difícil encontrar homem bonito e gostoso kkkkkkkk
chorei largado
2023-02-07
1