Esse tempo pensando em se casar com Lucca deixou Catherine muito agitada. Ela não sabia se seria a coisa certa a fazer, diante de tudo que ele já fez por ela sem mesmo a conhecer, seria muito gratificante poder ajudá-lo, mas se casar seria uma coisa muito séria, por isso ela precisava pensar muito. Esses dias todos ela manteve uma certa distância dele, e sentia saudades de suas conversas, sentia saudades das risadas e de todas as besteiras que falavam quando estavam somente os dois. Eles se aproximaram muito depois do transplante nascendo uma amizade deliciosa. Ele passava no apartamento dela e ficavam horas conversando e as vezes vendo filmes ou até mesmo jogando vídeo game... pareciam duas crianças. Lucca também sentiu falta desses momentos de diversão que tinham.
10 minutos depois de mandar a mensagem chega o Lucca na recepção e nota que não tem mais ninguém naquele andar, resolve fazer uma gracinha.
Lucca- Foi daqui que pediram um táxi?
Ela corre para um abraço demorado e sente aquele perfume amadeirado, aqueles braços fortes que sustentam o abraço, os olhos negros, barba muito bem-feita e o sorriso de tirar o fôlego. Foi a primeira vez que ela notava aquele homem lindo que estava a sua frente. Antes a sua visão parecia embaçada ela nunca havia parado para observar como ele era lindo e atraente.
Lucca ficou paralisado com a atitude dela, ele já havia observado muito bem cada detalhe do corpo daquela mulher. E que mulher! Quando ela correu para aquele abraço, seu coração disparou, ele não sabia que sensação era aquela, pois é a primeira vez que sente, ele simplesmente aproveitou o momento para sentir Catherine, aquele cheiro bom, a pele macia e principalmente seu jeito doce e espontâneo, ele ficava encantado, mas sabia que era somente amizade.
Cathy: Que saudades de você!
Lucca: Também senti sua falta. Para onde a madame quer ir?
Cathy: Para, vai. Quero ir para casa. Teremos total privacidade para falarmos sobre aquele assunto.
Lucca: Sim, então vamos.
Eles saem em direção ao apartamento, Lucca no seu carro e Catherine no carro que foi do seu pai.
Chegando no prédio, eles pegam o elevador e aquele silêncio a incomoda muito. Lucca estava apreensivo, ele não sabia qual seria a resposta de Catherine. Ele quebra o silêncio:
Lucca- Você tirou as coisas da sua família do carro?
Cathy- Sim, tirei, mas só porque a Caroline precisou do carro. Mas não tive coragem de abrir ainda. Fala abrindo um sorriso fraco.
Caroline era uma das poucas amigas que Catherine havia feito na empresa. Ela precisou do carro de Cathy para levar sua filha a escolinha, pois o seu estava na oficina.
Lucca- Desculpa, não queria te deixar triste em lembrar dos seus pais.
Cathy- Tudo bem. Ainda não consegui superar perder meu pai daquela forma. Estávamos nos falando pelo telefone quando aconteceu o acidente. Tenho pensado muito nele e na mamãe também.
O elevador chega eles descem e vão em direção ao apartamento.
Ela abre a porta e eles entram.
Cathy: quer tomar alguma coisa?
Lucca: Quero água. Estava muito nervoso
Ela pega água para os dois e se sentam no sofá para finalmente terem essa conversa que ele ansiava desde que havia feito a proposta à Cathy.
Cathy: Eu quis que viesse aqui para me tirar algumas dúvidas, quero saber primeiro como tudo poderia ser. Naquele dia você me pegou de surpresa.
Lucca: Eu imaginei mesmo que quisesse saber, por isso trouxe um contrato para você ler e, se concordar podemos assinar. Fala tirando um documento de sua pasta.
Ela leu e ficou intrigada com algumas cláusulas, aproveitou que ele estava para tirar suas dúvidas e foi questionando aquelas que a deixavam confusa:
- O casamento não será consumado.
- Deverá gerar filhos.
- Deverá acompanhar em todos os eventos.
Cathy: Como assim casamento não consumado e devo te dar filhos? Só pode estar brincando.
Lucca: Sei que está confuso, mas eu preciso fazer com que pareça de verdade, então imagino que não queira consumar o casamento, mas preciso de filhos. Podemos fazer todo o processo de fertilização in vitro e você não precisa preocupar em ter relações comigo.
Cathy cora de vergonha, fica constrangida e um pouco frustrada, ele não sabia de nada e foi deduzindo aquilo sem consultá-la. Ela não sabe o que dizer e sem mesmo raciocinar diz:
Cathy- Sim, eu aceito suas condições. Quero poder retribuir um pouco do que fez por mim.
Lucca fica decepcionado com o que ela diz, pois entendeu que ela estava aceitando somente para meio que pagar uma dívida com ele e no fundo não era isso que Lucca queria.
Lucca: Só por isso vai aceitar? Ele não sabe por que perguntou e se arrepende na mesma hora.
Cathy: Não somente por isso, também gosto da sua companhia, você me ajuda a esquecer os problemas lá fora.
Lucca: E você os meus. Bom já está ficando tarde, eu preciso ir. Para parecer mais real, amanhã virei te buscar para apresentar como minha namorada e em seguida pedirei a sua mão. Faça direitinho o seu papel minha namorada. Fala soltando um sorriso para lá de lindo.
Cathy: Combinado namorado. Fala aos risos
Não era possível eles estarem frente a frente, convivendo e não perceberam a química que rola entre eles. O olhar penetrante de Lucca percorre os lábios rosados de Catherine e ele não se segura e dá um selinho demorado.
Lucca: Temos que fazer direito, não é mesmo? Temos que convencer de que estamos apaixonados.
Cathy foi pega de surpresa, mas ela sentiu borboletas e estava nas nuvens com aquele selinho.
Cathy: Também acho senhor Hunter.
Eles se despedem e ele vai embora.
A verdade é que eles sempre se amaram e nunca admitiram,somente esse "acordo" mudou a forma de um ver o outro.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 101
Comments
Maria Silva
tbm acho que ele colocou esse termo com medo dela não aceitar
2025-01-03
0
Maria Silva
achei horrível foi o tapa que ela levou do ex ele tem que pagar a humilhação que fez com ela
2025-01-03
2
Maria Silva
acho que ele não devia ter colocado esse termo no contrato de não se relacionarem e
2025-01-03
1