Poucos minutos depois de sair do quarto, Lucca entra com uma garotinha de 6 anos, e sua mãe acompanhando.
A garotinha, assim como Catherine estava com leucemia e estava fazendo de tudo para se tratar.
Lucca sempre que podia visitava o hospital e nessas visitas ele conheceu Beatrice e sua mãe Ianka.
Cathy olhou para ele segurando aquela criança inocente, magra, sem um fio de cabelo sequer, mas sorridente e encantadora.
Beatrice aproximou da cama de Cathy e disse:
Beatrice: Oi tia, eu me chamo Beatrice, mas pode me chamar de Bea. Tia você está dodói igual a mim?
Cathy ficou atordoada, mesmo com a cara fechada, respondeu.
Cathy: Oi. Me chamo Catherine, todos me chamam de Cathy. E sim, estou dodói como você.
Bea: Mas tia, não precisa ter medo, viu. Nós vamos ficar bem e daqui a pouco vamos voltar para casa, não é mamãe?
Ianka: Sim minha flor. Logo, logo.
Bea: Não precisa chorar. Eu venho te ver todos os dias. Vamos brincar para o tempo passar logo.
Cathy: Você é bem esperta, não é mesmo?
Bea: A mamãe que me ensinou.
Cathy se lembra da sua mãe, e de todo o seu sofrimento enquanto estava doente, mas lembra-se também de sua persistência e uma lágrima volta a rolar no seu rosto.
Bea: Mamãe posso brincar com a tia Cathy um pouco? Ela tá triste.
Ianka: Querida você precisa descansar. Amanhã se a Cathy quiser, voltamos para brincar com ela.
Bea: Tia você quer brincar amanhã?
Cathy: Eu... Eu não sei.
Bea: Não sabe brincar, tia? Eu te ensino. Vou trazer a Lulu, minha boneca.
Envergonhada ela diz:
Cathy: Sim, eu quero brincar. Pode trazer a Lulu. Fala com um sorrisinho amarelo.
Elas saem e Lucca fica conversando com a enfermeira e em seguida se dirige a Cathy.
Lucca: Olha senhorita, eu queria te levar para conhecê-la, como você não quis ir eu a trouxe e sei que ela melhorou um pouco o seu humor.
Cathy: Sim, ela é um amor.
Lucca: Sabe, senhorita, a Bea acabou de sair de uma sessão de quimio. Ela está em estágio terminal e ainda assim tem esperanças. Ela não desistiu. É só uma criança e está lutando com todas as suas forças para se curar. Deus nos deu a vida, somente ele pode tirar.
Cathy havia entendido o que Lucca estava querendo dizer. Ela só não sabia como conseguir superar e enfrentar todas as outras dores em seu coração que estava dilacerado.
Cathy: Você sabe mesmo tudo a meu respeito? Acho que a parte que eu não tenho mais ninguém, não tenho mais meu emprego, nem mesmo para onde ir, esqueceram de mencionar para você que meu namorado está transando com minha melhor amiga, que meu pai se foi e eu não tenho família. Não tenho mais forças, não posso mais. Fala aos prantos.
Lucca: Olha, ninguém conhece sua dor melhor que você mesma. Você é quem escolhe se quer se levantar e tentar mais uma vez ou se vai se afundar cada vez mais. Você pode vencer essa doença e pode recomeçar. Pense nisso e saiba que pode contar comigo. Estou aqui se precisar.
Cathy: Eu nem conheço você. Por que está aqui?
Lucca: Uma boa pergunta. Talvez porque me comoveu.
Cathy: Eu não preciso que sinta pena de mim.
Lucca: Você é teimosa mesmo, não sinto pena porque você não precisa de pena, mas de solidariedade. Vou indo e se resolver me liga.
Se despede e sai frustrado, mas com uma ponta de esperança de que Catherine possa mudar de ideia e lutar pela sua vida e para recomeçar.
Catherine ficou pensativa depois que Lucca se foi. Ela lembrou de tudo que ele havia lhe dito. No começo está relutante, mas por fim decide dar uma chance para ela mesma.
Ela pediu para que a enfermeira chamasse o médico para informar sobre a sua decisão e ela vai na mesma hora.
Kevin veio junto do médico que estava cuidando de Catherine para ficar a par de tudo e repassar ao Lucca tudo que acontecia.
Doutor: Boa tarde senhorita, a enfermeira informou da sua decisão. Parabéns! Você vai se orgulhar daqui um tempo.
Cathy: Sim doutor, eu vou tentar, aceito o tratamento, mas eu não tenho como pagar e não tenho mais plano de saúde. Por isso quis falar com o senhor. Acho que mesmo aceitando não posso fazer.
Kevin interrompe.
Kevin: Senhorita Thomson, eu sou o dono do hospital e posso afirmar que faremos de tudo para que a senhorita saia daqui curada. Todo o seu tratamento já está sendo pago, não se preocupe com mais nada.
Catherine sentiu uma forte emoção ao saber que alguém estava ajudando. Quem seria esse benfeitor?
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Atualizado até capítulo 101
Comments
Dinanci Macorin Ferreira
É bem emocionante autora, elas serão curadas , a ciência está bem avançada e você, escreve super bem
2025-01-14
0
Raquel Martins
Chorei horrores aqui com a garotinha!😭
2025-01-06
0
iranete teofilo
Ainda bem que ela optou por viver e vai fazer o tratamento se dando uma chance. Vai dá tudo certo acredita, Deus é bom, tenha fé menina
2025-02-16
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