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O tempo amanheceu chuvoso hoje, as detentas odiava quando isso acontecia pois não saiam para tomar banho de sol.

Mirella acordou com fortes dores na barriga, já era início das contrações.

As colegas de cela vendo ela as vezes colocar as mãos sobre a barriga, gemer de dor resolveram pedir por ajuda.

Só depois de uma hora a carcereira veio ver o que estava acontecendo.

Levou Mirella para a enfermaria, mal deu tempo de chegar a enfermaria o bebê já estava nascendo.

O parto foi feito ali mesmo, pois não deu tempo de ser encaminhada para o hospital.

Nasceu um garoto forte e saudável, que Mirella colocou o nome de João Manoel.

Mirella ficou ali na enfermaria por dois dias depois foi encaminhada a uma cela especial onde ficariam ela e o bebê.

Nessa cela também estava Cleusa pois ela tinha dado a luz a cinco meses.

A bebê de Cleusa era uma menina linda, com o Tom de pele bem branca, cabelos cacheados loiros e olhos bem azuis.

As duas logo fizeram amizades, Cleusa auxiliava muito Mirella no cuidado com João Manoel pois como era seu primeiro filho era bem inexperiente.

Mirella estava apaixonada pelo bebê, ele tinha tornado seu dias bem mais alegres.

Um mês se passou, hoje Mirella estava tentando consolar Cleusa, pois sua bebê hoje iria ser entregue aos cuidados de sua mãe até ela sair da prisão.

Cleusa não estava se conformando, em ficar longe da sua pequena bebê que aprendeu a amar com loucura.

—Você ainda pode ficar tranquila pois sua filha vai estar sobre os cuidados de sua mãe, e eu quando chegar está hora, vou tentar entrar em contato com o pai do João Manoel, que nem sabe sobre a existência do filho, e se ele rejeitar ficar com ele terá que ir para uma creche ou abrigo, nem quero pensar no que poderá acontecer.

Passando alguns minutos a carcereira entrou na cela com a mãe de Cleusa, que não parecia nada feliz por ter que ficar com a netinha.

—Esses filhos, só prestam para dar trabalho para os pais, veja. só eu com quase setenta anos, tendo agora que cuidar de uma bebê, não tenho mais saúde e nem tempo para isso..

— Mamãe, por favor não maltrate minha pequena não, eu a amo tanto.

A mãe de Cleusa saiu nervosa daquela Cela carregando no colo aquela linda princesinha.

Cleusa então voltou a outra cela, naquela agora só ficou Mirella e João Manoel.

Mirella agora vendo o que Cleusa passou ao ter que separar de sua filhinha, estava muito triste pois logo chegaria a vez dela de ter que se separar do seu bebê.

Cleusa pediu a carcereira para entregar uma carta a Fabrício, avisando que o filho dos dois tinha nascido.

Pois Mirella queria preparar antecipadamente o lugar para João Manoel ir após os seis meses.

Ela sabia que Fabrício não iria maltratar o garoto, e se ele estivesse com Fabrício ela ficaria bem mais tranquila.

A carcereira deu folha e caneta para ela escrever a carta, e depois de escrita ela colocou no correio.

Na carta Mirella explicava para Fabrício que estava grávida dele ao ser presa, e que agora o bebê tinha nascido, era um belo garoto, se chamava João Manoel.

A carta demorou três dias para chegar até Fabrício.

Neuza e que recebeu a correspondência, Fabrício estava cuidando do jardim, podando umas roseiras.

Neuza levou a carta até ele dizendo:

—Parece uma correspondência do presídio meu amor, está endereçada a você.

Fabrício ficou curioso pegou a carta e viu que era de Mirella.

—E daquela mulher safada, não tenho nem vontade de ler.

Fabrício ameaçou rasgar a carta, mais Neuza o impediu.

— Não faça isso, pode ser alguma coisa importante, se você não quiser ler deixa que eu vou ler.

—Faca como você quiser, eu não quero saber de nada que se diz respeito a essa mulher.

Neuza então pegou a carta, e foi para a cozinha onde estava fazendo o almoço, abriu a carta e começou a ler.

Neuza sabia sobre Mirella, como tudo tinha acontecido, sabia que ela abandonou Fabrício uma semana antes deles se casarem.

Mais agora está notícia, Mirella teve um filho de Fabrício, isso não podia ser ignorado, está criança não tinha culpa de nada.

Neuza ficou com muita pena, da criança e também de Mirella pois está tendo que cuidar desta criança em uma cela de prisão.

Ela então chamou Fabrício e conversou com ele sobre o conteúdo daquela carta, mais Fabrício ainda retrucou:

—Quem garante que este filho é meu? —Ela se relacionava com o bandido do Clovis, e ainda fugiu com ele, este filho pode ser dele também.

— Você falou certo, pode ser dele, mais também pode ser seu, sangue do seu sangue, uma criança inocente que agora está pagando pelos erros da mãe, tendo que ficar trancado naquela cela, você não acha melhor averiguar para ter certeza se é seu este filho?

—Neuza, as vezes penso que você não existe, que é fruto da minha imaginação, pois você é tão boa, tem um coração enorme, mais vou seguir seu conselho vou pedir um teste de paternidade e ver se é realmente meu filho.

— Está bem, assim fico mais tranquila, pois se for seu podemos trazer ele para nossa casa e cuidar dele até Mirella sair da prisão, e puder cuidar dele, ele fará companhia para Davi, nosso pequeno chega o mês que vem já.

Fabrício abraçou Neuza, chegou a pensar ele amava Neuza pois ela se parecia muito com Sthefany, ambas tinham um bom coração, sempre dispostas a ajudar o próximo.

Ele perdeu Sthefany por causa de bobeiras, mais teve sorte de encontrar Neuza uma mulher adorável.

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Comments

Fatima Gonçalves

Fatima Gonçalves

SIM AGARRA ELA COM UNHAS E DENTES

2025-03-15

0

Raimunda Neves

Raimunda Neves

Parabens autora por escrever essa lindíssima estória, estou amando ler cada capítulo. /Heart//Heart//Heart//Heart//Heart/

2024-09-23

0

Maria Gomes

Maria Gomes

Neuza tá certíssima, pq a criança não tem culpa de nada e ela ainda se propõe ajudar,muito nobre da parte dela...

2024-04-27

2

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