Ouço a campainha e sei que Brenda chegou, enrolei a toalha no cabelo e vou atender a porta.
— Oi! — Brenda pula nos meus braços. — Que saudades.
— Eu também, mas você só tem olhos para o Paulinho — Brinco e recebi um empurrão no ombro.
— Deixa de ser ciumenta, eu sei que você e meu irmão aproveitam muito, tá!
— Não posso discordar. Quer beber alguma coisa? — Ofereço indo até a geladeira.
— Uma cerveja, por favor, esse calor ninguém merece. É um sol para cada pessoa. — Ela senta em meu sofá.
— Nem me fale. — Pego uma cerveja gelada e entrego para ela e para mim um refrigerante, sento ao lado dela, brindando nossas latinhas.
— Então, quais são as novidades?
— Fora a doença do meu irmão? Nenhuma. — Faço uma careta.
— Pois eu tenho — Brenda conta alegre.
— Paulinho me pediu em casamento! — Conta eufórica mostrando o dedo com o anel.
— Uau, parabéns amiga.
— Já vou logo avisando que quero você como minha madrinha.
— Não pensaria em recusar um convite desse tão especial. — Dou um abraço nela.
Começamos a conversar sobre os nossos trabalhos, Brenda é dona de uma boutique e eu sou uma simples secretária de uma empresa. Logo mais minha amiga vai embora e eu coloco uma roupa mais fresca, ligo o ventilador no máximo e parece que não adianta de nada.
— Ah não, por favor ventilador eu preciso de você — Falo, como se ele a qualquer momento fosse funcionar e trazer o ar gelado que eu tanto preciso. Levo um susto quando sinto as mãos em minha cintura, dou um pulinho fazendo meu namorado rir.
— Amor, nossa que susto. — Digo.
— Desculpa. — Pede ainda rindo. — O que está fazendo aí?
— Tentando fazer esse ventilador trazer ar gelado.
— Você precisa de um ar condicionado isso sim.
— Como se fosse fácil.
— Vou dar um para você.
— Não, é muito caro, vida. Guarda seu dinheiro para expandir a empresa.
— Não, faço questão. Amanhã mesmo iremos a uma loja e compraremos um. Enquanto isso não acontece, o que acha de tomar um sorvete?
— Já disse que eu te amo hoje?
— Não, ainda não.
— Eu te amo — Grudo na sua mão, saindo de casa, vamos andando mesmo, tem uma sorveteria aqui próximo de casa.
— Vi a Brenda hoje.
— Ela falou que ia vir aqui. Então, fofocaram muito?
— Não gostamos de fofocas. — Me defendo.
— Ah não? Então porque quando andávamos nós três juntos, as duas não paravam de fofocar.
— Não era fofoca, só comentávamos sobre algum acontecimento.
— Fofoca! Tudo bem eu amo você mesmo assim, minha fofoqueirinha — Biel me beija, bem na hora que chegamos na sorveteria.
Pedimos dois sundaes grandes com bastante calda de chocolate.
Aproveito a oportunidade para conversar com meu namorado sobre o que estou em mente.
— Amor queria conversar uma coisa com você.
— Pode falar.
— Então, hoje estive com o meu irmão, ele me deixou saber da vontade de ser pai.
— Nossa que bacana! — Meu namorado diz contente.
— Porém, minha cunhada teve um problema perdendo parte do útero, ou seja, ela não consegue engravidar.
— Então irão adotar?
— Não, sabe como funciona a adoção aqui no Brasil, demoraria demais e meu irmão não tem tanto tempo assim.
— Desculpa, não quis ser um estúpido.
— Não tudo bem, eu entendo. Como eu estava falando, minha cunhada irá contratar uma barriga de aluguel.
— Certo, tô entendendo.
— Aí chega o ponto que eu quero chegar. Eu pesquisei bastante sobre isso e acho que posso fazer isso, vou ser a barriga de aluguel do meu irmão. — Falo de uma vez, meu namorado a princípio fica paralisado — Biel?
— Espera, só estou surpreso. Mas por que tomou essa decisão?
— Não é óbvio? Meu irmão não tem muito tempo de vida, vou poupá-los de procurar pessoas, não vou me arrepender e querer ficar com o bebê, e além do mais irei está fazendo algo pelo meu irmão antes dele…dele… — Não consigo terminar a frase, sem que os meus olhos se enchem de água.
— Certo, já entendi. — Meu namorado pega minha mão que está em cima da mesa.
— E o que seu irmão acha?
— Ainda não falei com ele, queria comunicar você primeiro.
— Eu amo isso em você. E amo como você se importa com as pessoas a sua volta. Eu amo você Lis. — Recebo um beijo com gosto de chocolate.
— O que acha de tomarmos o sorvete antes que ele vire água. — Digo rindo.
Vou conseguir, e estou tão feliz com isso.
Tomamos nosso sorvete e a primeira coisa que faço quando chego em casa é contar a novidade para o meu irmão, a princípio, acha que estou louca, mas então aceita e combinamos de segunda-feira irmos ao ginecologista para começar o processo de fertilização in vitro.
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Atualizado até capítulo 11
Comments
Nayra Reis
que gesto fofo 🥰
2023-04-18
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