Mel vê os homens de preto e parece que são os mesmos que estavam de olho no carro dela no Brasil. Ela pega na mão da Meg e a puxa em direção à saída dos fundos da boate. Os homens percebem e começam a atirar. Infelizmente, a porta de saída está trancada, então Melissa leva Meg para uma sala e a tranca. Ela cobre os ouvidos da Meg com as mãos e as duas se abaixam.
Thomas vê Mel puxando Meg e os tiros começam. Ele rapidamente saca duas armas e revida. Theo também entra na troca de tiros. Os dois estão no andar de cima e conseguem acertar os homens lá embaixo, derrubando todos. Os soldados de Thomas entram e fazem uma varredura no local.
Theo vai atrás das duas, mas não as encontra. Ele começa a chamar o nome da Meg e ela responde. Elas abrem a porta e Theo abraça Meg, percebendo que ela está tremendo.
MELISSA - Se for quem estou pensando, não podemos mais ficar aqui, Meg.
MEG - Não, eu não quero ir embora. Não quero deixar o Theo.
THEO - Quem são eles, Isabela?
MEG - Eles estão atrás de mim. A Mel está apenas me defendendo. A vida dela é me salvar.
MELISSA - Onde eles estão, Theo?
THEO - Bem provável que estejam no inferno agora. Matamos todos.
MELISSA - Meg, temos que sair da Itália. Eles vieram até aqui e com certeza foram em casa, encontraram seu contrato e vieram para cá.
MEG - Não, eu não quero... (chora enquanto abraça Theo).
THEO - Vamos para a minha casa, lá a gente conversa.
MELISSA - Não quero colocar você nisso, Theo. Eu já estou envolvida, trouxe ela do Brasil para cá para fugir, mas nos encontraram. Só te peço que me ajude a arrumar documentos falsos para tirá-la daqui.
THEO - Esquece isso, Isabela. Não vou deixar a Meg sair da minha vida. Veja, nem ela mesma quer ir. Vamos para a minha casa, está bom?
MELISSA - Não sei se seria uma boa ideia. Se tiver alguém deles lá, vão nos seguir. Além disso, eu posso acabar matando seu irmão.
THEO - Relaxa, meu irmão ficou preocupado com vocês duas quando você saiu puxando a Meg. Vamos, vocês não podem ficar aqui, não podem voltar para casa e muito menos ficar na rua. Vamos para a minha casa.
Theo volta para a frente da boate e Meg está agarrada a ele. Thomas os vê e vai até eles. Em um momento estranho, ele vai direto para Melissa e a abraça. Ela fica sem jeito, mas devolve o abraço.
Eles se perdem naquele momento de carinho. Melissa se sente protegida com ele, uma sensação boa. Logo, eles se separam e Thomas coloca as duas mãos no rosto de Mel.
THOMAS - Você está bem? Quer dizer, vocês?
MELISSA - Sim, estamos bem.
THEO - Thomas, elas vão com a gente para casa, está bom?
THOMAS - Sim, claro. Vamos, meu carro está aqui na frente.
MELISSA - Ainda acho isso arriscado. Eles podem nos seguir. Temos que ir embora daqui, Meg.
THOMAS - Eles estão atrás de você?
MEG - Estão atrás de mim.
MELISSA - De mim também, Meg, já que eu ajudei você.
THOMAS - Vamos para minha casa. Lá vocês me contam o que aconteceu, certo?
Elas confirmam com a cabeça e saem da boate, indo para o carro de Thomas.
As ruas estão quase vazias, já que é domingo de manhã. Logo, eles chegam na casa dos meninos.
MELISSA - Parabéns pela casa, é muito bonita.
THOMAS/THEO - Obrigado.
MEG - Verdade, muito bonita mesmo.
Eles entram, Thomas pede para a empregada colocar o café da manhã na mesa e todos vão para a sala, onde Meg conta toda a história para os dois.
THOMAS - E como vocês vieram para cá, na Itália?
MELISSA - Eu tinha minhas economias e trabalhava em um restaurante. Eu vi quando aqueles mesmos homens estavam cercando meu carro no Brasil, então saí pelos fundos do restaurante, chamei um táxi e, assim que cheguei em casa, disse para Meg arrumar as malas. Comprei passagens para cá e viemos.
THOMAS - Então agora você está na mira deles porque ajudou a Meg?
MELISSA - Sim, e faria mil vezes de novo.
THOMAS - E você fugiu de um casamento?
MEG - Sim, e fugiria mil vezes de novo.
Thomas passa a mão pelo rosto e são chamados para tomar café.
MELISSA - Olha, eu não quero trazer problemas para você, está bom? Eu vou levar a Meg embora.
THOMAS - Vai viver a vida fugindo?
MELISSA - Se for preciso, sim. Não vou deixar eles tocarem nela.
THEO - Mas vocês não são irmãs de verdade, então.
MEG - Não, nos tornamos irmãs naquele dia. Mel tem me salvado desde sempre.
THOMAS - Por que você a chama de Mel?
Meg olha para Mel, que balança a cabeça negando, para que ela não diga nada.
THOMAS - Quero saber toda a verdade para poder ajudar vocês.
MELISSA - Não precisa saber da minha vida. Já sabe por que estão atrás de nós, e isso já basta, não acha?
Thomas solta um suspiro irritado, percebendo o quão teimosa e obstinada ela é.
THOMAS - Não, não acho. Eu quero saber de tudo.
MELISSA - Minha vida não tem nada a ver...
THOMAS - Mas eu quero saber.
MEG - Chega, vocês dois. Mel perdeu a memória e acordou em um hospital. Quando acordou, lembrou que a mãe dela a chamava de Melissa, assim como o pai. Mas ela tem documentos afirmando que se chama Isabela Broch, mas o nome dela é Melissa. Por isso a chamo de Mel.
Ela fala tudo rapidamente e sem parar.
THOMAS - Melissa? Melissa de quê?
MELISSA - Não sei. Não ouvi. Eu perdi minha memória.
THEO - Nossa, você não lembra de nada.
MELISSA - Não. Tive um sonho no dia em que acordei no hospital. Fiquei uma semana em coma, e no sonho ouvi minha mãe me chamar de Melissa.
MEG - Depois que eu contei minha história para ela, ela teve uma dor de cabeça e percebeu que também recusou um casamento, e seu pai também a chamou de Melissa.
THEO - Você também fugiu de um casamento? Mas por quê?
MELISSA - Eu não sei, não lembro. Não lembro se me casei e depois fugi, ou se fugi antes de casar.
THEO - Que sinistro.
MEG - Pensamos igual, amor. Eu disse a mesma coisa para ela.
THEO - Está perdido nos pensamentos, irmão? Ficou calado de repente.
THOMAS - Você não sabe o nome do seu pai, Melissa? Ou da sua mãe?
MELISSA - Não, nada. Por quê?
THOMAS - Bem, não vou mentir para vocês. Já que se abriram conosco, somos mafiosos. Eu sou o chefe e o Theo é o vice-chefe da máfia italiana. Aqui vocês estão seguras, mas preciso saber quem está atrás de você, Meg, e descobrir se tem alguém atrás de você, Melissa.
THEO - Mesmo que saibamos quem são, não vou entregar a Meg para ninguém.
THOMAS - Você sabe que há apenas uma maneira de ela não sair daqui, não é, Theo?
THEO - Sei, e estou disposto a fazer.
MELISSA - O que ele tem que fazer?
Nessa hora, o Theo se levanta e puxa a Meg para se levantar também. Sob os olhares de Thomas e Melissa, o Theo se ajoelha e pede a mão da Meg em casamento.
MEG - Você está brincando comigo?
THEO - Não, eu já queria muito me casar com você. Só vamos adiantar isso para podermos ficar juntos para sempre, sem ninguém se meter.
MELISSA - Essa é a única opção?
THOMAS - Sim, se ela estiver casada com um mafioso, ninguém mais poderá tocá-la, exceto o marido.
MEG - Se é assim, eu aceito ser sua esposa.
Ele se levanta e a abraça.
THOMAS - E você, Melissa, quer se casar também?
MELISSA - Eu? Estou fora dessa, maluco. Eu não morro.
THEO - É, irmãozinho, acho que minha lua de mel vai durar um mês kkkkkkkk.
THOMAS - Cala a boca, idiota.
Theo ri na cara de Thomas, enquanto as meninas ficam sem entender. Thomas leva as meninas até os quartos, ele tenta levar a Meg para seu quarto, mas a Melissa a puxa e diz que só depois de casados, deixando o Theo triste.
Thomas sobe para o seu quarto, toma banho e vai dormir. As meninas também fazem o mesmo.
Melissa acorda às 15h30, faz sua higiene e desce as escadas para ir ao jardim. Thomas acorda depois dela, também faz sua higiene e para em frente à porta do quarto dela.
THOMAS - Que merda eu estou fazendo?
Ele vira as costas e se afasta da porta. Eles descem e pedem para colocarem a mesa para o almoço. Ele vai até a sala, se senta em um sofá e olha para fora. Ele vê a Melissa lá, sentada no gramado, e decide ir até lá.
THOMAS - Está tudo bem, Melissa?
MELISSA - Estou sim, só estava pensando em tudo. Tento puxar na minha mente quem eu sou. Será que tem alguém preocupado comigo? Será que tem alguém me procurando? Eu não faço ideia de nada da minha vida.
THOMAS - Deve ser ruim não saber da sua vida, mas o médico disse que você iria recuperar a memória, ou não?
Ele se senta ao lado dela, bem pertinho, e ela não se afasta.
MELISSA - Ele disse que poderia vir aos poucos ou de uma vez, mas minha última lembrança foi eu discutindo com meu pai sobre um casamento que eu não queria e ele queria me obrigar.
THOMAS - Isso me deixou bem pensativo.
MELISSA - Eu percebi. Por que você ficou assim?
THOMAS - Acho melhor eu ter certeza primeiro e depois te falar.
MELISSA - Por quê? Fala logo, hoje foi o dia de todos se abrirem, não é? Então conta.
THOMAS - Não, prefiro ter certeza. Hoje nos abrimos todos, mas só falamos o que era certo. Te prometo que você será a primeira a saber quando eu tiver certeza.
Eles estão olhando olho a olho. Thomas, pela primeira vez, sente desejo de beijar uma mulher. Parece que a boca dela está chamando a dele.
Ele se inclina um pouco e vai chegando perto para beijá-la, mas ela fica parada. Ao ver que os lábios dos dois estão quase se tocando, ela acorda do transe e vira o rosto.
MELISSA - Desculpa, preciso entrar.
Ela se levanta e sai. Ele olha para ela desacreditado. Ela é a primeira mulher que ele desejou beijar, e ela o rejeita assim. Que tipo de mulher é ela?
Thomas se levanta e entra na casa também. A mesa do almoço já está posta, o Theo e a Meg estão ali almoçando. Ele pergunta pela Melissa, e a Meg diz que ela subiu para o quarto. Ele sobe e abre a porta do quarto dela com força.
THOMAS - Escuta aqui, eu não vou ficar correndo atrás de você. Não fiz isso por nenhuma mulher e você não vai ser a primeira.
MELISSA - Ótimo, estamos entendidos então. Não quero que você corra atrás de mim. Eu só estou aqui pela Meg, se não já teria ido embora.
THOMAS - Então vá embora. Ela está bem protegida. Amanhã será o casamento deles e ela terá toda a proteção da máfia.
MELISSA - Então eu vou, adeus idiota.
Ela tenta passar por ele, mas ele a puxa pelo braço e a prende na parede. Sem perder tempo, ele cola seus lábios nos dela. Ela resiste no começo, mantendo a boca fechada, mas ele insiste com carinho até que ela cede.
As línguas dos dois dançam juntas em perfeita harmonia. Ele termina com um selinho e os dois estão ofegantes.
THOMAS - Desculpa, não vá embora. Fique, por favor.
Ele fala, esfregando os lábios nos dela.
MELISSA - Por que eu deveria ficar?
Ela diz, ofegante.
THOMAS - Porque eu estou pedindo, por favor, fique.
Ele fala e a beija novamente. Ele a tira da parede e a leva até a cama. Ele a deita e se deita em cima dela, sem soltar os lábios. Suas mãos percorrem o corpo dela, ele coloca a mão por baixo da camisa dela e sente sua pele macia. Mel tira as mãos dele do seu corpo.
MELISSA - Sai de cima de mim.
THOMAS - Para com isso, nós dois queremos isso.
MELISSA - Não, eu não quero. Sai.
Thomas se levanta, passa as mãos nos cabelos nervoso, olha para ela e sai do quarto batendo a porta com raiva. Ele vai para o seu quarto e sente seu membro latejar. O jeito é tomar um banho gelado.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 57
Comments
Ilma Matias da Cruz
vixe Maria que bichinha brava kkkkk
2025-03-08
0
Janet Almeida
Será......
2025-03-07
0
Edi Graças
O tipo de mulher que não cai na sua lábia bonitão 🤣🤣🤣🤣🤣
2025-02-02
1