De volta a atualidade
Nova York atualmente.
Oliver:
Minha mãe vai levando a cadeira de rodas para fora do quarto, depois de me convencer a fazer o tratamento com estímulos elétricos e a Fisioterapia, e também vai contratar uma cuidadora para me ajudar. Não sei se vou me adaptar, pois nesses dois anos a única que me ajuda a tomar banho é minha mãe, e a vezes tomo até sozinho. Com a força do braço consigo me mover e sentar em outro lugar, então as vezes vou com a cadeira até o banheiro e com bastante esforço sento no vaso sanitário e tomo banho com a ducha.
E faço o mesmo para deitar na cama, coloco a cadeira bem próximo e uso a força para me mover para a cama, assim não preciso que ninguém me carregue o tempo todo. Não teria necessidade dessa cuidadora, mas minha mãe está cansada e já tem uma certa idade.
Chegamos na cozinha e a Rosa abre um largo sorriso.
Rosa- Que bom que finalmente saiu do quarto menino.
Oliver- Eu não sou menino Rosa.
A Rosa é governanta da minha mãe, e como minha mãe veio morar comigo ela veio junto. Ela é como uma mãe para mim, foi depois do acidente que eu vi quem realmente se importa comigo.
Laura- Faça um jantar bem gostoso hoje Rosa, vamos comemorar que o Oliver vai fazer o tratamento e as fisioterapias.
Rosa- Que notícia maravilhosa, pode deixar que vou caprichar.
Oliver- Não precisa comemorar isso mãe.
Laura- Lógico que precisa filho, foram dois anos você se entregando a morte, mesmo estando vivo.
Não discuto mais, para minha mãe tudo é motivo para comemorar.
Fiquei ali na cozinha conversando com elas, já estava anoitecendo e minha mãe ajudou a Rosa a fazer o jantar.
Depois de pronto jantamos a mesa nós três, a Rosa é como se fosse da família e meu pai não se encontra mais entre nós. Terminamos e eu mesmo rodo as rodas da cadeira indo até a sala, coloquei um filme coisa que não faço a muito tempo. Nesses dois anos a única coisa que faço em relação ao mundo lá fora é somente ler contratos e assinar, e em casos raros participava de reuniões por vídeo chamada.
Estou assistindo e minha mãe vem falar comigo.
Laura- Filho, amanhã mesmo vou ligar para uma amiga minha que é dona de um hospital, para pedir os profissionais.
Oliver- Tudo bem mãe.
Concordo com ela e a gente fica assistindo juntos, depois que termina ela se reconhe e eu vou para meu quarto. Pego meu celular que está em cima de uma mesinha no quarto, vou na galeria, e do Play no vídeo que eu vejo todos os dias. Pode parecer loucura, mas é a única coisa que tenho para me lembrar dela, além das lembranças.
O vídeo que vi ela pela primeira vez, e ali já me encantei pelo seu sorriso. O vídeo das imagens de segurança, onde naquele momento só sabia que a queria e fiz tudo do jeito errado. Mesmo assim tive a oportunidade de ter ela, sentir o calor do corpo dela no meu, de tocar seu corpo perfeito e sentir seus toques no meu corpo.
Mas quando percebi que poderia fazer diferente, que não conseguiria mais viver sem ela foi tarde demais. Eu sei que a Lei do retorno existe e eu estou pagando por isso, um dia eu tirei a liberdade de alguém, e a vida me deu a maior das lições me deixando sem andar.
Eu sei que eu fui um canalha, mas eu só queria voltar no tempo e ter a oportunidade de pedir perdão a Emma, é isso que eu peço todos os dias. Queria somente uma chance de me redimir, mesmo que ela não quisesse ficar comigo, somente uma oportunidade de ver ela outra vez.
Mas infelizmente isso não é possível, pois eu não posso voltar no tempo.
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Atualizado até capítulo 77
Comments
Marcia Patette
Está enganado já já a oportunidade vai surgir e aproveita da forma certa
2024-10-30
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Família Soares
que enredo bom!!!
2024-10-09
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Maria Sena
Pois é, como dizem coisas do destino. Mas dizem também que nós que determinamos o rumo da nossa vida, pra melhor ou pra pior.
E tem a lei do retorno, tudo o que se faz de bom ou de ruim sempre volta
2024-10-09
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