Laura- Deficiência... A verdadeira deficiência está no abandono dos sonhos, da vontade de viver. A deficiência é aquilo que te prende por dentro, que engessa sua alma, sua fé, pois ainda que incapacitados de andar, todos somos livres para sonhar, para amar, para ajudar o próximo com uma palavra de afeto, um sorriso... somos livres para voar nas asas da nossa imaginação! Então não diga isso meu filho.
Oliver:
Realmente ela tem razão, e essas palavras me acertou em cheio.
Oliver- Tudo bem mãe, eu aceito!
Laura- Que felicidade querido, amanhã mesmo vou a procura dessas pessoas. Agora vamos começar saindo desse quarto. Nada de comer no quarto nunca mais.
Eu não respondo nada, e ela vai carregando a cadeira pra fora do quarto, até a claridade do corredor me incomoda. Depois do acidente, comprei outra mansão de espaço único, assim os quartos e todos os cômodos são na parte térrea.
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Oliver Jones atualmente com 29 anos
Emma Stuart atualmente com 21 anos
*2 anos atrás a**ntes de tudo*
Emma:
Vai fazer um ano que sair do orfanato. Lá eles não ligam muito se você terá onde morar quando sair. Simplesmente nos mandam embora assim que fazemos 18 anos, por sorte a coordenadora de lá me falou de um abrigo e foi a minha salvação, onde fiquei até conseguir arrumar um emprego. Arrumei um emprego de garçonete é o único emprego mais fácil de se contratar.
Trabalhei seis meses e aluguei um Kitnet e sair do abrigo. Mais o que eu mais temia aconteceu, fui despedida do trabalho. Então sem condições de pagar o aluguel do Kitnet, voltei para o abrigo e para a minha decepção não tinha espaço sobrando.
Vaguei pelas ruas de Nova York, com a minha pequena mochila na mão, era tudo que eu tinha. Com poucos trocados que me restava comprei algo para comer e sentei em uma praça, sem saber o que fazer.
Uma menina se senta ao meu lado, suas roupas estavam desgastadas, ela aparenta ter a minha idade e sem parecer indelicada e sem julgar ela apenas pelas roupas, até diria que ela era uma moradora de rua.
Moça- Dia difícil?
Emma- Um pouco...
Moça- É eu também..
Ela joga a cabeça pra trás e se espalha no banco da praça.
Moça- Você tem mais disso aí?
Ela fala se referindo ao hambúrguer que eu comia e meu coração gela, realmente ela é uma moradora de rua. E imaginar que ela deve ter bastante tempo sem comer, fez meu coração doer. Não pensei duas vezes e dei o outro que eu estava guardando para mais tarde, se passava de meio dia e aquele hambúrguer estava sendo meu almoço e o outro seria meu jantar.
Emma- Aqui pegue!
Entreguei a ela e ela sorriu, ficamos ali comendo e olhando as pessoas passando. Começamos a conversar e eu contei a ela sobre não ter onde dormir. Ela simplesmente me puxa pela mão falando que tem um lugar que eu posso ficar.
Chegamos a uma espécie de cabana em baixo da ponte.
Moça- É aqui onde eu moro, quando tem espaço nos abrigos eu vou pra lá é mais seguro. Quando não tem me viro por aqui, você aceita dormir aqui? É melhor do que o banco da praça.
Emma- Sim, está ótimo! - falo e realmente não tenho opção e podemos nos fazer companhia - Ainda não nos apresentamos.
Moça- Me chamo Liz!
Emma- Prazer Liz, Emma!
Liz- Vem vamos entrar.
Entramos e ali dormimos, a Liz me explicou mais ou menos como era dormir na rua. E me contou que infelizmente faz alguns roubos, mas somente de comida para sobreviver.
Eu tinha que saber, afinal essa poderia ser a vida que me espera a partir de hoje.
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Atualizado até capítulo 77
Comments
Vó Ném
Até aqui estou gostando!! mas oarece uma história triste!!!
2025-02-08
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Lorena
lendo mais uma vez. sempre me emociono
2024-10-31
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Carla Santos
nossa q triste 😢 vamos lá 30/10/2024
2024-10-30
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