Você é meu código

Enquanto Feyre discutia com Devon. Áquiles estava no alojamento com os outros humanos.

SAULO - Aí cara, porque fez o juramento pela senhora Feyre? Deveríamos ter jurado pelos nossos senhores?

HUMBERTO - É cara, todo mundo te olhou estranho na hora.

ÁQUILES - Não sei, eu só... achei que tinha que fazer...

RUPERT: O que rolou lá no castelo?

SAULO - A gente tinha que fazer um juramento, e o Áquiles além de jurar pelo rei, pelo casal fundador, Antígena e o acordo, também jurou pela senhora Feyre. E foi estranho.

ÁQUILES - Ja chega dessa conversa ta legal!

Áquiles não conseguia parar de pensar em Feyre no quarto de Devon, e do alojamento ele não conseguia levar sua mente até ela pra ver o que estava acontecendo naquele quarto. Algo dentro dele dizia que aquilo não estava certo.

RUPERT: Ta irritadinho ele hein. E o acordo, do que se tratava?

Saulo e Humberto trocaram olhares, eles foram alertados por seus senhores a não confiarem em Rupert, justamente porque eles não confiavam em Freydes.

SAULO - Fomos orientados a não falar nada sobre o acordo, foi mal cara.

RUPERT: Quanto mistério. Vocês tem mais adrenalina que eu, mas eu tô de boa. Fiquei aqui com as senhoras Freydes e Tânira, foi divertido, aprendi muito sobre ovos e dragões.

HUMBERTO - Pois eu tô doido por uma ação, até agora só Áquiles foi agraciado.

ÁQUILES - Agraciado? Eu quase morri nas mãos daquele dragão lunático. Se não fosse a senhora Feyre, não tinha como sobreviver. Até hoje sinto calafrios só de lembrar, então deixa de ser idiota e luta pra continuar vivo e em paz.

HUMBERTO - Foi mal cara. Você tem razão, eles são dragões, não tem como lutar contra eles.

SAULO - Não tem mesmo.

No dia seguinte

Áquiles não conseguiu pegar o olho a noite inteira, levantou cedo, fez a sua higiene e saiu para o café da manhã antes de todos. Ele precisava ver Feyre e comprovar que ela realmente estava bem.

As serviçais ainda estavam colocando a mesa do café quando Áquiles chegou. Ele ficou parado na entrada da sala de jantar aguardando os dragões chegarem para o café.

Minutos depois Daemon chegou para o café.

DAEMON - Pelo visto não conseguiu dormir Áquiles.

ÁQUILES - Estou bem senhor!

Darmon deu uma risada sarcastica ao ouvir a resposta de Áquiles. Ele sabia exatamente o que se passava no coração e na mente do humano.

Tempos depois Devon chegou a mesa e por fim Feyre apareceu.

Feyre e Áquiles trocaram olhares, porém ela se manteve firme e lhe enviou um pensamento pedindo que se mantivesse calmo, pois era provável que Devon o provocasse e lhe garantiu que ela estava bem.

Freydes apareceu por último para o café da manhã, após a chegada dela os demais humanos se juntaram a Áquiles na entrada da sala de jantar.

FREYDES - Como foi a reunião ontem?

FEYRE - Muito bem. Viajaremos para os reinos humanos em breve.

FREYDES - Aprovaram o acordo?

FEYRE - Sim.

FREYDES - E o que tinha no acordo?

FEYRE - Isso é uma preocupação sua ou do Ice?

FREYDES - Não confiam em mim?

DEVON - Como confiar em você após ter colocado Ice nesse castelo, o humano ali quase morreu.

Indignada Freydes se levanta com raiva e sai da mesa puxando Rupert consigo.

Em seguida Daemon se levanta e também sai junto com Saulo. Por fim Feyre se levanta e chama Áquiles, porém é interrompida por Devon

DEVON - Feyre!

FEYRE - Sim!

DEVON - Valinor virá aqui hoje, ele vai acertar os últimos detalhes do acordo, você e o humano devem ver isso com ele.

FEYRE - Ok, com licença.

Feyre faz menção de sair, porém mais uma vez Devon lhe interrompe, chamando a atenção de Áquiles dessa vez.

DEVON - Como vai a sua mãe Áquiles?

ÁQUILES - Desde que cheguei aqui, ainda não vi a minha mãe senhor.

DEVON - Quero que vá vê-la antes de viajar ao reino humano.

ÁQUILES - Certo senhor.

FEYRE - Mais alguma coisa Devon?

DEVON - Não, podem ir.

Feyre segue com Áquiles até o seu quarto, ao fechar a porta ela já decide explicar a ele tudo que ocorreu e qual é a sua relação com Devon.

FEYRE - Devon e eu tínhamos uma espécie de relacionamento quando eu era mais jovem. Ele me usou, abusou da minha inocência e obediência. Me fez ceder aos seus caprichos, ele queria que eu lhe desse um ovo de dragão super poderoso, mas isso nunca aconteceu, porque eu não o amava, e nem ele me amava.

Áquiles olhava pra Feyre abismado com essa revelação.

FEYRE - Eu lhe disse que Devon sujava tudo que tocava, e é verdade, ele acabou com a minha alegria, com a minha vida, eu me sentia suja toda vez que me deitava com ele. E depois que ele trancou Rainir no fosso, eu o odiei e jurei nunca mais ceder a ele. E nunca mais cedi. Porém ele continua tentando, como tentou ontem, mas nada aconteceu. Nada vai acontecer, nunca mais.

Áquiles ficou calado ouvindo o relato de Feyre. Até que decidiu falar.

ÁQUILES - Você me acusou de ser amante do rei, quando na verdade era você quem abria as pernas pra ele. Eu achei que você não assumia o que sente por mim por eu ser um humano, mas na real você não faz isso por Devon.

Com raiva Áquiles pega um vaso e arremessa em direção a Feyre que esquiva, o vaso bate na parede e se desfaz em pedaços.

FEYRE - Ficou louco? Faz 100 anos que não me aproximo de Devon. Eu o odeio, só fico ao lado dele por Antígena, ele é o rei é meu dever ajuda-lo a governar e só. E, sim não assumo o que sinto por você por medo, nunca poderemos ficar juntos, e você pode se machucar, eu morreria se alguém te machucasse.

Áquiles sente o seu sangue ferver ao ouvir as palavras de Feyre.

FEYRE - É melhor você voltar a vila dos humanos, vou te liberar da sua lealdade a mim, volte a vila, se case com uma boa moça e seja feliz. Pois, se Devon sonhar que estamos juntos, ele não vai te tolerar aqui.

ÁQUILES - Eu não vou embora, não posso, eu amo você, você é meu código, eu sinto isso, declarei ontem na frente de todos, eu preciso te proteger, cuidar de você, nada mais me interessa.

Feyre abraça Áquiles que lhe retribue.

ÁQUILES - Me perdoe pelo vaso, eu sou um idiota, quero te proteger e acabo te atacando assim. E nós vamos ficar bem, vamos dar um jeito nisso, mas não vou embora, nunca mais me mande ir embora entendeu?

Áquiles segura o rosto de Feyre com as duas mãos fazendo-a olhar em seus olhos. E em seguida aproxima seus lábios do dela, de inicio ambos parecem estar com medo do que vai acontecer daqui pra frente, e esse beijo representa isso, mais a medida que seus lábios se encontram, ambos correspondem e pela primeira vez selam um beijo calmo, lento e apaixonado. Um beijo de amor!

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