Nick
Assim que colocamos as meninas no carro e saímos, houve mais um tiroteio e um pouco de perseguição, tinha mais homens do que nos informaram.
Como era noite, alojamos as meninas nas casinhas de madeira em camas limpas e confortáveis. Elas não estavam nem de longe tão ruins como as primeiras, mas ainda sim, umas delas precisou de atendimento médico.
As outras preferiram ir tomar banho e dormir, elas estavam com medo de nós. Uma delas reconheceu um dos nossos homens. Eu o dispensei para a cidade, não queria causar tumulto, mas a verdade é que uma hora ou outra, elas iam saber.
Fui para a casa da minha mãe e deitei no que agora era meu quarto.
Tentei dormir, mas levei bastante tempo, só consegui quando o sol já estava entrando nas cortinas.
Mas logo fui acordado.
- o que foi? - pergunto sonolento
- Avisaram da estrada que tem homens vindo para cá! - minha mãe diz com uma espingarda na mão
Dou um pulo da cama e coloco a primeira roupa que vi e minhas botas. Pego minhas armas que estavam ali e corro para a rua.
Os homens dali já tinham montado barricadas e colocado os carros na frente para ajudar na proteção.
Um deles vem até mim e pergunta:
- o que fazemos com as meninas? Elas estão apavoradas e se juntaram tudo dentro de uma casa?
- Merdä... viu a Daniele? - pergunto
O homem me olha sem saber de quem estou perguntando.
Começo a correr e vou até onde Daniele estava ficando nos últimos dias.
Bato na porta.
- Daniele! Preciso de você! Tá dormindo com todo esse barulho? - pergunto da rua
Para minha surpresa quem abre a porta é o Esposito.
- o que tá fazendo aqui? - pergunto
- anda me fazendo muito essa pergunta, mas não vejo como isso seja da sua conta! - ele fala sorridente
Filho da putä
- Daniele! - chamo ignorando ele
Ela logo surge na porta
- sim? - ela diz já com duas armas na mão e um colete a prova de balas.
- Preciso que você vá falar com as meninas a e seria bom até ajudar na proteção delas, acho que elas se sentiriam mais confortáveis com uma mulher lá, do que um bando de homens mal encarados! - falo, mas ela entende que estou pedindo
- claro Nick, vou para lá, mas preciso igual que mais homens venham me ajuda, caso cheguem até lá! - ela diz
- não vão chegar! - afirmo
- vou com você Daniele, levo meus homens junto! - O Esposito diz e se eu não estivesse com pressa iria recusar
- Ok - aceno para Daniele e volto para onde estava o alvoroço de homens reunidos
Os homens do Esposito passam por mim em formação e bem rápido. Pareciam um bando de soldadinhos... idiotas...
- A ORDEM É MATAR! NÃO IMPORTA QUEM SEJA! - grito e me posiciono atrás de uma barricada de saco de cimento, de onde tinham tirado isso?
Devia ser coisa da Martina isso aqui.
Logo ouvimos barulho de carros e muita poeira. Um segundo depois barulho de tiros.
Os homens que se aproximavam estavam em picapes e nas traseiras tinham metralhadoras.
Que saco, mal dormi e ainda ia ter que me preocupar com isso.
Eram quatro carros, que pareciam estar cheios. Ainda bem que tínhamos muitos homens aqui, se tivesse sido na semana passada esse ataque, a gente ia tá fudidø.
Dou o primeiro disparo e todos vão junto comigo atirando.
Os carros andam em zigue zague e eu moro bem no pneu da frente de um deles, que capota e bate numa árvore.
Os outros três carros aceleram e vem em nossa direção.
Eu corro dali e vou até o celeiro, no caminho chamo um homem comigo. Ia precisar de alguém dirigindo.
Eles acham que só eles tem aqueles carros? Estava enganados.
Quando saímos do celeiro, eles já tinham entrado. Vários homens tinham decido dos carro, mas ainda tinham os que estava dirigindo e atirando deles.
Ótimo, íamos ter muitas baixas.
Nas barricadas nossos homens começam a ser atingidos, alguns começam brigas corpo a corpo.
Bato no teto da picape já posicionado na traseira com a metralhadora.
O homem acelera e eu começo os disparos nos carros.
Assim que eles me vêem, miram na nossa direção, eu só esperava que o cara que eu chamei junto, fosse bom.
E ele era, ainda bem.
Andamos em zigue zague, eu me desequilibro, mas logo me ajeito e consigo atirar neles. Primeiro mato os que estavam atirando das traseiras, depois apenas furo os pneus deles e eles capotam.
Ouço um grito de mulher no meio daquele tiroteio todo. Não sei como... Bato de novo do teto do carro que tô e ele para.
Eu desço e vou seguindo os gritos.
Quando identifico e entro na casa de madeira, vejo um homem em cima de uma menina na cama.
Não faço barulho, ela continua os gritos, ainda não me viu também. E eu não conseguia ver quem era.
- eu disse que vocês não iam se livrar de mim NUNCA- ele grita no ouvido da menina
Eu os alçando e puxo ele pela camiseta para o chão.
Era o desgraçado do cafetão das meninas que resgatamos ontem. Achei que com a pancada na cabeça que ele levou, ou estaria morto, ou iria levar um tempo para se recuperar.
Assim que ele cai no chão, meto a porradä, fico de joelhos no chão por cima dele socando sua cara.
Ele se defende e me acerta um soco que me derruba para o lado, agora ele estava por cima e me batendo.
Alcanço minha faca que estava na bota e com muito esforço cravo na sua perna. O homem grita e para os socos no meu rosto.
Eu o empurro e depois... Chloe... chuta minha arma para mim, tinha caído da minha cintura e eu nem vi.
Cato a arma do chão e ele rasteja até uma parede, segurando sua perna ferida.
- Parece que elas vão se livrar de você sim! - falo e miro na cabeça dele, dou um disparo certeiro bem no meio da sua testa.
Chloe estava num canto me olhando.
- era você ontem... - ela diz baixo e me olhando estranho
Só então me dou por conta que não coloquei minha touca ninja... merdäaaaaa
- É... era eu... - falo
- obrigada - ela diz baixo
- por que estava aqui sozinha? - pergunto me aproximando dela
- o médico me deu um remédio para dormir, eu estava com... dores - ela fala
- entendo - chego perto dela e toco seu braço que tinha um corte e estava sangrando
- está tudo bem - ela diz tentando parecer forte, mas eu sabia que não estava
- ele... conseguiu fazer algo mais? - pergunto e ela entende
- não... você chegou bem a tempo, ele só me tocou com aquelas mãos nojentas - ela diz
- ótimo - falo e então percebo que o tiroteio lá fora parou
Me afasto dela e abro uma fresta da janela. Nossos homens estavam mais calmos e juntado os mortos do chão. Tínhamos acabado com eles, ainda bem.
- como ele te achou aqui? - pergunto e olho para ela que ainda estava no mesmo lugar
- quando me acordei e ouvindo barulho, eu abri a porta, então fiquei aqui dentro, nem um minuto depois o desgracadø entrou - ela diz
- ele deve ter visto você... bom, precisa de algo? - pergunto indo em direção a porta
- é.... - ela não diz nada apenas fica me olhando
- não... - ela diz depois de quase um minuto
Então eu saio dali e vou ajudar nossos homens.
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Atualizado até capítulo 46
Comments
Jocilene Santos
a Dany é rápida praticamente acabou de ficar com Nick e já foi ficar com o outro ainda querem ela com Nick como disse eles não estão na mesma sintonia vamos ver com a cloe ela parece uma mulher de fibra q não abaixa a cabeça pra ninguém
2025-03-23
1
Michele Pereira Pacheco de Oliveira
o Nick podia ficar com essa mulher que ele acabou de salvar novamente
2025-03-24
0
Viviane Maria Dias
ja quero esse casal
2024-06-16
4