Nick
No caminho para a casa da nossa mãe, nós fomos quietos.
Eles deviam estar ansiosos por vê-la. Nossa mãe era incrível, mas nosso pai a estragou de todos os jeitos possíveis.
Quando chegamos lá, elas nos esperava no deck de madeira da casa principal.
Henrique que foi dirigindo, parou o carro bem de frente para a casa.
Eu desci na frente e dei uma abraço apertado nela.
- mamãe... como a senhora está? - pergunto
- bem meu querido e você?
Antes que eu respondesse, assim que ela viu Alan e Henrique se aproximar, ela desceu correndo a escada do deck.
- meus meninos - elas diz abraçando os dois fortemente e cai de joelhos. Henrique e Alan vão junto com ela pro chão de joelhos também.
Não foi tão emocionante comigo, mas eu não iria ficar com ciúme disto. Ou ia?
Nossa mãe está com um braço em cada pescoço deles. Os dois também de joelhos a abraçam e ficam de olhos fechados.
Lágrimas correm pelos rostos deles, nossa mãe soluça e fala os nomes deles com a cabeça jogada para trás.
- meu Deus... tantos anos sem ver vocês, ah... meus meninos, agora são todos homens barbados...
Henrique fica em pé e esfrega o rosto, disfarçando o choro, mas sua cara estava vermelha e meio inchada também... eu ia zoar ele depois por isso, certeza.
Alan ajuda ela a ficar em pé e da mais um abraço apertado nela. Eles caminham até onde estou no deck.
- por que está mancando? - Henrique pergunta observando ela
Ela me olha e eu aceno com a cabeça.
- isso foi resultado de quando quebrei a perna e não tive os cuidados necessários
- e quando foi isso? - Alan pergunta
- foi quando seu pai me trouxe para cá... ele me deu uma surra, foi quando quebrei a perna. Ele me trancou aqui e sumiu por dias. Eu fiquei agonizando de dor, até ele aparecer e chamar um médico - ela explica
Eu já tinha ouvido a história, mas não deixou de me enjoar novamente.
Henrique bufa e larga um palavrão.
- desgracadø filho da putä - Alan fala
- tudo bem, tudo bem - ela diz passando a mão no rosto dele.
- vamos entrar - falo e abro a porta da casa
Entramos e a casa não é muito grande, mas é bem aconchegante, toda de madeira e móveis rústicos, cortinas brancas nas janelas e uma lareira no centro da sala.
- sentem-se por favor! - ela pede
Nós nos sentamos ela trás café e depois senta numa cadeira de balanço a nossa frente.
- eu mal posso acreditar que vocês três estão aqui comigo... achei que nunca mais veria vocês juntos meus filhos
- bom mãe, sinto muito, nós ficamos sabendo a pouco tempo que estava viva - Alan fala
- é, eu contei a ela que descobri sozinho e que demorei um pouco a contar para vocês, até porque nosso pai estava vivo e podia tentar algo contra ela - falo
- ainda sim, devíamos ter vindo antes! - Henrique diz olhando para o nada
- a meus amores, está tudo bem! quando vocês nunca apareceram aqui, soube que algo tinha acontecido, primeiro achei que ele podia ter matado vocês, mas depois de muita insistência, ele me disse que vocês estavam vivos e bem cuidados - nossa mãe fala
- nos conte tudo, por favor... - Henrique fala
Ela suspira e depois começa.
- bom, vocês sabem que seu pai começou a ficar maluco de ciúme e me bater mais do que já batia antes. Então eu tentei fugir e ele me pegou, achou que eu tinha outro, mas não, eu só não aguentava mais apanhar e ficar dias dolorida e inchada... então... eu tentei fugir, por mais que me doesse abandonar vocês... mas ele me pegou, me trouxe para cá e me bateu até eu desmaiar, quando acordei, minha perna doía demais e não consegui mexer, então vários dias se passaram, eu não tinha comida, somente água, passava mais desmaiada do que acordada, até que seu pai finalmente voltou, trazendo comida e viu que minha perna estava quebrada, aí mandou chamar um médico, mas já era tarde para poder me recuperar 100%. Então ele vinha aqui raramente, as vezes trazia bastante comida, outras vezes pouca, me deixando a míngua... foram anos horríveis. Eu ficava trancada, até que tentei fugir daqui, mas eu nem sabia onde estava, andei muitos quilômetros a pé, até que desisti e voltei antes que me perdesse. Então nunca mais tentei ir embora e me conformei. Mas a dois anos, Nick apareceu aqui, eu nem o reconheci... mas ele veio, passou a trazer muita comida, água, roupas e outras coisas para a casa. Graças a Deus que o pai de vocês nunca descobriu, ou teria feito algo a respeito
Eu já conhecia toda a história... mas relembrar era horrível. Eles ouviram tudo em silêncio. Henrique parecia que ia quebrar o braço do sofá de tanto que apertava.
Alan tentou disfarçar, mas vi lágrimas em seus olhos.
Henrique levanta devagar e vai até nossa mãe, ele fica de joelhos no chão e deita a cabeça nas pernas dela.
- sinto muito mãe, se ele já não estivesse morto, eu o mataria hoje mesmo - Henrique diz
Alan vai até nossa mãe pelas costas da cadeira e a abraça.
Eu sabia o que eles estavam sentindo, eu já tinha sentido. Doía demais saber que ela tinha passado por tudo isso sozinha, sem apoio... passando fome, quando nós tivemos tudo do bom e do melhor.
Nosso pai devia ter sofrido mais aquele desgraçadø, e pensar que até uma certa idade eu quis ser como ele, como era burro e ingênuo.
Nossa mãe conta várias histórias sobre tudo que passou, fazendo com que nós três chorassemos igual crianças.
Com certeza nunca falaríamos a respeito disso, nunca mesmo!
Depois ela mostrou as casinhas da propriedade e disse que iria adorar ter algo para fazer, que seria uma honra cuidar destas moças que nosso pai vendeu. Eu não contei a ela que participei daquilo...
Ela iria me odiar se soubesse... eu tinha recuperado minha mãe a tão pouco tempo, não queria perde-la por causa do meu pai novamente.
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Atualizado até capítulo 46
Comments
Cleidilene Silva
o velho asqueroso não fez mal somente a ela,as garotas tirou das suas famílias!
2025-03-15
0
Andréa Debossan
nossa coitada da mãe deles! Tomara que o infeliz queime no fogo do inferno e ainda é pouco pra ele
2025-03-11
1
Márcia Jungken
ainda bem que aquele escroto nojento já está no inferno
2024-01-13
6