O enterro

John Black o lobo de aço

Este é o lobo de aço, futuro super herói, e a passagem que faz parte de sua historia.

-  Lamento pela morte de seu irmão. Disse John Black amigo de Paulo já na parte onde estavam enterrando os caixões.

-  Nem deu prazo para com que nós se conhecêssemos melhor, mais achei terrível pela forma no qual foi executado ele e sua família. Disse Paulo entristecido.

-  Que bom você ter vindo enterrá-lo aqui em Curitiba, e não no Rio de Janeiro.

-  Foi aqui em que nascemos será aqui onde iremos ser enterrados, vou ficar aqui por alguns dias até retornar ao Rio.

-  Cruel isto! Nem cheguei a conhecer ele, mais devido ele ser seu irmão gêmeo, é eu ser como seu irmão já sinto a dor da perda. Disse John.

-  Você era antipático, odiava você nem sei como se tornamos melhores amigos, pra mim você sempre foi meu irmão de verdade, eu lamento mais é pela morte da família dele os filhos e a mulher dele ser queimado, só Deus sabe o que passaram antes disto. Disse Paulo olhando para sepultura de Guilherme e Maurício; e continuou dizendo:

-  Eu agradeço por está aqui, não sabe o quanto significa para mim, sei que já não e fácil ter perdido o pai, nem terminou o seu luto para estar aqui para dividir o meu.

-  Você sabe o quanto odiava meu pai, nem em luto estou por ele, mereceu ter chegado a hora, e morrer de câncer não e nada comparado a ser queimado. Disse John Black meio revoltado.

-  Eu sei o que ele fez, mais todos nós eramos e merecemos perdão um dia. Disse Paulo.

-  Sim, e verdade, mais esse dia irá demorar chegar.

-  O importante e chegar! Disse Paulo.

-  Até hoje sonho com aquele dia em que vi minha mãe sendo brutalmente assassinada pela fechadura do armário. Argumentou-se John Black.

-  O importante e que de todo jeito você saiu de Paris para vir aqui já tinha dois anos que não via você. Disse Paulo tentando mudar de assunto para o clima não ficar mais pesado.

-  Vim com boas noticias mais chegando aqui, vi que não vou voltar infelizmente com melhores. Disse John.

-  Infelizmente a vida e cheia de surpresas. Disse Paulo a John tentando disfarçar tristeza em si.

-  Bom depois da morte de meu pai, teve algumas coisas surpreendentes que aconteceu.

-  Que coisas? Perguntou Paulo.

-  Lembra daquela ruiva branquela da escola, uma nerd, filha de fazendeiro, que agente gostava de zoar dela, pois ela tinha umas bochechas enormes... Agente dizia que ela parecia o fofão. Disse John Black fazendo gestos, enquanto caminhava indo embora, pois já havia encerrado o enterro.

-  Sim eu lembro, coitada agente pegava muito pesado com ela, não só pela bochecha mais pelo fato dela ser filha de agricultor e morar na fazenda por se vestir igual caipira, e ser feia, (risos), agente era apenas crianças e ele por estudar num lugar onde só tinha ricos não dizendo que ela não fosse mais não se comportava como a maioria se comportava.

-  Então, ela num certo tipo era meio retardada, mais eu a vi hoje. Disse John Black

-  E ai como ela está? Perguntou Paulo.

-  Você não vai acreditar, ela foi parar no meu escritório, para uma entrevista de emprego, ela se formou em administração, após uns problemas com o antigo o mandei embora, agora com as ações do meu pai o que eu tinha milhões passou a bilhões, e advinha ela que me reconheceu. Disse John Black

-  Serio isto? Perguntou Paulo.

-  Eu nunca a reconheceria, ela está super gata, provavelmente nem tenho chances, se eu voltasse ao passado falaria pro meu eu criança pra nunca zoar ela. Disse John Black.

-  As pessoas mudam não é! Como ela ficou? Perguntou Paulo.

-  Ela perdeu aquelas bochechonas, ficou alta e linda parece modelo, confesso que quase sai gritando, a primeira coisa que ela lembrou foi do quanto eu zoava ela. (risos) respondeu John Black.

-  Eai, a chamo pra tomar um café pra fazer as pazes? Perguntou Paulo.

-  Chamar ela, além de ser totalmente sexy e a mesma que conseguir do sol água. Disse John Black descontraindo Paulo.

-  Eai vai contratá-la? Perguntou Paulo.

-  Sim! Mais não pense você que é pela beleza dela, ela tem potencial e foi além do que eu esperei isso pelo lado profissional. Disse John Black a Paulo que riu dizendo:

-  Sei... Sei...

-  Mais eu vou deixar a empresa em boas mãos vou fazer o teste por três meses e depois vou voltar para Paris, porque você sabe meu negocio não e com engenharia, e sim com tecnologia avançada. Disse John Black.

-  Não é sem motivos que você com quinze anos foi chamado para trabalhar na plataforma da APPLE. Disse Paulo a John Black, que riu dizendo:

-  Foi sim! Aliás, não fui chamado para trabalhar, fui chamado pra pagar em trabalho invés de ir preso, mais isso tem muito tempo que tentei hackear a primeira plataforma de um Apple, ou eu ia para lá ou ia para a prisão.

-  Essa você não havia me contado ainda!

Mais qual o nome mesmo da garota?

Perguntou Paulo.

-  Scarlet Johnson. Respondeu John Black.

-  Nome muito bonito para quem era

caipira. Disse Paulo

-  Não Fode seu velho. (risos)

-  Mais já que voltou ao Brasil, por quanto tempo quer ficar aqui? Perguntou Paulo a John Black enquanto andavam.

-  Bom, provavelmente uns três meses, talvez quatro não sei ao certo! Respondeu John Black olhando para seus pés enquanto andava.

-  Precisa de todo esse tempo para pegar a Scarlet? Ironicamente perguntou Paulo.

-  Não estou aqui para pegar ninguém, só vim pelos negócios, após isto vou viajar, decidi cuidar mais de mim,  sair do stress dessa vida por um tempo. Respondeu John Black.

-  E para onde vai viajar? Caldas novas? Riu Paulo sendo sarcástico enquanto perguntava.

-  Melhor! Vou para amazonas, vou ser voluntario de uma organização que vai nas tribos indígenas, fazendo um check-up em saúde. Respondeu John Black.

-  Espere aí! Acho que fumei algo, pois não entendo (Paulo deu um leve riso), desde quando você virou filantropo? Porque este não e John Black que eu conheço que só liga para si mesmo e que se fôda os outros, deve ser um sinal que Deus existe mesmo.

Disse Paulo sarcasticamente olhando para John Black.

-  E complicado, fui obrigado a revelar meu lado bom, na verdade tenho que tentar alcançar uma vida sem agitação por alguns meses e também uma alimentação vegetariana. Disse John.

-  Vai me dizer que virou religioso?  Perguntou Paulo meio assustado.

-  Não... ainda não. Disse John Black passando a mão na cabeça após dar um leve sorriso.

-  Então o que é? Perguntou Paulo.

-  Se você prometer que não vai chorar(riu John levemente), eu descobri que estou com câncer! — Disse John Black olhando para Paulo nos olhos tristemente, e continuou dizendo — Nem imaginava eu, que com vinte anos poucos anos de idade poderia ter essas coisas, mais foi uma herança que o velho deixou para mim, uma doença hereditária que vem na família Black a cinco gerações, o sinal inicial da doença aparece nos quarenta anos de idade, mais no meu caso apareceu agora devido à vida que eu levava cheia de estresse e adrenalina, sexo, drogas e rock’n roll todos os dias, meu pai sabia e não me avisou, tenho poucos meses de vida, não adianta fazer cirurgia essa merda sempre volta, e no meu caso, o câncer espalhou rapidamente por todo o corpo. Acredita que além de ter atingido o pulmão, estômago e cérebro essa merda com tantos lugares para me matar veio logo atingir minha próstata e provavelmente posso perder meu querido amiguinho antes de morrer. Disse John Black contrariado, sendo sarcástico ao falar isso meio que zuando um pouco.

-  Mano, nem sei o que dizer… acho que deveria se matar agora já que está aqui no cemitério, pelo menos eu economizo no transporte. Disse Paulo sendo sarcástico.

-  Claro, com certeza, amigos são para essas coisas, para que vou te dar tanto trabalho, né?! — Disse John Black sem perder o senso de humor.

-  Nunca pensei que iria ter que chorar no seu enterro antes dos cinquenta anos, agente já passou muita barra pesada juntos, e você ter que ir embora assim e a maior foda da vida, só faz um favor já que vai morrer mesmo vê se não fica prostrado na cama quando chegar ao fim e muito pior isso. Disse Paulo entristecido.

-  Calma eu nem terminei de contar o resto, quando descobri isto nem quis mais viver, mais, quando do nada ligou para mim um homem dizendo saber da minha situação, e que poderia me ajudar com uma vacina experimental. Disse John Black pouco animado.

-  Sei não isso está parecendo coisa de filme (riu Paulo ao dizer isto), tome cuidado antes de tomar uma atitude, como você disse a droga e experimental, você não sabe o que ela pode fazer com você. Disse Paulo segurando o ombro esquerdo de John Black.

-  Ele disse que ela e usada em astronautas para com que não percam muito a massa óssea e não envelheçam rapidamente por causa da gravidade, ela tem muitos benefícios e será usada futuramente em moradores no espaço, ele disse que tenho setenta por cento de chance de me curar e acabar com o câncer que segue por gerações na minha família. Disse John.

-  Tome cuidado, antes de ser uma cobaia desses caras, talvez você morra mais rápido por que não a garantia de vida nisto, ou... Quem sabe se você não curar vire um mutante igual naqueles filmes da Marvel e DC. Disse Paulo com um bom senso de humor.

-  De todo jeito vou morrer mesmo, não me importo se adiar isso, mais virar um super herói (risos), acho que essa não seja a minha praia mais eu iria gostar, só tenho que acreditar que não seja igual ao deadpool. Disse John rindo.

-  Bom eu espero, mais como esse cara te achou e como eu te conheço bem já deve ter pesquisado sobre ele, eai? Perguntou Paulo preocupado.

-  E ai que esta o “x” da questão meu irmão, não consegui nada e além de tudo no registro da companhia telefônica não consta nenhuma ligação desse sujeito. Disse John Black meio pasmado.

-  Se eu fosse você teria medo disto. Alertou Paulo a John Black.

-  E eu tenho. Respondeu John já fora do cemitério perto do carro que vieram.

-  Bom o que você vai fazer hoje? Vamos tomar alguma coisa mexer com algumas mulheres e comemorar a sua morte antes do dia ou então a sua provável cura em nome daqueles velhos tempos de colegial. Disse Paulo em um bom humor.

-  Eu estava pensando em sair com a Scarlett, mais estou realmente precisando matar a saudade dos nossos velhos tempos em que não havia limites para colocar a cidade do avesso. Disse John empolgado mais continuou dizendo:

-  Só acho absurdo você querer festejar enquanto estão mortos seus parentes.

-  Triste é ter perdido eles, mais não e por isso que vou chorar por quem não vê e também não chora mais, já tiveram meus pêsames. Disse Paulo a John Black.

-  Bom se foi eu que ensinei isso a você... Acho que deveríamos sermos irmãos ao invés de amigos, mas devemos ter pelo menos um mínimo de respeito. — Disse John Black com um leve sorriso sarcástico no rosto.

-  Disto concordo, dê valor em quanto vivem, o respeito se deve somente a mim, não ficou ninguém para chorar aqui por eles, não posso me deixar abater agora, tenho muitas coisas para resolver. Disse Paulo já dentro do carro pronto a ir embora.

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