* * *
No dia seguinte, após sair da empresa encerrando meu trabalho, vou direto atrás do desgraçado que assédiou Elizabeth e me fez fazer oque fiz com ela.
Miguel conseguiu saber o local onde ele estaria nesse horário, que era um bar. Quando entro, de cara vejo o desgraçado aos risos com outros homens.
- Filho da put@! - grito após lançar um suco em seu rosto o fazendo cair da mesa.
Ele se assusta ao me ver se arrastando para trás colocando a mão no olho que agora escorria sangue.
- Você ta louco?! - Ele grita.
Todos os caras do bar se afasta por conta da briga. Aperto o meu punho e o levanto, dando vários socos nele.
- Desgraçado!! mexeu com a mulher errada, filho da put@! - meus socos ficam frenéticos, ele já no chão novamente com o rosto e roupa cheia de sangue.
Dou um chute em sua barriga e quando penso em dar outro golpe, um homem me segura.
- senhor, por favor, peço que se retire.
- Da próxima vez que te ver perto da minha mulher, eu te mato! - eu falo, saindo do local com meus punhos ardendo e manchados de sangue.
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* Quebra de Tempo *
Chego em casa cedo e vejo que mais uma vez Elizabeth não esta fora de seu quarto.
- ela não desceu hoje denovo? - pergunto para Laura mais uma vez, completando duas semanas da mesma pergunta repetida todos os dias.
- não senhor... eu estou preparando almoço para levar pra ela no quarto denovo. Ela não sai do quarto para nada. As meninas da limpeza entram lá dentro e ela continua na cama. - responde Laura tristemente.
Me irrito, comigo mesmo. Tomo uma decisão, uma decisão que já devia ter tomado faz tempo.
- não se preocupe, prepare o almoço para nós dois na mesa. - digo saindo da cozinha.
Bato na porta do quarto de Elizabeth. Nenhuma resposta, bato denovo mais forte.
- Laura? já estou indo... - escuto a voz dela e seus passos vindo até a porta.
- Sou eu Elizabeth. - digo e me arrependo, pois paro de escutar seus passos. -- Elizabeth?
Nenhuma resposta.
- Por favor, venha descer para comer comigo. - peço com uma dor no peito.
- Estou sem fome. - ela diz e logo escuto seus passos se afastarem da porta.
- na-nao, espera! - digo tentando abri a porta mas estava fechada. - ok....só me escuta do outro lado por favor.
Escuto seus passos vindo até a porta e percebo que ela se sentou no chão do outro lado, e assim, eu faço o mesmo do meu lado.
Respiro fundo antes de começar a dizer.
- Quando eu tinha 15 anos, acabei vendo a pior coisa da minha vida... - dou uma pausa limpando o suor da testa - Minha mãe estava tr@ns@nd∆ com um homem que não era meu pai, na casa deles, na cama deles. - cutuco um fio do meu cabelo e prossigo. - eu...aquilo me deixou louco. Louco de ódio. Eu nunca tive nenhuma boa relação com meu pai e com ninguém, que não fosse minha mãe. Ela era a unica pessoa com quem eu compartilhava confiança, até eu ver aquilo. - sinto minha respiração falhar mas passo a lingua nos lábios secos tentando manter a calma - meu pai era um babaca, ele a maltratava...mas minha mãe não devia ter traido ele, o divorcio era a solução, não a traição. Eu iria aceitar o divórcio, não isso. - respiro fundo puxando o ar que me escapa dos pulmões. - depois de aquilo ter acontecido, decidir não confiar em nenhuma mulher mais. Que todas são Inquais e todas querem apenas sexo. E foi isso que eu dei a elas. - solto o ar pela boca dessa vez -nunca contei isso para ninguém além de Miguel, bem, oque eu quero dizer é...sinto muito pelo o que eu fiz...eu fiquei com tanto medo de ser traido que acabei não acreditando em você, e mesmo que se estivesse traido, não devia te agido assim.
- Eu não me vendi. - escuto sua voz finalmente.
- ah?
- me venderam.
- como assim? do que esta falando? - fico confuso.
- eu não estava no leilão porque quis. - ela diz e escuto sua respiração ficar mais forte. - como você disse...eu não me vendi.
De repente me bate uma lembrança de quando joguei na cara dela por ter se vendido, e isso me faz aumentar ainda mais o ódio que sinto de mim mesmo. Quando penso em dizer algo, ela prossegue.
- Meus pais estão mortos. Houve um incêndio em minha casa quando eu tinha 16 anos, minha mãe morreu na casa e meu pai não aguentou, e acabou morrendo no hospital. Fui levada para um orfanato, e quando iria completar quase 18, um casal estranho me adotou e me venderam no dia que fiz 18 e no mesmo dia...fui comprada no leilão.
Meus lábios secam ao escutar tudo aquilo, um remorso e ódio bate forte em meu peito.
- Elizabeth...eu, eu sinto muito...eu não sabia, quero dizer, me perdoe..quero dizer, não mereço seu perdão. - as palavras saiam atropeladas e hesitantes. E me levanto de súbito agitado.
Escuto a tranca destravar, e a porta se abre.
Aparece uma Elizabeth com os cabelos soltos com ondas mostrando uma bagunça divina, pálida e com um olhar sonolento. Meu olhar baixou em sua roupa, usava um moletom que por um momento achei que estava nada na parte debaixo, mas quando ela mexeu um pouco as pernas, percebo que usava um short fino.
- Estou com fome. - ela diz.
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Atualizado até capítulo 167
Comments
Osmarina Mamede
maravilhosa demais 😻 parabéns
2024-04-04
4
Anilda Alves da Cruz
ele a estrupou duas vezes éem perdão violento s
2023-08-25
0
Jailda Brandao
traumas que eles vao um ajudar ao outro a se curar 😢🥰😘
2023-07-12
0