Fernando demorou um pouco mais dentro da suíte, porque além de arrumar suas coisas tomou um banho antes de ir comer. Tinha acabado de chegar ao restaurante quando viu Eva desabando no chão. Por estar distante não chegou a tempo de ajudá-la a levantar.
A viu com sua amiga recolhendo e limpando a sujeira.
Depois a viu saindo as pressas sozinha do restaurante.
Não era pra menos ver o ambiente cheio de pessoas rindo de você. Um sentimento de compaixão tomou conta de Fernando por Eva.
Preocupado com a forma que ela caiu e saiu correndo, ele buscou encontra-la. Soube pelos funcionários da pousada o quarto que ela ocupava.
Esperou por ela sentado no banco de pedra em frente a piscina. Minutos depois ele a viu andando de longe já vestida com outra roupa e a seguiu.
Esperou ela se acomodar no balanço.
Ficou admirando Evangeline balançando pra frente e pra trás pensativa.
Ali ela parecia uma criança indefesa, buscando por consolo.
Ele a viu ficar cabisbaixa como se estivesse a ponto de chorar. O coração dele pesou.
- Eva?
Ele fixa o olhar nos olhos dela, Eva retribui.
Fernando se aproxima. Não querendo ser inconveniente mas queria ajudar.
- Se machucou na queda? (pergunta ele)
Ela pisca algumas vezes surpresa pela preocupação estampada no rosto dele.
- N-não! (Diz Eva quase gaguejando)
- Deixe-me ver.
Ele anda ficando de frente pra ela, apoiando seu corpo em um dos joelhos Fernando se agacha diante de Evangeline.
- O que está fazendo? (Pergunta Eva vermelha de vergonha)
"Céus porque estou sentindo tanta envergonhada diante dele?"
"Era pra sentir outra coisa: Raiva, descontentamento, nojo, ódio. Mas ficar acanhada é novo pra mim."
Fernando nem olhou para o rosto dela e muito menos respondeu a pergunta que Eva fez a ele. Ficou analisando os hematomas na pele dela.
Eva era branca de pele alva, qualquer batida fazia sua pele ficar avermelhada quase roxa, conforme ela caiu as partes que bateram no chão com força como o seu joelho, ficou avermelhado. Os braços também estavam mas a avaliação dele era nos joelhos dela que agora estavam quase de cor roxa.
Ele tocou delicadamente no joelho dela.
- Precisa colocar gelo aqui. Esse aspecto de cor não é nada bom.
O toque da mão dele era quente, fez o corpo dela reagir. Ela sentiu um arrepio.
- Eu vou fazer isso mais tarde. Não se preocupe.
Ela falou baixinho.
Fernando vendo-a se arrepiar, olhou pra cima dentro dos olhos de Eva. Os olhares se encontraram.
- Está com frio? (Pergunta ele)
- Não. (Falou ela quase sussurrando)
Era uma tarde quente e ela usava um vestido leve. Seu calafrio repentino tinha um motivo nada haver com a temperatura ou clima.
As mãos dele continuam sobre os joelhos dela. Paradas no local.
Eva estava com um lindo vestido de primavera com cores vivas das flores.
Fernando ficou tenso vendo o olhar dela. Eva estava diferente, sua reação a ele foi receptiva. A boca dela estava levemente entre aberta indicando surpresa, respiração irregular, Fernando engoliu a seco.
"Ela não me olha com ódio." pensou ele.
Ele sentia que Eva estava o encarando com outros olhos. Atração? Desejo? Talvez.
Ficaram um tempo se encarando. Em silêncio.
Para ele ainda não era o momento para sucumbirem a paixão. Infelizmente Ela tinha acabado de enfrentar uma situação muito difícil no refeitório, fragilizada emocionalmente, poderia ser a guarda baixa dela, ele não usaria isso a seu favor. Não era adequado.
Ele decidiu recuar.
Tirou a mão rapidamente do joelho dela e mostrou a sacola que antes segurava e agora estava no chão ao lado.
- Aqui tome! Tomara que eu tenha acertado.
Falou ele.
Eva ficou confusa, antes nem tinha notado que ele tinha uma sacola nas mãos. Ela o viu pegar e estender a ela.
Evangeline abriu.
Dentro tinha algumas coisas; Croissant, pão de queijo, uma fatia de bolo e café. Tudo muito bem embrulhado.
- Pra mim? (Pergunta ela confusa)
- Eu presenciei o que te aconteceu, e saiu correndo sem comer nada, então tomei a liberdade e peguei pra você algumas coisas.
Eva não sabia o que fazer. A forma que Fernando estava agindo era muito diferente da maneira que ela estava acostumada a ser tratada por ele.
Mas por algum motivo o coração de Evangeline ficou feliz.
- Obrigado pela gentileza.
- De nada!
Ele levantou.
Eva permaneceu sentada no balanço, dando a primeira mordida no bolo ela fechando os olhos ao se deliciar com o sabor.
Doces eram o seu ponto fraco.
Fernando ficou de lado em silêncio olhando a paisagem. De relance viu o ato dela em fechar os olhos com uma expressão muito relaxada. Ele ficou com uma vontade enorme de beijar aquela boca.
Resignado e tendo autocontrole em dominar seus próprios impulsos, ele apenas desviou o olhar, voltando a olhar a paisagem.
Estavam em uma colina não muito longe da pousada, se olhasse pra trás viam o caminho e os chalés a uma curta distancia. A frente tinha um vale que era de perder de vista, a natureza era presente em todos os aspectos daquele lugar.
Evangeline comia o croissant quando de repente lembrou que tinha sido rude com ele ao não oferecer.
- Fernando quer comer junto comigo?
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Atualizado até capítulo 109
Comments
fabiana melo
👏👏👏👏👏
2025-03-30
0
Cristine Souza
Tô gostando da sua atitude hein Fernando! Muito homem 👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼
2024-11-09
1
Fatima Sitta Vergueiro
Será que Eva vai baixar a guarda com Fernando?
2024-08-06
0