Já estava acreditando que o meu fim teria chegado.
Quando escuto um baque alto e o travesseiro é lançado para longe do meu rosto.
_ Enquanto inspiro, puxando o ar para os meus pulmões, com dificuldade.
Vejo, que Cristian me olha, e apesar de estar abala ainda, noto em seus olhos o desespero.
Então desvio meu rosto, olhando para o lado na tentativa de fugir de seu olhar, enquanto ainda tomo fôlego.
Quando sou surpreendida, por ele segurando meu rosto me fazendo o encarar e tomando os meus lábios em um beijo.
_ Me desculpa... eu.. eu quase cheguei tarde.
_ Me desculpa.
Ele fala fitando meus olhos, com sua testa colada a minha, e nossos lábios ainda a centímetros de distância.
_ Por que?
É tudo que eu consigo falar, sem concluir a minha pergunta.
Ter ele assim tão perto de mim, mexe comigo... É um misto de sentimento... Não sei explicar, antes era claro o medo, mas agora já não sei o que sinto.
Eu que já respirava com dificuldade, agora depois de ser beijada por ele... preciso me concentrar, para conseguir me lembrar de como se respira.
_ Ali sei que tem perguntas.
_ E prometo responder todas, mas agora preciso tirar você daqui.
_ Nós corremos perigo ficando aqui.
Ele fala, se afastando indo até a porta e olhando para os dois lados.
Como se quisece se certificar, de que não tinha ninguém escutando.
_ Aquela mulher , ela tentou me matar.
_ Cadê ela?
Falo chamando a atenção dele para mim, que imediatamente volta a se aproximar de mim.
_ Ela saiu correndo.
_ A minha vontade seria elimina-la.
_ Mas isso nos traria, problemas.
_ Ela foi só a primeira, outros virão.
_ Por isso preciso tirar você daqui.
Escuto ele falando, mas nada faz sentido, e tudo que me pergunto.
É o porquê de alguém tentar me matar? O que eu fiz para merecer isso.
E seria mesmo seguro eu confiar nele?
Me pergunto, enquanto observo ele indo até onde acredito ser o banheiro do quarto e saindo de lá com uma bolsa.
_ Para onde iremos?
_ Ainda não estou recuperada?
Pergunto o fazendo para de discar no seu celular e olhar para mim.
_ Não se preocupe, estou cuidando disso.
_ Iremos para outro lugar, onde você irá receber todos os cuidados necessários.
_ Sem correr perigo.
Fala voltando a sua atenção para o celular, que parece estar mais interessante do que eu.
_ E se, eu não quiser ir?
_ Não sei quem é você, posso muito bem me recusar a sair daqui com você.
Volto a perguntar, o desafiando o fazendo guardar o celular e caminhar em minha direção.
_ Ficar aqui não é opção.
Ele fala abrindo um sorriso, que até então não tinha visto.
_ Como sempre, você e sua teimosia.
_ Isso que aconteceu a pouco, foi só o começo.
Agora ele fala novamente sério, se referindo a fracassada tentativa daquela louca de me matar.
_ Irão vir outros.
_ E, eu posso não estar por perto da próxima vez.
_ A escolha é sua se confia ou não em mim.
_ Mas ficar aqui, não é opção.
_ Além do mais, a nossa carona já chegou.
Como ele pode ser tão petulante assim, e decidir as coisas sem eu ter o direito o opinar.
_ Cristian...
Ia começar a falar, mas sou calada por ele tampando minha boca.
Enquanto a enfermeira entra, para retirar o soro outros medicamentos que ainda estavam injetados em meus braços.
_ Nós vamos para casa querida.
_ La já está tudo preparado, e eu irei cuidar de você.
Ele fala fazendo ceninha para a enfermeira, que olha encantada para ele.
Droga mereço isso, só falta agora essa aí começar a babar, tanto que olha para ele de boca aberta.
_ Queria acho melhor olhar para mim.
_ Aliás, eu sou a paciente e não ele.
Chamo a atenção dela, tentando controlar a raiva que a cada segundo cresce dentro de mim.
_ Me.. me desculpe, já irei retirar o soro.
Ele fala se desculpando, enquanto o Cristian me olha com um sorriso em seu rosto.
E a vontade que tirar aquele sorriso idiota do rosto dele cresce a cada nano segundo que passa.
_ É uma droga estar sem meus movimentos.
_ Mas eu juro, que assim que meus braços estiverem fortes.
_ Que terei o maior prazer, em arrancar esse sorriso idiota do rosto dele.
Não demora muito, a enfermeira termina de retirar o soro e os medicamentos e sai.
Me deixando novamente sozinha com esse, que se diz meu marido.
_ Hora de irmos.
Ele fala enquanto a enfermeira volta a entrar agora com uma cadeira de rodas.
Sem se atrever a voltar a olhar para ele, que a encara sem acreditar que ela está o ignorando.
Sou carregada então por ele, e colocada na cadeira de rodas, com todo o cuidado.
_ Para ir, para só Deus sabe onde.
Peço internamente, que ir com ele seja realmente a melhor escolha.
_ Ou estarei em grande perigo.
_ ⊙︿⊙
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Atualizado até capítulo 41
Comments
Tânia Campos
E será, bb!!!
2024-02-22
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Tânia Campos
Ela é engraçada!!!
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
2024-02-22
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Tânia Campos
E o ciúme comendo solto!!!
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
2024-02-22
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