Cap. 3- Nós corremos perigo.

Já estava acreditando que o meu fim teria chegado.

Quando escuto um baque alto e o travesseiro é lançado para longe do meu rosto.

_ Enquanto inspiro, puxando o ar para os meus pulmões, com dificuldade.

Vejo, que Cristian me olha, e apesar de estar abala ainda, noto em seus olhos o desespero.

Então desvio meu rosto, olhando para o lado na tentativa de fugir de seu olhar, enquanto ainda tomo fôlego.

Quando sou surpreendida, por ele segurando meu rosto me fazendo o encarar e tomando os meus lábios em um beijo.

_ Me desculpa... eu.. eu quase cheguei tarde.

_ Me desculpa.

Ele fala fitando meus olhos, com sua testa colada a minha, e nossos lábios ainda a centímetros de distância.

_ Por que?

É tudo que eu consigo falar, sem concluir a minha pergunta.

Ter ele assim tão perto de mim, mexe comigo... É um misto de sentimento... Não sei explicar, antes era claro o medo, mas agora já não sei o que sinto.

Eu que já respirava com dificuldade, agora depois de ser beijada por ele... preciso me concentrar, para conseguir me lembrar de como se respira.

_ Ali sei que tem perguntas.

_ E prometo responder todas, mas agora preciso tirar você daqui.

_ Nós corremos perigo ficando aqui.

Ele fala, se afastando indo até a porta e olhando para os dois lados.

Como se quisece se certificar, de que não tinha ninguém escutando.

_ Aquela mulher , ela tentou me matar.

_ Cadê ela?

Falo chamando a atenção dele para mim, que imediatamente volta a se aproximar de mim.

_ Ela saiu correndo.

_ A minha vontade seria elimina-la.

_ Mas isso nos traria, problemas.

_ Ela foi só a primeira, outros virão.

_ Por isso preciso tirar você daqui.

Escuto ele falando, mas nada faz sentido, e tudo que me pergunto.

É o porquê de alguém tentar me matar? O que eu fiz para merecer isso.

E seria mesmo seguro eu confiar nele?

Me pergunto, enquanto observo ele indo até onde acredito ser o banheiro do quarto e saindo de lá com uma bolsa.

_ Para onde iremos?

_ Ainda não estou recuperada?

Pergunto o fazendo para de discar no seu celular e olhar para mim.

_ Não se preocupe, estou cuidando disso.

_ Iremos para outro lugar, onde você irá receber todos os cuidados necessários.

_ Sem correr perigo.

Fala voltando a sua atenção para o celular, que parece estar mais interessante do que eu.

_ E se, eu não quiser ir?

_ Não sei quem é você, posso muito bem me recusar a sair daqui com você.

Volto a perguntar, o desafiando o fazendo guardar o celular e caminhar em minha direção.

_ Ficar aqui não é opção.

Ele fala abrindo um sorriso, que até então não tinha visto.

_ Como sempre, você e sua teimosia.

_ Isso que aconteceu a pouco, foi só o começo.

Agora ele fala novamente sério, se referindo a fracassada tentativa daquela louca de me matar.

_ Irão vir outros.

_ E, eu posso não estar por perto da próxima vez.

_ A escolha é sua se confia ou não em mim.

_ Mas ficar aqui, não é opção.

_ Além do mais, a nossa carona já chegou.

Como ele pode ser tão petulante assim, e decidir as coisas sem eu ter o direito o opinar.

_ Cristian...

Ia começar a falar, mas sou calada por ele tampando minha boca.

Enquanto a enfermeira entra, para retirar o soro outros medicamentos que ainda estavam injetados em meus braços.

_ Nós vamos para casa querida.

_ La já está tudo preparado, e eu irei cuidar de você.

Ele fala fazendo ceninha para a enfermeira, que olha encantada para ele.

Droga mereço isso, só falta agora essa aí começar a babar, tanto que olha para ele de boca aberta.

_ Queria acho melhor olhar para mim.

_ Aliás, eu sou a paciente e não ele.

Chamo a atenção dela, tentando controlar a raiva que a cada segundo cresce dentro de mim.

_ Me.. me desculpe, já irei retirar o soro.

Ele fala se desculpando, enquanto o Cristian me olha com um sorriso em seu rosto.

E a vontade que tirar aquele sorriso idiota do rosto dele cresce a cada nano segundo que passa.

_ É uma droga estar sem meus movimentos.

_ Mas eu juro, que assim que meus braços estiverem fortes.

_ Que terei o maior prazer, em arrancar esse sorriso idiota do rosto dele.

Não demora muito, a enfermeira termina de retirar o soro e os medicamentos e sai.

Me deixando novamente sozinha com esse, que se diz meu marido.

_ Hora de irmos.

Ele fala enquanto a enfermeira volta a entrar agora com uma cadeira de rodas.

Sem se atrever a voltar a olhar para ele, que a encara sem acreditar que ela está o ignorando.

Sou carregada então por ele, e colocada na cadeira de rodas, com todo o cuidado.

_ Para ir, para só Deus sabe onde.

Peço internamente, que ir com ele seja realmente a melhor escolha.

_ Ou estarei em grande perigo.

_ ⊙︿⊙

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Comments

Tânia Campos

Tânia Campos

E será, bb!!!

2024-02-22

0

Tânia Campos

Tânia Campos

Ela é engraçada!!!
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣

2024-02-22

0

Tânia Campos

Tânia Campos

E o ciúme comendo solto!!!
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣

2024-02-22

0

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