Damon
Sei que não deveria me aproveitar desse momento, mas ela está tão preocupada que não resisto em usar isso a meu favor.
— Socorro, alguém, por favor. — ela olha para mim e vejo as lágrimas molhando seu lindo rosto — Damon, por que alguém iria querer atirar em você na festa do seu amigo?
— Morena, não era para mim esse tiro, era para você! — respondo e sinto o corpo dela tremer — Mas não se preocupe, sempre tem alguém tentando me matar já virou rotina para mim.
— Era... Era para mim? Alguém queria me matar? Mas por que? Não tenho inimigos. — ela está visivelmente preocupada.
— Você é minha dama mafiosa, morena. Minha esposa, meus inimigos vão sempre tentar usar você para me ferir e sabe por que? — ela nega com a cabeça — Porque você é minha perdição, você é minha razão para cada suspiro desde que te conheci.
— Como... Como eu posso agradecer por ter levado um tiro por mim? Por salvar minha vida.
— Salvaria sua vida com a minha mil vezes se fosse possível, não pensaria só faria. Como agora. Mas se quiser mesmo me recompensar, quero um beijo seu. — como eu disse, não tem como não me aproveitar um pouco da situação.
Ela não negou, me deixando surpreso quando me puxou para um beijo. No início seus lábios tocaram os meus e uma onda de eletricidade percorreu meu corpo inteiro, em seguida sinto a língua dela um pouco tímida abrir meus lábios pedindo passagem.
Nesse momento eu esqueci do tiro, da dor e de tudo a nossa volta, a segurei pela cintura e puxei para mim. O beijo foi tão intenso e urgente que fiquei excitado e ela sentiu, literalmente. Quando minha mão começou a explorar o país das maravilhas, Stan aparece na varanda e minha morena se afasta um pouco de mim.
— Me disseram que alguém aqui estava pedindo ajuda. Demônio, você levou um tiro? Foi sua esposa?
— Como ousa pensar que foi ela? Minha morena jamais iria atirar em mim pelas costas. Ela tem integridade moral, faria isso na minha frente porque ela não é uma covarde.
— Foi mal, é que casais quando brigam às vezes acabam chegando ao extremo. Mas quem fez isso com você? — ele pergunta para mim.
— Não era para mim esse tiro, tentaram matar a minha esposa grávida. Eu quero saber quem foi. Mas, primeiro preciso cuidar disso aqui. — aponto para o meu ombro ferido.
— Sim! — minha morena desperta de seu transe — Pode chamar uma ambulância ou nos levar até um hospital? Ele não pode dirigir assim.
— Não vamos precisar sair daqui, minha morena. Stan, você ainda tem uma daquelas salas especiais aqui na sua mansão?
— Sim, tenho. Vamos, vou levar vocês até lá.
Enquanto caminhamos pelos corredores da mansão minha morena sussurra para mim:
— Está ficando maluco, Damon? Você precisa de um hospital. — ela aperta meu braço e eu dou risadas.
A mão dela está no meu ferimento para não sangrar mais, chegamos na sala e Stan fala:
— Vou chamar minha irmã, ela é enfermeira e vai cuidar disso rapidinho.
— Não precisa, Stan. Minha morena vai cuidar disso, ela não vai gostar de ver outra mulher tocando no marido dela.
— Ei, não! Por mim tudo bem, ela é profissional e vai cuidar de você. Stan, pode chamar sua irmã. — sério que ela vai deixar outra mulher tocar no marido dela?
— Stan, pode ir se nós precisarmos de algo eu te ligo. — assim que Stan sai, minha morena surta comigo.
— Você está completamente fora da casinha. Eu não sei nem o que fazer e você... — ela para de falar e me observa enquanto tiro a minha blusa — O que você está fazendo?
— Tirando a blusa para que você possa olhar melhor o furo da bala.
Vou até o armário onde fica o equipamento necessário para a retirada da bala e a sutura, coloco em cima da mesa e me sento na cadeira para que ela possa cuidar de mim.
— Damon, não sei o que fazer. Você deveria deixar alguém experiente cuidar de você, está sangrando muito.
— Isso significa que você precisa ser rápida ou irei desmaiar logo. Primeiro pegue o álcool setenta e jogue na ferida, em seguida jogue um pouco naquela pinça e enfie ela no pequeno buraco e movimente até encontrar a bala e retirá-la, depois suture, creio que dois pontos sejam suficientes.
— Você quer que eu faça isso sem ao menos uma anestesia?
— Ingeri álcool suficiente, não preciso de anestesia. Não tenha medo, estou ensinando a você porque isso vai acontecer mais vezes do que imagina e você terá a chance de salvar a minha vida... Ou me matar de vez, fica a seu critério.
Ela não fala mais nada, volto a explicar para ela como fazer o procedimento e fico impressionado em como a mão dela é leve para isso. Senti dor, claro, mas dá para suportar.
— Você é louco. Mas acho que já estou começando a me acostumar com isso.
— Somos casados. — puxo ela para o meu colo que se senta de frente para mim — Eu ouvi uma vez alguém dizer que de tolo e louco todo mundo tem um pouco. Acho que sou mais louco que tolo.
Beijo ela novamente que não me recusa, minha mão volta a explorar o corpo dela ninguém vai nos interromper aqui e hoje vou testar os limites dela.
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Atualizado até capítulo 29
Comments
Erica Fonseca
Se & Sra Smith kkkkkkkkkkkk ou Coringa e Alerquina kkkkkkkkkkkk
2025-03-19
9
Zete Campos
tô amando esse casal lindo e louco e apaixonado e não admite😘🥰
2025-03-20
1
Simone Silva
parabéns autora pelo seu livro ❤️
2025-03-22
1