Sierra
Não tem como tentar entender a mente desse sádico do Damon, juro que se eu tentar é capaz do meu cérebro virar gelatina. Ele bateu no meu pai somente para que o mesmo não pudesse ver o caminho para essa mansão que parece ficar no meio do nada.
Era só ele vendar meu pai que estava tudo certo, mas o sádico, psicopata, tinha que ver vermelho. Meu pai levou um tempo para acordar, quando finalmente abriu os olhos, me abraçou forte e chorou.
— Pai, está tudo bem. Não precisa chorar. — ele se afasta e me encara ao perguntar:
— É verdade mesmo? Você está esperando... — ele olha para Damon que está brincando com sua arma e depois olha para mim — Um filho desse homem louco?
— Sogrão, não esquece que a fruta não cai muito longe da árvore. Sem julgamentos, ok?
Reviro os olhos ao ouvir o que Damon fala e depois olho para o meu pai e tento falar o menos possível para não assustá-lo mais.
— Pai, estou grávida, ele é o pai, sim ele é insano, mas... Parece me amar, por mais estranho que seja ou ele é só obcecado por mim e quando tudo isso perder a graça para ele me deixa ir embora.
— Não conte com isso, morena. Comigo é até que a morte nos separe.
— Pode me emprestar sua arma? — pergunto para ele que a guarda em seguida.
— Minha filha, você não precisa ficar com ele por estar grávida.
— Acho que o meu sogro não gosta de mim, morena. — Damon finge estar decepcionado.
— Você poderia não interferir na nossa conversa? — ele levanta as mãos como quem se rende, mas senta próximo a nós dois — Pai, ele é um mafioso, pelo que escutei dos poucos seguranças que se atrevem a pronunciar o nome dele sua fama no submundo procede. Então, esse bebê que estou esperando precisa de proteção e somente o próprio pai dele pode protegê-lo.
Meu pai olha para Damon e depois para a minha barriga, vejo seus olhos ficarem marejados. Com um pouco de dificuldade meu pai fala:
— Posso pelo menos conviver com você? Não estou pedindo para morar aqui, até porque não iria me acostumar com essa vida. Gosto de me sentir útil trabalhando. Mas quero passar pelo menos uma semana por mês com você.
— Acho que o senhor psicopata ali não vai se importar, não é mesmo?
— Você tem noção do trabalho que vai dar para trazer ele até aqui uma vez por mês sem que meus inimigos percebam? — ele pergunta dramaticamente.
— Isso não é problema meu! — respondo friamente.
— Você... Aaaaaaaaahhhhhhhh. Tá. Vou dar um jeito.
— Quero minha melhor amiga aqui também. — ele bufa e olha para mim.
— Acho que você não tem noção do perigo, morena.
— Você também não. — retruco.
— Touché... Vou dar um jeito de trazer sua amiga.
— Não bate nela como fez com meu pai, dessa vez não irei errar ao jogar o vaso.
Ele dá risadas e nos deixa sozinhos em seguida, meu pai espera ele sair completamente da sala para falar:
— Ele sabe que sua irmã não é minha filha, disse que sua mãe manteve um caso com o amante por três anos. Aquela vadia mentirosa me chifrou mesmo depois de eu aceitar criar a filha de outro. — dou um longo suspiro e pergunto:
— E o que vai fazer agora? Vai se amar mais que aos outros ou vai continuar em algo que vai te levar para sete palmos de terra na cara?
— Assim que eu for embora daqui em uma semana, a primeira coisa que irei fazer é pedir o divórcio. Em seguida vou reformar a casa que era da minha mãe e me mudar para lá.
— Eu sempre estarei aqui para você, pai.
Ficamos conversando mais um pouco até que o sono toma conta de mim, levo meu pai até o quarto que fica ao lado do meu. Depois que o vejo deitado saio e paro na porta do meu quarto.
Escuto um rock suave vindo do quarto de Damon e decido ir até lá, quando bato na porta a mesma se abre por estar encostada e vejo ele com uma guitarra tocando, acompanhando o ritmo da música.
— Talentoso. — falo o surpreendendo — Não sabia que tinha talento para música.
— Sou um pacote completo, morena. Veio dormir com seu marido?
— Nem nos seus sonhos mais pervertidos. Vim apenas agradecer por permitir que meu pai fique aqui comigo.
— Aceito um beijo em troca do agradecimento.
— Não dá para ser legal com você. — falo irritada — Tenta ser adulto pelo menos uma vez e responda como um adulto.
— Sabe de uma coisa. Estou começando a ficar ansioso pelo momento que você vai perceber que me ama e vai deixar de me tratar feito um idiota.
Ele volta a tocar sua guitarra e me ignora, saio do quarto tão irritada que bato a porta causando um barulho alto pelo corredor. Ele realmente pensa que vai entrar em meu coração?
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Atualizado até capítulo 29
Comments
Thayane Portal
Ele não pensa, já está entrando no seu coraçãozinho moça kkkkk
2025-03-18
9
Maria Cristina Mello Francisco
Estes dois e fogo viu gasolina e fósforo incendeiam mal sabe ela que ele já está entrando devagarinho no coraçãozinho dela kkk
2025-03-19
0
Elenir Lima
Também ele só se comporta como um idiota como ela vai ver ele de outra forma
2025-03-19
1