PACIENCIA ZERO

..."인내심 제로"...

Yoo-jin segurava com força a lateral da bicicleta enquanto Ji-hoon pedalava despreocupadamente. Ele parecia alheio ao desconforto dela, ou talvez simplesmente não se importasse. A brisa da tarde soprava suavemente, e o som das rodas contra o asfalto preenchia o silêncio entre os dois.

- Você está parecendo uma estátua aí atrás - Ji-hoon comentou, sua voz carregada de humor. - Relaxa um pouco. Não vou deixar você cair... de novo.

- Ninguém te pediu pra ficar me lembrando disso, oppa! - Yoo-jin retrucou, sem realmente pensar no que dizia.

Ji-hoon deu uma risada curta, olhando brevemente para ela por cima do ombro.

- Oppa? - ele repetiu, claramente se divertindo. - Isso é novo. Não sabia que já estávamos tão íntimos.

O rosto de Yoo-jin ficou vermelho instantaneamente.

- N-não é isso! Foi só... um reflexo! Não significa nada!

Ele deu de ombros, como se não se importasse, mas o sorriso em seus lábios dizia o contrário.

Os dois seguiram por ruas tranquilas até que Ji-hoon parou em frente a uma pequena loja de conveniência. Ele desmontou da bicicleta e olhou para Yoo-jin.

- Espera aqui. Vou comprar algo.

Sem dar tempo para uma resposta, ele entrou na loja, deixando Yoo-jin sentada na bicicleta. Ela olhou ao redor, tentando não chamar atenção, mas sentia que as poucas pessoas que passavam por ali a olhavam.

- Por que eu aceitei isso? - murmurou para si mesma, cruzando os braços.

Poucos minutos depois, Ji-hoon saiu da loja com duas latas de refrigerante e uma expressão relaxada. Ele entregou uma delas para Yoo-jin antes de voltar a se acomodar na bicicleta.

- Aqui.

- Eu não pedi nada - ela disse, olhando para a lata como se fosse algo suspeito.

- E eu não perguntei se você queria.

Ela suspirou, pegando a lata e abrindo-a. Ji-hoon começou a pedalar novamente, e eles seguiram em silêncio por mais alguns minutos até chegarem a um parque próximo à casa de Yoo-jin.

- Por que você parou aqui? Minha casa é pra lá!- ela disse, apontando na direção da rua.

- Relaxa. Quero te perguntar uma coisa - ele respondeu, parando a bicicleta e descendo dela.

Yoo-jin desceu também, sentindo-se desconfortável com a súbita mudança de tom.

- O que foi?

Ji-hoon se encostou na bicicleta, cruzando os braços enquanto a olhava com aquele mesmo olhar intenso de sempre.

- Por que você parece tão desconfiada de mim?

A pergunta a pegou de surpresa. Yoo-jin ficou em silêncio por alguns segundos, tentando processar o que ele queria dizer.

- Eu... não estou desconfiada.

- Não? Porque parece que você fica bem nervosa comigo - ele disse, inclinando a cabeça ligeiramente. - É por causa do So-Yeon?

O nome de So-Yeon a fez travar. Ela desviou o olhar, tentando esconder o a vergonha.

- Não tem nada a ver com ele - respondeu rapidamente, mas sua voz soou menos firme do que gostaria.

Ji-hoon a observou por mais alguns segundos antes de suspirar e balançar a cabeça.

- Sabe, você é bem fácil de ler, Yoo-jin.

- O quê? Eu não sou fácil de ler! - ela retrucou, irritada.

- Ah, claro que não - ele disse, com um sorriso debochado. - Então, por que você fica tão nervosa perto de mim?

- Eu não fico!

Ji-hoon riu, claramente se divertindo com as reações dela.

- Tá bom, tá bom. Não precisa ficar toda defensiva.

Yoo-jin cruzou os braços, bufando.

- Você é insuportável.

- E você é teimosa. Acho que combinamos bem, não acha?

O rosto de Yoo-jin ficou vermelho novamente, e ela se virou para esconder.

- Eu vou embora. Não tenho tempo pra isso.

- Tudo bem. Eu te levo até sua casa.

- Não precisa!

Antes que ela pudesse sair andando, Ji-hoon a segurou pelo pulso, mas sem força, apenas o suficiente para fazê-la parar.

- Espera. Eu não disse isso pra te irritar - ele disse, e dessa vez seu tom era mais sério. - Só estou dizendo que... gosto de te provocar. Você fica engraçada quando está irritada.

Yoo-jin olhou para ele, sem saber o que responder. Ji-hoon deu um passo para trás, soltando o pulso dela.

- Vamos. Eu te deixo na porta.

Ela suspirou, derrotada.

- Tudo bem... mas é a última vez.

- Claro, claro - ele respondeu, com um sorriso que mostrava que ele claramente não acreditava nisso.

Os dois seguiram para a casa de Yoo-jin, e, enquanto caminhavam, ela percebeu que, apesar de Ji-hoon ser irritante, havia algo nele que fazia seu coração bater um pouco mais rápido.

Ji-hoon empurrava a bicicleta enquanto caminhava ao lado de Yoo-jin, mantendo um silêncio. O céu estava começando a ganhar tons alaranjados do fim de tarde, e as folhas das árvores balançavam suavemente com o vento. Yoo-jin olhava para o chão, tentando ignorar a presença de Ji-hoon, mas o som de seus passos ao lado dela parecia ensurdecedor.

Quando finalmente viraram a esquina da rua onde Yoo-jin morava, ela avistou sua mãe do lado de fora, colocando o lixo na lixeira da calçada. A mulher vestia um avental florido e tinha os cabelos presos em um coque bagunçado, mas mesmo assim irradiava uma energia calorosa que fazia qualquer um se sentir bem-vindo.

— Omma... — Yoo-jin murmurou, um pouco embaraçada.

A mãe de Yoo-jin olhou na direção deles e sorriu imediatamente ao ver a filha. Mas, assim que notou Ji-hoon, sua expressão se iluminou ainda mais.

— Oh! Quem é esse, Yoo-jin-ah? Seu amigo? — perguntou, limpando as mãos no avental enquanto se aproximava.

— Não, não é isso, omma! Ele só... — Yoo-jin começou, mas Ji-hoon a interrompeu com seu típico sorriso descontraído.

— Olá, ajumma. Sou Seok Ji-hoon, colega da Yoo-jin — disse ele, curvando-se levemente em um gesto educado.

A mãe de Yoo-jin arregalou os olhos, surpresa e encantada com a postura de Ji-hoon.

— Que rapaz educado! E tão bonito também! — ela exclamou, dando uma leve batida no ombro de Yoo-jin. — Por que você nunca mencionou ele antes, hein?

Yoo-jin cobriu o rosto com as mãos, morta de vergonha.

— Omma! Por favor! Ele só me trouxe até aqui porque insistiu.

Ji-hoon deu uma risadinha, claramente achando graça da situação.

— Não foi bem assim, ajumma. Eu só quis garantir que ela chegasse em segurança — ele explicou, mantendo o tom casual.

A mãe de Yoo-jin ficou ainda mais impressionada com a atitude dele.

— Você é mesmo um rapaz gentil, Ji-hoon-ah. Por que não entra e toma algo fresco? Deve estar cansado depois de pedalar tanto — ofereceu, colocando a mão no braço dele de forma acolhedora.

— Não precisa, omma! Ele já está indo embora! — Yoo-jin protestou rapidamente, tentando afastar Ji-hoon antes que as coisas ficassem ainda mais embaraçosas.

Mas Ji-hoon, com seu sorriso travesso, olhou para Yoo-jin e depois para a mãe dela.

— Se não for incômodo, aceito, sim.

Yoo-jin encarou Ji-hoon com os olhos arregalados, enquanto sua mãe sorria, puxando-o pelo braço em direção à casa.

— Não é incômodo nenhum! Pode entrar, querido.

— Omma! — Yoo-jin chamou, desesperada, enquanto seguia os dois para dentro de casa.

Dentro da casa, o ambiente era tão acolhedor quanto a personalidade da mãe de Yoo-jin. A sala era decorada com móveis de madeira clara e almofadas coloridas, e o aroma de chá de jasmim preenchia o ar. Ji-hoon olhou ao redor, claramente à vontade, enquanto a mãe de Yoo-jin o conduzia até a sala.

— Sente-se, Ji-hoon-ah. Vou trazer algo para vocês — ela disse, desaparecendo na cozinha antes que Yoo-jin pudesse impedir.

Ji-hoon se acomodou em um dos sofás, apoiando o queixo na mão enquanto olhava para Yoo-jin, que permanecia de pé, visivelmente irritada.

— Você não tem limites, tem? — ela murmurou, cruzando os braços.

— Zero paciência comigo, né? — ele respondeu, divertido. — Relaxa, Yoo-jin. Sua mãe é incrível.

Ela bufou, sentando-se no puff com um olhar derrotado.

— Eu não acredito que você vai aceitar a hospitalidade dela assim, sem pensar duas vezes.

— Por que não? Ela gosta de mim.

Yoo-jin revirou os olhos, mas antes que pudesse dizer mais alguma coisa, sua mãe voltou com uma bandeja cheia de chá gelado e biscoitos caseiros.

— Aqui está! Aproveitem — ela disse, colocando tudo na mesa de centro com um sorriso caloroso.

— Obrigado, ajumma — Ji-hoon disse, pegando um copo de chá.

— Não precisa me chamar de ajumma, querido. Pode me chamar de eomeoni!

O rosto de Yoo-jin ficou vermelho novamente, enquanto Ji-hoon simplesmente riu.

— Então, eomeoni, seus biscoitos parecem deliciosos — ele disse, pegando um e mordendo.

— Você é um amor, Ji-hoon-ah. Pode vir nos visitar sempre que quiser! — respondeu a mãe de Yoo-jin, claramente encantada com ele.

Yoo-jin suspirou, sentindo que aquele dia nunca iria acabar. Ji-hoon parecia estar gostando de cada segundo daquela interação, enquanto ela só queria que ele fosse embora o mais rápido possível.

Quando finalmente Ji-hoon se despediu e saiu da casa, já era quase noite. Yoo-jin o acompanhou até a porta, e assim que ele subiu na bicicleta, ela cruzou os braços, olhando para ele com uma expressão séria.

— Espero que você não ache que isso vai se repetir.

— Quem sabe? — ele respondeu, sorrindo. — Sua mãe já disse que eu sou bem-vindo.

Yoo-jin balançou a cabeça, incrédula, enquanto ele pedalava rua abaixo.

Ela voltou para dentro de casa, encontrando sua mãe com um sorriso satisfeito no rosto.

— Ele é um bom rapaz, Yoo-jin. Você deveria dar uma chance.

— Omma! Ele só me trouxe pra casa! Nada mais.

— Veremos, querida. Veremos.

Yoo-jin suspirou, subindo as escadas para o quarto, sem saber se ria ou chorava. Aquele dia tinha sido um teste de paciência... e Ji-hoon parecia ser o desafio mais difícil de todos.

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Comments

Kelyane Maria

Kelyane Maria

Que história perfeita, Eu amo demais esses dois Tomara que Fiquem juntos/Heart//Heart//Heart//Heart/

2025-01-23

1

Kelyane Maria

Kelyane Maria

/Heart//Heart//Heart/

2025-01-23

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