Os Elementos da Força Marcial
Cada cultivador de Xingyun possuía um Espírito Marcial, mas poucos entendiam que essas manifestações espirituais podiam estar conectadas aos elementos primordiais. No caso de Liang, o pequeno lagarto não era apenas um símbolo de resiliência, mas também a personificação do fogo, um elemento associado à alquimia, transformação e criação.
Além do Espírito Marcial, as outras forças de Liang também carregavam afinidades elementais:
Corpo – Aço: Simbolizando força e durabilidade, o elemento aço estava profundamente conectado ao treinamento físico de Liang. Cada golpe, cada movimento, carregava a robustez e a invulnerabilidade desse elemento.
Mente – Vento: O vento representava a calma necessária para clareza de pensamento, mas também o poder devastador de uma tempestade quando perturbado. Ele simbolizava a adaptabilidade e a força mental que Liang começava a explorar.
Espírito – Fogo: O elemento do Espírito Marcial de Liang era fogo, um símbolo de alquimia e transformação. Era um poder que ele mal compreendia, mas que prometia grande potencial para moldar não apenas o mundo ao seu redor, mas também a si mesmo.
Os aldeões desconheciam completamente essas conexões, pois nunca haviam explorado os outros caminhos do cultivo. Para eles, o corpo era tudo, e os elementos eram meros aspectos da natureza. Mas para Liang, os elementos começaram a se revelar como partes fundamentais de sua jornada.
A Conexão com o Primeiro Pergaminho
Naquela noite, Liang meditou profundamente, tentando aplicar os ensinamentos do primeiro pergaminho. Ele começou com o Ciclo do Qi do Corpo, que focava em canalizar o Qi através dos músculos e ossos, fortalecendo o corpo por dentro.
Fechando os olhos, Liang tentou puxar o Qi do ambiente para dentro de si. A tarefa era exaustiva; ele sentia como se uma barreira invisível o impedisse de avançar. Seus músculos se contraíam, e sua mente se tornava caótica.
"Por que é tão difícil?" ele pensava, frustrado. "Será que meu corpo é fraco demais? Ou minha mente não está pronta para isso?"
Nesse momento, ele lembrou-se de algo que sua mãe costumava dizer:
"A respiração é o que conecta a vida ao mundo. Comece devagar, Liang. Confie no fluxo."
Inspirado por essas palavras, Liang ajustou sua postura e focou exclusivamente na respiração. Lentamente, ele percebeu que o Qi começava a fluir de maneira mais natural. À medida que se concentrava, uma sensação de calor percorreu seu corpo — a manifestação do elemento aço, que parecia reforçar cada fibra de seu ser.
"Esse é o primeiro passo," ele murmurou para si mesmo. "Se eu puder harmonizar o Qi com meu corpo, talvez consiga fazer o mesmo com minha mente e meu espírito."
A Descoberta do Espírito Marcial
Durante uma dessas sessões noturnas, Liang teve uma visão clara de seu Espírito Marcial: o pequeno lagarto. Ele estava cercado por chamas vibrantes, que se moviam de maneira controlada, mas cheias de um poder latente. Era a primeira vez que Liang entendia o verdadeiro potencial de seu espírito.
"Você é mais do que eu imaginava," disse ele, observando o espírito. "Você não é pequeno. Você é uma chama... uma força que pode crescer e transformar tudo ao seu redor."
Ao estender a mão, o Espírito Marcial saltou para ele. Ao tocar a chama do lagarto, Liang sentiu uma explosão de energia atravessar seu corpo. Não era força bruta, mas uma energia transformadora — o fogo da alquimia, da mudança e do crescimento.
Naquele momento, Liang percebeu que o Espírito Marcial era mais do que uma representação de seu corpo. Ele era um reflexo de todo o seu potencial, algo que poderia crescer junto com ele.
A Mente como Vento
Ao retornar ao treinamento, Liang decidiu tentar algo diferente. Ele retirou a Pedra da Mente Serena do anel e a segurou firmemente, permitindo que sua energia calmante o ajudasse a concentrar-se.
Inspirado pelo pergaminho, ele começou a visualizar o vento como uma extensão de sua mente: calmo, sereno, mas poderoso. Conforme canalizava o Qi, percebeu que sua mente ficava mais clara e que o fluxo de energia no corpo tornava-se mais eficiente.
"O vento é como a mente," ele pensou. "Quando está calmo, tudo é suave. Mas quando perturbado, pode destruir tudo em seu caminho."
Ele começou a praticar meditações que conectavam sua mente ao ambiente ao redor, usando o elemento vento para guiar o Qi e equilibrá-lo com o corpo.
O Fogo da Alquimia
Agora que começava a entender o poder de seu Espírito Marcial e o elemento fogo, Liang decidiu explorar o que o pergaminho chamava de Fogo da Alquimia. Era um conceito abstrato, que envolvia não apenas o uso do Qi, mas também a transformação de materiais e energias.
Ele notou que, ao concentrar o Qi em suas mãos enquanto meditava, uma leve centelha de calor era gerada. Era um controle inicial, mas ele sabia que, com o tempo, poderia usar esse poder para moldar armas, fortalecer seu corpo ou até mesmo criar itens únicos — algo que o pergaminho indicava como essencial para o cultivo do espírito.
"O fogo não é apenas destruição," disse Liang para si mesmo. "Ele é criação. E eu vou aprender a moldá-lo."
Frustração com o Segundo Pergaminho
Certo dia, enquanto treinava, Liang sentiu-se confiante o suficiente para tentar desbloquear o segundo pergaminho. Ele já havia feito progressos no corpo, na mente e até mesmo no espírito. Porém, ao tentar abrir o pergaminho, uma barreira invisível o impediu.
Uma mensagem dourada brilhou no ar:
"Somente quando Corpo, Mente e Espírito estiverem em perfeita harmonia, o próximo passo será revelado."
Frustrado, Liang socou o chão. "Harmonia? Eu já estou treinando os três! O que mais falta?"
Mas, ao invés de desistir, Liang respirou fundo e lembrou-se de suas recentes descobertas. O equilíbrio não era algo que ele poderia forçar. Era algo que ele precisaria alcançar naturalmente, com paciência e esforço contínuo.
"Se o caminho fosse fácil, não valeria a pena," ele disse, levantando-se. "Eu vou conseguir. Não importa quanto tempo leve."
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Atualizado até capítulo 53
Comments
Jimmy Kudo
As personagens são tão reais que parecem minha amiga e meu vizinho. 👫👩🦳
2024-11-21
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