Como uma adulta, reclamo por passar por todo esse processo escolar, mas não tem como não elogiar essa forma de lecionar, analisando a professora vejo que ela realmente conhece cada aluno que se encontra nessa sala, talvez ela tenha uma noção sobre o Raphael mas não é tão profunda como cada um ao qual teve uma convivência, ela os ajuda em suas limitações e os enaltece sobre suas capacidades, e sinceramente fico grata por presenciar esse marco histórico, não é exagero eu pensar dessa forma, já que vi alguns colegas de classe passar humilhação por aqueles que deveriam o ensinar e não julgar, que forma gratificante de se passar o conhecimento, já que educação se ensina em casa.
A escola é em tempo integral das 8 às 18 horas,nem notei o tempo passar, o Raphael é um bom parceiro de turma e a professora te prende e te cativa com seus ensinamentos, meio- dia em ponto somos liberados para o intervalo, eu e o Raphael recebemos uns olhares estranhos das crianças, e seus cochichos que na realidade não são, sobre o fato dele estar ao meu lado, que ele pode se contaminar, e que por eu ser louca posso vir a machuca-lo,gostaria de dizer que estou chocada com esse tipo de maldade porém não estou, mas o que apaga qualquer comentário é as caretas que Raphael faz, uma mais engraçada que a outra, e por conta delas começo a rir, pegamos o nosso almoço e enquanto desfrutamos desse néctar dos deuses, vem os valentões e sentam na mesa que estamos usando.
* Valentão 1 — Você deve ser novo por aqui\, certo? — fala como se estivesse salvando uma donzela em perigo.
* Valentão 2 — Então estamos aqui para lhe avisar para se afastar dela\, além de louca\, ela tem uma doença contagiosa — fala o outro como se fosse um justiceiro.
* Raphael — E por que devo acreditar em vocês? Se ela fosse louca não deveria estar internada? Uma pessoa portadora de doença contagiosa não poderia sair na rua — responde com desdém.
Começo a rir, por ver que o anjinho morde.
* Valentão 1 — Tá rindo do que sua doente\, acha que não posso te bater — fala bravo por eu continuar rindo e não levando a ameaça dele a sério.
*- Nossa que medo, e se eu estou rindo ou não, o que isso tem a ver com você? Acho que você deveria sair da mesa já que minha doença como vocês dizem é contagiosa, e o único louco que vejo aqui é você — fala de forma sarcástica.
* Valentão 2 — Criou coragem só porque tem alguém ao seu lado — fala gritando
*- Não, é porque simplesmente estão atrapalhando o nosso almoço, a burrice de vocês causa indigestão — rebato e ouço Raphael gargalhar.
Acho que minha resposta não agradou muito, já que o valentão 1 jogou minha comida no chão, e sabe o melhor ouvi várias crianças rindo dessa situação, como se fosse a piada mais engraçada da vida deles, como eu odeio esse tipo de covardia, por isso sentava a porrada em quem cometia bullying, esse encrenqueiro tem que aprender uma lição, hoje ele encontrou alguém mais doido, não que a violência seja a solução mas é a respostas para algumas situações e essa é uma delas, e ninguém ensinou a esse idiota que não se pode desperdiçar comida.
* Valentão 1 — Vai fazer o que\, já sei\, vai chorar e depois contar para a mamãe e o papai— fala rindo causando outra onda de risadas no refeitório\, e para a minha sorte ele se levanta\, ele não sabe o quão grata estou por ele ter levantado.
Me levanto sorrindo para ele, que não entende a minha reação até levar um soco no nariz, fazendo ele cair de bunda no chão, o valentão 2 tentou vir para cima de mim mas caiu porque Raphael colocou o seu pé para ele tropeçar, nisso os dois se levanta e parte pra cima de nós, mas iremos mostrar com quantos paus se faz uma canoa, e a bagunça virou generalizada, os que estavam rindo agora estava gritando para que a briga fosse separada, que a louca iria matar eles, que filhos da mãe se eu tivesse a capacidade bateria neles também, e só para deixar os curiosos informados eu nunca discuti com uma criança, mas já que me tornei uma porque não ensinar algumas coisinhas.
Eu e Raphael não economizamos com nossos socos e chutes, infelizmente recebemos alguns em troca também, mas quem esta recebendo o dano maior são eles, acho que esses meninos nunca entraram em uma briga de verdade, mas para tudo existe uma primeira vez. Alguém chamou o professor para separar a briga e ele se assusta ao ver quem eram os encrenqueiros, já que a Nyx sempre foi retraída e como eu disse Raphael tem cara de anjo, mesmo que seja um diabinho, ninguém iria desconfiar que ele estava em uma briga, fomos todos encaminhados para a diretoria
* Diretor — Eu posso saber o porquê dessa confusão? — pergunta sério analisando o quão bagunçados estávamos.
* Professor — Não sei o que levou eles a brigarem\, mas posso dizer que a aluna Nyx é comportada e tem as melhores notas e o colega que está ao lado dela aparenta o mesmo\, já esses dois aqui sempre se mentem em encrenca — responde.
* Diretor — Muito obrigado\, pode se retirar\, irei me resolver com eles — fala
*Professor — Por nada, lembrei que no caminho para cá ouvi alguns alunos falando que tudo aconteceu porque aqueles dois foram falar a verdade para o aluno novo, qual verdade é essa eu sinceramente não sei — fala se retirando.
* Diretor — Como sei de suas notas e comportamento irei perguntar para você Nyx \, o que aconteceu para você se meter em uma briga? — me pergunta de forma séria
*- Diretor o que aconteceu é simples, a muito tempo se espalhou uma mentira pela escola falando que eu era louca e que tinha uma doença contagiosa então ninguém deveria se aproximar de mim, esses dois sentou na mesa onde eu e o Raphael estávamos para falar sobre isso, então eles os refutou dizendo que alguém louco tem que ser internado e quem tem doença contagiosa não pode sair na rua ou seja ter contato com ninguém, então eu comecei a rir porque fiquei feliz em ver que ele não acreditou nessas mentiras e vi que conheci um ótimo amigo, aquele de cabelo verde que não sei como se chama, achou ruim e jogou minha comida no chão, eu fiquei muito brava com essa atitude não se deve desperdiçar comida então acabou que por estar brava eu acabei batendo nele, o Raphael não tem culpa por nada já que ele me ajudou para que o outro não viesse me bater junto com o amigo.
* Diretor — Foi isso mesmo que aconteceu Raphael? — perguntou a ele.
* Raphael — Sim diretor foi isso que aconteceu\, e cada vez que eles faziam algum comentário rude para a Nyx todas as crianças do refeitório riam\, como se fosse bonito eles tratarem uma colega de escola assim — responde totalmente revoltado
* Diretor — E vocês\, o que tem para me dizer? — pergunta os olhando.
* Valentão 1 — O Victor não mentiria para nós se ele falou que ela é louca e tem doença contagiosa é porque tem\, já que o pai dele é amigo dos dela — e assim a sentença de morte foi assinada.
* Diretor — Bom saber\, seus pais e os pais do Victor serão informados a comparecer na escola\, vou conversar com eles para ter a autorização para que vocês possam desmentir essa história para escola inteira\, Nyx e Raphael vocês vão assinar uma advertência espero que isso não ocorra mais estamos entendido — fala de forma séria.
*- Sim, diretor — falo tentando não rir
* Valentões — Sim\, diretor — se fosse combinado não teria conseguido falar junto\, e totalmente revoltados com essa situação.
* Raphael — Sim\, diretor — fala de forma tão doce que não parece que estava metendo a porrada em alguém uns minutos atrás.
Enquanto voltamos para a nossa sala, eu e o Raphael nos encaramos e começamos a rir, vejo que terei uma bela e longa amizade.
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Fofoca da vida da titia eu era uma boa aluna, mas sempre que entrava em alguma encrenca eu nunca levei suspensão sempre foi advertência, até quando a titia aqui saiu na porrada com irmão e nossa mãe foi nos buscar na escola.
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Atualizado até capítulo 46
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