Dários apressa se pelo corredor extenso que leva a seu jardim particular.É seguido por servos e a sua guarda pessoal. Os sapatos batem no chão de pedras com certo impacto. Ele é grande, e seu caminhar imponente , metem medo só de olhar.Pisa no chão com firmesa e olha fixo para a frente.É um homem focado e nunca se distrai com amenidades. Mesmo calado o seu pensamento voa longe. Após falar com o seu conselheiro e certificar se das vantagens da união com a moça desconhecida, ele resolve que sim, será um bom acordo. Afinal,uma esposa a mais uma esposa a menos não fará diferença enquanto os cofres da Fortaleza estiverem cada dia mais cheios.O luxo dos Nobres e a vida regalada do povo Valem qualquer sacrifício. Até se casar com uma... camponesa vinda do meio das montanhas. Sacode levemente a cabeça formando em sua mente a imagem de como essa moça pode ser ,e a sua imaginação não lhe agradou muito .Se for selvagem, desgrenhada ou maltrapilha?Terá que se esforçar para deitar se com ela.Ao menos consumar o casamento ha de conseguir.Se bem que, sendo ela uma princesa, mesmo vindo de onde veio talvez não seja assim tão mal .
Mediana , foi o que sua rainha disse.Vindo dela isso até parece um elogio .Tâmisa é muito exigente em padrões de beleza consigo mesma e com outras pessoas .Seu povo é de natureza bela.E formas desproporcionais não lhe agradam.Ela repuldia desleixo. Esta sempre perfumada e extasiante.É exatamente por isso que ele não se arrepende de ter la escolhido como rainha Deixa espanto e admiração aonde vai.
Impetuosa articulada e esperta.Tudo o que uma rainha deve ser.
Ele entra nos jardins e o aroma das Flores já invade seus pulmões, adora aquele lugar .Aspira a fragância de forma discreta, para não deixar transparecer a sua sensibilidade humana.Um rei deve prezar por este tipo de discrição e não transparecer fraqueza em pequenos gestos como este. Mas ali ,é únicoco lugar em toda a fortaleza que ele se sente ele mesmo de verdade .Ali ele aproveita para pensar decidir e muitas vezes pintar que é o seu Hobby Favorito .Tudo longe de olhos curiosos e venenosos. Sabe que tem súditos mas também tem muitas pessoas que não gostam dele e apenas o aturam por sua posição.E num deslize Pode pôr a perder todo o seu reinado.Isso , Dárius,nunca permitirá. Olha ao redor e vê apenas a farta mesa posta,com iguarias diversificadas.
Lança um olhar interrogativo ao chefe dos eunudos e um dos responsáveis pelo harém.Pergunta pela moça
-Ela já deveria estar aqui senhor há tempos que saiu do harem.
Ele meneia a cabeça contraindo os maxilares não gosta de esperar .Pois todos ao seu redor estão sempre adiantados em satisfazer as suas vontades .É assim desde que era um bebezinho.
-E o que faz parado aí seu inútil, vai atrás dela .
O eunuco cauvo e de feições serenas sai caminhando a Passos largos seguido por seus assistentes, que se curvam levemente. Deixando o rei sozinho com sua escolta. Contrariar ao rei é uma grande afronta.E esta moça já começou mal.
Darius da alguns passos pelo ambiente. E ajeita a capa real que sempre traz sobre os ombros. Os soldados são como estátuas ficam estáticos a certa distância como se não visse ouvisse nada apenas prontos para defender lo caso suja com algum perigo .É como estar sozinho.
Apos algum tempo. O rei solta um longo suspiro.Ja esperou demais.
Ele está virado admirando alguns botões que eclodem de uma roseira.E uma lagarta tenta libertar se de seu casulo.
Dárius olha discretamente ao redor e acha em sua humilde magnificência, que não há problemas em ajudá-la A pobre borboleta não consegue soltar se ,ele toca na folha para tentar pegar entre seus dedos .Sua mão é grande e ele teme esmagar a fragil estrutura que protege o pequeno ser.
-Se eu fosse o senhor não faria isso soberano.Ela precisa deste esforço para estruturar as asas e poder voar.Se dermos esta ajudá não será forte o suficiente para ser livre.E será devorada facilmente pelas formigas, sem chance de defesa.
Uma voz adocicada e firme surge de detras das folhagens.A criatura coberta por um véu quase de alto apermissão aproxima.Ele vê apenas os olhos e são os olhos mais lindos que já viu na vida .
- E você quem pensa que é para falar assim com o grande Dárius II? O que faz em meus jardins sem a minha permissao?
Ele ouve um riso fungado por detrás do Véu .
-Pensei que o soberano tivesse me convidado para o desjejum .
Embora nada destas iguarias me agrade o paladar.
Ela está perto mas mantem certa distância. Estava há algum tempo a observa-lo escondida entre as folhagens. Saiu de la para dar uma volta e perdeu-se naquela beleza . Durante o seu Observatório ela teve vários pensamentos malignos, tais como, enfiar uma estaca em seu coração cortar sua jugular com uma farpa afiada ou simplesmente chegar e apresentar-se bolando uma Vingança a longo prazo .A ultima foi a mais agradável. Embora seu ódio por aquele homem, só crescesse a cada instante que ficarara na espreita de sua presença através das folhas .Ele era muito diferente do que imaginou. Na sua mente ele seria gordo velho barbudo asqueroso e repugnante .Mas aquele homem tinha pouco de suas deduções fictícias. Embora Talvez ele fosse muito pior por dentro apesar de não ser por fora .
Tinha a imponência natural de um lider.Mas em seu momento de fraqueza, tem a demonstrado certa sensibilidade ao tentar ajudar aquela pobre borboleta .No entanto, Sama não pode deixar se levar por aquele pequeno gesto que parecia ser bom mas no fundo não refletia Quem é aquele homem era de verdade :Um assassino.
-Então você é a moça vinda de Artous?
Sama curva se levemente, , baixa o olhar para levanta lo em seguida .S Submissaoé a ultima coisa que existe nela.Mas é obrigação curvar se diante de um monarca de sua importância. Apesar de estar a querer provocá-lo, conhece seu lugar, e a educação que recebeu lhe ensina Os Protocolos da Realeza.
-Me apresentaria se fosse preciso mas já deve saber quem eu sou .
- Sim.Magestade.Eu sei.E se tivesse matado aquela borboleta , sua fama teria ganhado mais ímpeto na minha dedução.
-E ...qual seria a minha fama diante da senhorita?
A conversa é fria.Embora haja certa emoção nas vozes.Sama quer distância.E ele, sente-se curioso com a ousadia naquela jovem impetuosa que surgiu a sua frente .Tentando dissuadi-lo a não atacar Aquela pequena borboleta que está enrolada em suas flores favoritas .
-Melhor que eu guarde a minha opinião para outro momento, porque por agora acho que o senhor não gostaria muito de ouvir o que tenho a dizer a seu respeito .Deixe tempo revelar, senhor.
Dárius estreita o olhar e põe uma das mãos na cintura curioso com as palavras ríspidas daquela jovem desconhecida .Ela é atrevida.Mas sabe bem usar as palavras.
-Sou seu rei posso exigir que me fale o que pensa a meu respeito .
- E eu pensei que seu reino fosse de pessoas livres que não fossem obrigados a fazer aquilo que não querem .Se me obrigar , eu o tirarei por um tirano.E...acho que não é esta a impressao que deseja passar a sua futura esposa.Um tirano nunca seria um bom marido para uma princesa como eu.E então eu teria que recusar a sua oferta de casamento e voltaria para minha terra.E o grande soberano DÁRIUS II seria motivo de chacota entre os outros reinos.Rejeitado por uma camponesa. Não ficaria bem para um rei do porte, vossa majestade.
"Tirano?"Quem esta camponesa pensa que é?
Ninguem nunca lhe ousou dizer tais palavras.
Nunca com esta colocação. Darius ri intimamente. Ha tempos não encontra tanta coragem nas palavras de uma mulher. Por menos, outra perderia a cabeça.Mas desta achou até engraçado. Será que está mulherzinha insolente não tem noção do perigo que corre lhe falando desta forma?
-Sugiro que Meça suas palavras nobre donzela.Se sabe com quem fala.Deveria temer.Minha má fama não corre solta a toa.
Ela dá um passo na direção dele.Agora sim está chegando aonde quer.Provoca lo.Talvez ele desista deste casamento absurdo e quem sabe a devolva. Seria perfeito demais.Enfim...
-Sei exatamente com quem estou falando ,meu senhor. Devo lhe todo o respeito pela posição que ocupas.Mas,Não te esqueças que também sou uma princesa .E que sou sua futura esposa.Se realmente o soberano quer levar isso a diante, repense. Pois é assim que eu sou.Me suportará? quem sabe.Ou aceitarei meu destino e morrerei por tuas sangrentas mãos.
O grande Dárius Analisa milimetricamente aquela mulher de cima a baixo . Pequena em estatura. Mas com uma língua afiada demais para a pouca idade. Entretanto...gostou dela.E de sua originalidade.Melhor que a bajulação de todas as outras que vivem a cerca-lo . Então,resolve investir um pouco mais e tentar saber quem de fato é aquela moça .Pelo jeito,vai valer a pena casar-se com ela .
-Tire o véu .
- Não pretendo ainda, senhor.O senhor não esta pronto para o que verá.
Ela fala de sua expressão odiosa a ele. Mas a curiosidade so aumenta.
-Você não entendeu? não é um pedido é uma ordem .Tire o véu !
Ela dá outro ousado passo e o encara desafiadora.
-Me obrigue! Senhor .
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Atualizado até capítulo 86
Comments
Nora Ney Guimarães Guimaraes
Amando o livro 😍
2024-08-24
3
Reni Demetre
autora cadê , você
2024-04-03
3
aline evelli
por isso q eu não queria ler agora, já entrei em desespero querendo o próximo capítulo 😭😭😭😭
2024-04-01
7