Passado o final de semana, Pietro chama Carmela, a governanta da casa no seu escritório.
—Quero que demita a preceptora de Ane.
—Ela fez algo errado Don Pietro?
—Não acho que seja adequada a suficiente.
—E deseja outra?
—Sim, quero uma senhora mais velha,mais experiente. Não contrate uma com menos de cinquenta anos!
—Assim que ela chegar irei comunica-la. Aviso a dona Ane?
—Já avisei,ficou aborrecida comigo e saiu com o menino e a babá.
—Com licença! - a mulher se retira
Quando Ava chega para dar as suas aulas, Carmela a conduz para a biblioteca e lhe comunica a decisão do patrão.
—E ele lhe disse o porquê?
—Não, somente me pediu para lhe demitir.
—Mas eu sei o motivo! Onde ele está?
—No escritório,por que?
—Quero falar com ele!
—Não acho que seja necessário,ele já está decidido e não costuma voltar atrás das duas decisões!
—Por favor, o comunique que desejo lhe falar!
—Não vou...
—Se você não me anunciar eu o encontro!
Carmela,acha melhor o avisar
—Don Pietro, a Ava não se conformou com a demissão e deseja vir falar com o senhor.
—Pois diga que não quero falar com ela,já dei a minha palavra!
—Ela está ameaçando um escândalo!
Pietro respira fundo, sabe que tudo isso é culpa dele.
—Tudo bem,mande ela entrar.
Ava entra com sangue nos olhos, Pietro permanece sentado na cadeira a olhando de forma arrogante.
—Tranque a porta e sente-se.
—Por que me demitiu?
—Não acho que seja a melhor opção para ajudar a minha esposa.
—Ou é porque eu sou a melhor opção,para você?- ela fala com malícia misturada à raiva
Pietro engole seco, e sente o sangue correr mais rápido nas veias.
—Eu sei que foi por conta daquele beijo, mas foi você quem me roubou!
Ele se levanta num impulso
—Mas foi você quem me provocou desde o momento em que me viu pela primeira vez! Não sou um adolescente idiota, eu sei quando uma mulher me dá mole!
—Aí eu fico sem emprego porque você não se contem e não sabe respeitar a sua mulher?
Pietro vai para cima e coloca o dedo no seu rosto.
—Veja como fala comigo! Ou eu...
—Ou o quê Don Pietro?
Um silêncio incômodo paira no ar, existe tensão e desejo.
Ele a beija com agressividade e é correspondido, lhe arranca a sua blusa deixando-a apenas com sutiã e saia. A põe em cima da mesa e tira sua calcinha.
—Abre as pernas!
Ava o obedece e ele põe a língua em seu sexo, enquanto ela geme de prazer e puxa os seus cabelos.
—Você não vai gozar agora! Só quando eu estiver dentro de você . Vira de costas!
—Como você quiser, Don Pietro!
Ele ri satisfeito e a penetra por trás freneticamente, a puxando pelos cabelos.
—Você me provocou, você fez de propósito...sua...
—Sua o quê? Fala! - ela usa um tom de voz provocativo e sexy
—Vagabunda! Safada!
Ava ri e se empina pra ele,que geme cheio de tesão. Ela se vira e o encara.
—Ainda quer me demitir?
—No momento eu só quero gozar!
Ela sobe em cima da mesa e abre as pernas de novo o convidando para penetra-la. Então ele volta a estocar com mais força e freneticamente até que ambos chegam ao orgasmo.
Pietro apoia o corpo em cima dela,ofegante e suado. Assim que os ânimos voltam, ele suspende as calças,ela veste as roupas, ajeita o cabelo e sai do escritório direto para fora da casa, sobe os olhares assustados dos soldados e de Carmela. Todos ouviram o que aconteceu naquele escritório.
Ele se senta e abre os botões da camisa, incrédulo do que acabou de acontecer.
—O que eu fiz? Dentro de casa! Dentro da nossa casa!
Ele sente como se faltasse ar, e começa a ter uma crise de asma,pega o medicamento dentro da gaveta e inala. Mais calmo, passa a mão no telefone e liga para o Brasil,era manhã na América do Sul.
—Pietro! Aconteceu alguma coisa?
—Aconteceu tia...
—Ai meu Deus! alguma coisa com o Enrico?
—Não, estamos bem.
—Então fala ragazzo!
—Aconteceu o que a senhora me alertou...- ele inala o medicamento mais uma vez.
—Você está passando mal?
—Uma crise de asma, já vou melhor.
—Então depois você me liga, vai deitar um pouco.
Ele desliga e faz o que a tia mandou,no banho ele chora arrependido. Sua impulsividade pode ter colocado a sua vida pessoal em risco.
Ane chega em casa e encontra o marido deitado.
—Pietro, dormindo a essa hora?
— Tive uma crise de asma.
—Quer que chame um médico?
—Não,já me mediquei e estou bem. Me dá um abraço?
Ela sorri e o abraça
—Me perdoa?
—Por qual motivo?
—Por tudo o que você está passando desde quando chegamos aqui.
—As coisas irão melhor, eu acredito nisso!
—Ah! Ane...você parece um anjo! Com sua candura e o seu cuidado. Eu vou ser um marido melhor pra você, eu prometo!
......................
Fora da mansão Ava,anda atordoada pela ruas pensando no que acabou de acontecer.
Ao chegar em casa, toma um banho e se deita olhando o teto do quarto, estava sem emprego novamente e com o coração balançado por um homem que não era seu. Ela sabia que Pietro nunca deixaria mulher e filho para assumi-la, aliás, ele deixou claro durante a transa que a via como uma vagabunda.
—Eu já tenho trinta anos, não tenho nada meu,casa, família, carro, marido...e agora nem emprego! Que droga de vida!
Ava era órfã,foi criada pelos avós maternos já falecidos.Sua mãe morreu no parto e do seu pai nunca soube,seu avô tinha um pequeno comércio na cidade, ela lembra bem como ele ficava chateado por ter que pagar altas porcentagens do seu lucro para a família Paolli que extorquia o comércio local,tendo assim, que hipotecar a própria casa para conseguirem sobreviver .Com a morte deles,Ava não conseguiu manter nenhum bem e se viu na rua da amargura dependendo da ajuda de um e de outro para ter aonde dormir ou comer. Ela e sua amiga Angela se conheceram na faculdade. Ambas se formaram em linguística,a amiga conseguiu um emprego estável como tradutora,mas ela fica pulando de emprego em emprego fazendo bicos como professora.
Trabalhar para os Paolli era a chance que precisava para se erguer,iria ganhar muito bem para juntar dinheiro e se estabelecer,mas agora tudo foi por água abaixo.
Ao partilhar com sua amiga o ocorrido daquela tarde,uma luz se acende.
—Deixa de ser tonta Ava! É a sua oportunidade de ouro! Volte lá na quarta feira como se nada tivesse acontece e continue a seduzi-lo. Agora que ele a experimentou uma vez,vai querer outras!
—E se ele me enxotar feito uma cadela?
—Eu duvido! Pelo o que eu vi naquela noite e pelo o que você disse,ele está muito atraído. É só saber manipular a situação.
Ava se levanta e olha pela janela, pensa no que a amiga disse.
" Não seria nada mal ser a segunda dama oficial do clã Paolli, posso tirar grandes vantagens disso!" ela sorri de forma maquiavélica.
Pietro passou o resto do dia no quarto, não atendeu a ninguém. Pediu para que Ane ficasse com ele e o filho no quarto,a dor da culpa o consumia, então preferiu ficar perto na sua família para tentar esquecer e quem sabe retornar ao seu juízo.
—Peça para nos servir a refeição no quarto. Não quero sair de perto de vocês! - ele pede a esposa enquanto brinca com o filho.
Ane desce e dá as ordens a Carmela,ela notou que todos na casa não a encaravam desde quando retornou para casa do seu passeio.
—Aconteceu alguma coisa hoje enquanto estivesse ausente Carmela?
—Não, dona Ane. Por que?
—Vocês estão estranhos,Pietro está estranho,teve uma crise de asma repentina...
—Foi isso, ficamos preocupados com ele. Nunca o vimos daquele jeito.
Ane não se convece muito,mas resolve ignorar o fato. O jantar é servido no quarto do casal, logo após eles colocam o bebê pata dormir. Pietro ainda tenta transar com a esposa,mas as cenas daquela tarde não saiam da sua mente. O cheiro,o gosto, a foda de Ava...
—Ah não dá! - ele se joga na cama.
—Tudo bem Pietro, você passou mal hoje.
—Não é isso, é a minha cabeça que não para! Está fervendo!
Ela o abraça forte e ele esconde o seu rosto no colo dela.
—Talvez sejam muitas coisas para você sozinho.
—Não,servir a Camorra é tão natural e fácil pra mim como andar.
—Então o que é?
—Coisas minhas...talvez saudades da minha família e da Flórida,agora entendo o mio padrino.
Eles se beijam e dormem abraçados. No meio da madrugada ele levanta e pega o telefone e vai ao jardim de inverno da casa.
—Tia? A acordei?
—Não querido, terminamos o jantar ainda agora.Você está melhor?
—Sim, foi uma crise pontual,sempre tenho nas mudanças de estação.
—Você me disse que aconteceu algo que eu lhe alertei. O que foi?
—Eu trai a Ane de novo. Dentro de casa e com a professora dela.
Serena fica muda do outro lado
—Tia? Está aí?
—Estou...eu avisei a você! Eu aprendi a duras penas e não gostaria que você passasse por isso. Mas já está feito, agora demita essa moça e se afaste dela!
—Eu a demiti,ela veio tirar satisfação comigo e eu não a resisti e transamos no escritório.
—Esse escritório...- Serena lembra de quando Enzo e ela se beijaram e trocaram carícias íntimas nele - Fuja Pietro! Se você continuar a ceder quando menos perceber estará preso numa teia e irá perder a linda família que está começando a construir. Para mim, você ainda é o melhor dos Paolli, não se perca dos seus princípios. Boa noite, meu sobrinho!
—Obrigado por me ouvir tia, boa noite!
Ele pensa no que ouviu, precisa nunca mais olhar na cara daquela mulher e de mais nenhuma outra. Mas nessa noite não conseguiu transar com a esposa,nem foi por sentimento de culpa , e sim porque o rosto de Ava o perseguia,sua voz rouca e sexy ecoava nos seus ouvidos.
—Caralho! Não acredito que já cai na teia dessa vagabunda!
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Atualizado até capítulo 86
Comments
Marilu Araujo Felix
cara esses homens são fracos, aí fica com crise de consciência.. tomara que a Ane descubra e de uma acordada pra vida..
2025-03-22
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Rosa Hosana Santos
acho que você não merece a Ane e espero que a Ava jogue tudo no ventilador e acabei com você babaca
2025-03-03
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HENEMANN- MEDEIROS. Henemann
Eu só estou pensando na coitada Ane tbm. Pietro não poderia fazer isso cm ela 😢
2024-12-28
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