Ana segue caminhando na direção que nem ela mesmo sabe para onde irá levá-la. A jovem coloca um pé na frente do outro seguindo em frente, mais para ela é como se estivesse caminhando para atrás. Sua cabeça tenta pensar no que deve ser feito dali em diante. O medo não a deixa em paz, mas ela não o permite que a atrapalhe. Ana não para de caminhar e nem olha para atrás. Convicta de que agora sozinha tem que cuidar de si mesma, segue de cabeça erguida. A jovem ainda com o coração acelerado para em uma rua movimentada. A jovem olha ao seu redor e só vê prédios e lojas. Ana se sente muito perdida ali. Há um grande fluxo de carros indo e vindo de um lado para o outro que a deixa zonza. A fumaça dos automóveis a faz tossir e espirrar. Sua barriga ronca e a jovem se lembra que saiu sem tomar café da manhã. Com a barriga roncando ela entra em uma lanchonete segurando apenas sua pequena mala.
ANA- Bom dia senhora! Poderia me servir um café preto e um pão com manteiga?
GARÇONETE- Claro! Só um minuto!
Ana apesar de estar com fome sente um entalo na garganta. Ela olha para os lados e a única coisa que vê são pessoas apressadas. A jovem solta o ar pela boca, com o coração aflito olha para o relógio e vê que já passa do meio dia. A garçonete chega com seu pedido e percebe a tristeza no olhar da garota.
GARÇONETE- Está Aqui o seu pedido.....Mas....Está tudo bem com você?
ANA- S..sim....sim ..... É...é .... você conhece um lugar barato para eu ficar durante um tempo?
GARÇONETE- AH! SIM.... O dono daqui aluga quartos para estudantes.... Fica ali frente. ..se puder esperar um pouquinho....Eu já tô terminado o meu serviço aqui e posso te levar lá....
Ana sorrir com os lábios fechados e balança a cabeça fazendo um sinal de positivo. Ela por um breve momento se sente aliviada em conseguir pelo menos um lugar para ficar durante alguns dias. A jovem toma o seu café com o pão olhando para o nada. Quando a garçonete termina seus afazeres leva Ana para o lugar onde aluga-se quartos. Ela fica mais tranquila ao ver várias jovens que possuem mais ou menos a sua idade ali. Aquele local é alugado para estudantes de faculdade.
Sem exitar ela fecha o aluguel de 2 mês com dono. Para Ana esse será o tempo suficiente até conseguir um trabalho e também o tempo que o dinheiro que ganhou de Almerinda cobre. Ela entra no quartinho que alugou. Olha em sua volta e de certa forma se sente confortável ali. O quarto não muito diferente do local em que ela vivia no orfanato. A diferença apenas é que lá possui um frigobar e um pequeno fogãozinho num canto. Ana suspira e coloca sua mala em cima da cama. Nervosa com os dias que virão pela frente. A jovem pega sua bolsa para ver o quanto ainda tem de dinheiro para se manter. Ao abrir a carteira ela observa o cartão que a diretora do orfanato lhe deu com o número de um suposto possível trabalho.
Ana sente um pressentimento, algo que não sabe explicar se é bom ou ruim. Ao olhar aquele papel ela decide não ligar para aquele número indicado. A jovem angustiada por não ter dinheiro para se manter por mais de 1 mês, não quer perder mais tempo e começa a procurar um emprego. Ela pega o celular e entra em vários sites onde ofertam vagas de trabalho. Ana seleciona alguns e já agenda logo várias entrevistas.
28 dias se passaram e nada de Ana conseguir um emprego. Em todos os lugar que foi não a quiseram contratar por conta da idade e porque não possui nenhum tipo de experiência. Ana mexe em sua bolsa, como todos os dias ela conta o quanto em dinheiro ainda tem. Triste ao ver que na carteira apenas só resta 30 reais, a jovem começa a se afligir ainda mais e mais. Mesmo com medo, angustiada e aflita ela não chora, não abaixa a cabeça continua a procura um emprego. Faltam apenas 2 dias para acabar o prazo do aluguel do quarto e ela ainda não achou nenhum trabalho. Sem mais alternativas ela pega em sua bolsa o cartão que a diretora do orfanato lhe deu e liga no número indicado. Depois de 3 toques uma mulher atende.
MULHER- ALÔ?!
Ao ouvir a mulher falar, o coração de Ana bate acelerado. Ela começa a soar frio e com todas as suas forças tenta falar sem transparecer que está nervosa.
ANA- Oi...alô....meu nome é Ana... Me entregaram um cartão com esse número e liguei para saber se você está contratando....
MULHER-Quem te entregou?
ANA- A diretora do orfanato....
MULHER-AH! SIM ESTAMOS CONTRATANDO...! Amanhã. De manhã venha aqui querida para uma entrevista e vê se você se caixa no perfil solicitado....
ANA- Qual o local? A que horas?
MULHER-Vou mandar a localização e o horário para esse número que você está ligando, ok?
ANA- Certo! Obrigada...muito obrigada mesmo.
Ana ainda muito nervosa solta o ar pela boca e respira aliviada. Ela fecha os olhos e abraça o telefone celular. Esperançosa cria expectativas de finalmente conseguir um trabalho. Ana está muito anciosa e por causa disso não consegue dormir. Como o de costume vai para a janela. Ela sempre faz isso quando está sem sono. O olhar para noite a acalma. As estrelas que brilham no céu acalentam seu coração. Ana abre a janela e ali olhando para o horizonte se sente agora mais forte para superar o que há de vir.
Um motoqueiro em alta velocidade corta as ruas da cidade. Atrás dele há vários carros o perseguindo. Ele entra olha a todo instante para atrás, na tentativa de saber se os seus inimigos estão chegando perto. Derrepente um carro preto cruza a sua frente o fechando. Ele não consegue frear e acaba batendo no capô do carro. O motoqueiro voa por cima do automóvel e cai no chão rolando no asfalto. O motorista do carro desce. O homem todo de preto caminha lentamente até o motociclista que sem conseguir se levantar, mas ainda consciente começa a falar.
MOTOQUEIRO- NÃO! NÃO! NÃO! ME PERDOA! NÃO! EU JURO! EU NAO VOU FAZER MAIS ISSO! POR FAVOR! POR FAVOR ....POR FAVOR DOM....
O homem de preto chega bem próximo do homem. Ele saca a arma e efetua um disparo certeiro bem no olho direito do motoqueiro.
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Atualizado até capítulo 96
Comments
Anonymous
Eu tbm estou desconfiada com esse emprego
2024-12-04
0
Valeria Grossi de Almeida
Eu acho que é uma casa de prostituição.
2024-11-19
0
Flora Nascimento
Vixii já vir! Que Ela vai se envolver com Mafioso. /Casual/
2024-11-05
1