O celular de Fábio toca, ele está na sala com a sua sogra que brinca com Nayane.
Ele vê ser Lúcia , se afasta para atender o telefone.
— Se eu não ligar, você não me liga mesmo, agora que Shirley morreu eu pensei que você iria procurar-me com mais frequência, mais pelo que vejo estava enganada.
— Oi Lúcia as coisas não são tão simples quanto parecem, estou ainda de luto pela morte de Shirley, minha sogra está aqui em casa me ajudando com Nayane, e para piorar a situação Esther está presa acusada pela morte de Shirley.
— E você quer algo melhor que tudo o que aconteceu, agora você está livre da Shirley, logo você será o dono de toda a fortuna dela, e jamais vai poder ser acusado por este crime, pois a culpa caiu sobre a idiota da Esther.
— Lúcia, larga de falar besteiras eu jamais queria que Shirley morresse, e também que Esther estivesse presa por um crime que tenho quase certeza de que ela não cometeu, estou ainda tentando desvendar esse mistério.
— Você sempre disse que me amava, e que se não fosse Shirley entre nós, você estaria comigo, e já faz quase um mês que ela morreu e você vem-me dizer que está de luto, onde está o amor que você diz que sente por mim.
— Pode até não parecer, mais estou realmente abalado pela morte de Shirley, não queria que tudo terminasse assim, estou a tentar ajudar nas investigações para descobrir o verdadeiro culpado que envenenou Shirley, e também quem mandou a carta anônima acusando Esther, com certeza é a mesma pessoa.
— Você está a ajudar nas buscas para descobrir o culpado, eu não acredito nisso, pensei que você estivesse aliviado com a morte dela.
— Não estou aliviado não Lúcia, e estou a sofrer muito, vendo a minha filha triste pela perda da mãe, e da babá que também estava apegada.
— Peça para a mãe de Shirley, levar a bebê embora com ela, aí sim, estaremos livres para poder viver o nosso caso de amor.
— Você não tem coração mesmo Lúcia, não imaginava que você era assim tão fria, já perdi a Shirley você acha mesmo que vou querer ficar longe da minha filha?
— Eu é que não estou-te entendendo, quando Shirley era viva, você vivia a trair ela comigo, e agora que ela se foi você disse que sente por isso?
— Você conhece aquele ditado, que só damos valor quando perdemos, pois, é hoje consigo analisar e reconhecer, a grande mulher que Shirley era, uma boa mãe, uma esposa carinhosa que não média esforços para me ver feliz, eu que sempre fui errado.
— Meu Deus! Agora sinto que vou-te perder por uma pessoa morta, não Fábio é demais para mim, vou desligar, quando estiver melhor me ligue para podermos conversar.
Lúcia decepcionada desligou o telefone, ela não conseguia acreditar, ela fez tudo o que fez, por que sabia que Fábio não teria coragem de tirar Shirley do caminho deles, e agora ele disse que está triste pela morte de Shirley.
Lúcia que pretendia revelar a Fabio, que foi ela que envenenou Shirley, e foi ela que fez com que a carta anônima que escreveu, acusando Esther, chegasse a delegacia, agora sentiu que estava em maus lençóis, pois vendo Fábio assim tão vulnerável com a morte de Shirley será capaz até de deixar ela ir para a cadeia.
Sim Lucia elaborou um plano, o dia em que Esther viajou, e ela ficou dois dias com Fábio na casa.
Ela sabendo que Shirley tomava aqueles comprimidos de suplemento alimentar que Fábio mostrou-lhe, ocorreu-lhe uma ideia de trocar algumas cápsulas daqueles comprimidos por veneno mortal.
E assim ela fez, pagou a um amigo para fazer isso para ela, se ausentando por um período pequeno e retornando a casa de Fábio, fazendo a troca de duas cápsulas, por aquele comprimido mortal.
Agora era só aguardar Shirley tomar a cápsula que ela deixou logo acima das outras no vidro.
E olha que demorou ainda uns dias para que Shirley tomasse o comprimido de veneno.
E logo depois ela teve a ideia de acusar Esther com medo de que pudesse cair a culpa sobre Fábio e por tudo a perder.
Agora Lúcia estava ali pensativa, será que valeu mesmo a pena todo esse seu sacrifício.
Ela que pensava contar a verdade a Fabio, pensando que ele a apoiasse e ficasse feliz por agora eles poderem ficar finalmente juntos, se enganou.
Lúcia então pensou, ela teria que bolar outro plano para conseguir incriminar Esther de uma vez por todas, pois acreditava que aquela carta não seria provas suficientes para manter Esther na cadeia.
Foi aí que ela tomou a decisão de escrever outra carta anônima, esclarecendo como Esther teria envenenado Shirley, contando sobre as cápsulas envenenadas, que ainda deviam estar no vidro de suplementos que Shirley tomava.
Lúcia aproveitou que o dia estava chuvoso, pouca movimentação na rua deixou o seu carro parado a uma quadra da delegacia, e cobrindo a direção da câmera com o guarda-chuva, passou ligeiramente na caixa dos correios deixando ali mais uma carta anônima que acusaria novamente Esther.
Deu a volta na rua e voltou ao seu carro e foi embora.
Agora era só aguardar para ver o que aconteceria com Esther.
No dia seguinte Fábio recebeu mais uma vez a visita do casal de investigadores, que fizeram algumas perguntas a Fabio e recolheram o vidro de suplementos para ser analisado.
— Mais por que vocês vão analisar este suplemento?
— Fábio recebemos outra denúncia anônima, dizendo como Shirley sua esposa foi envenenada por Esther, e se for real esta denúncia aqui iremos encontrar a cápsula envenenada que matou sua esposa.
— Mais quem está a mandar estas cartas anônimas? Não descobriram ainda?
— Não, na carta a pessoa se identifica como amiga distante de Shirley, que descobriu por acaso a maldade de Esther, e quer que ela pague pelo crime.
— Mais tenho certeza de que tem alguém envolvido nesse crime, e não é Esther, cada vez fica mais complicado chegar ao culpado.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 61
Comments
Maria Maura
livro de terror
2024-06-28
0
Anonymous
estou sentindo falta do romance tb
2024-06-25
0
Valéria Alencar
Muita maldade e pouco romance prejudica a história
2024-04-12
1