୧⊹܀Não posso confiar em ninguém..⊹܀୨

22:59h
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Bem, é um começo bem peculiar, confesso que minha história começou de um jeito bem deplorável, mas sabe? nem tudo é TÃO ruim assim, não é?..
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Eu estava andando já fazia um bom tempo, meus joelhos estavam sangrando por conta dos cacos de vidro. Naquele momento o meu olhar estava vazio, não se passava nada na minha cabeça, estava me sentindo suja.
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Avistei um poste de luz enquanto caminhava, aquilo foi como a "luz da salvação", isso significava que eu estava perto de um local onde poderia ter pessoas. Entretanto, minha mente estava perturbada, por um momento eu queria ajuda, mas por outro lado eu não conseguia confiar mais em ninguém.
Havia um banquinho perto desse poste de luz, eu me sento no banco e fico observando a noite. Normalmente eu sempre gostei de observar o dia e a noite, mas dessa vez as estrelas não estavam brilhando como elas costumavam a brilhar antes..
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O..oi? está perdida?
Eu me assusto, quase pulando do banquinho. A voz era calma, mas dava para ouvir a voz trêmula por conta do frio da noite. Eu olho em direção à pessoa, mas logo os meus olhos cerram, olhando de cima a baixo o sujeito.
𝑺𝒕𝒖𝒌𝒊 (𝒂𝒅𝒐𝒍𝒆𝒔𝒄𝒆𝒏𝒕𝒆)
𝑺𝒕𝒖𝒌𝒊 (𝒂𝒅𝒐𝒍𝒆𝒔𝒄𝒆𝒏𝒕𝒆)
O que quer? quem é você? oq está fazendo aqui?
Faço várias perguntas, como se fosse uma entrevista. Eu ainda desconfiada, continuo o olhando, como se fosse mata-lo apenas por estar se aproximando. Oq eu tinha me tornado?
Ele solta uma risada agradável. Essa risada não parecia ser de um homem adulto, e muito menos de uma mulher. Eu o olho, tentando olhar o rosto dele direito, enquanto me inclino ligeiramente para frente.
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Se acalme, você parece desesperada.
Eu podia ouvir os passos dele se aproximando de mim, quando ele chega perto o suficiente do poste de luz, que ficava pertinho do banco aonde eu estava, pude ver o rosto do sujeito.
Max (adolescente)
Max (adolescente)
Me chamo Max William, mas pode me chamar de Max apenas. Tudo bem para você??..
Eu recuo por um instante, mas minhas pernas doem pelos cacos de vidro. Eu desvio o olhar e aceno positivamente, apenas concordando com o que ele diz.
𝑺𝒕𝒖𝒌𝒊 (𝒂𝒅𝒐𝒍𝒆𝒔𝒄𝒆𝒏𝒕𝒆)
𝑺𝒕𝒖𝒌𝒊 (𝒂𝒅𝒐𝒍𝒆𝒔𝒄𝒆𝒏𝒕𝒆)
Tudo bem..faça o que quiser.
𝑺𝒕𝒖𝒌𝒊 (𝒂𝒅𝒐𝒍𝒆𝒔𝒄𝒆𝒏𝒕𝒆)
𝑺𝒕𝒖𝒌𝒊 (𝒂𝒅𝒐𝒍𝒆𝒔𝒄𝒆𝒏𝒕𝒆)
Apenas me deixe em paz.
Eu digo, sendo grossa, eu sei. Mas meus instintos não me permitiam ser gentil com ele, não agora, não depois do que eu acabei de passar.
Ele não diz mais nada, apenas olha para as minhas pernas. Ele sorri e depois desvia o olhar. Ele vai embora, como eu havia dito para ele. Isso estranhamente foi fácil demais..
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23:20h
Eu já havia deitado no banco. Minhas pernas estavam doendo demais e estavam sangrando ligeiramente. Aquela noite estava especialmente fria, podia sentir meus ossos gelarem. Meus dentes não paravam de bater um no outro, de tanto frio que sentia.
Entretanto eu ouso passos novamente. Eu já imaginava quem poderia ser, então logo coloco um braço no banco, não me levantando totalmente, mas o suficiente para olhar para frente.
𝑺𝒕𝒖𝒌𝒊 (𝒂𝒅𝒐𝒍𝒆𝒔𝒄𝒆𝒏𝒕𝒆)
𝑺𝒕𝒖𝒌𝒊 (𝒂𝒅𝒐𝒍𝒆𝒔𝒄𝒆𝒏𝒕𝒆)
De novo aqui? já não disse para ir embora?
Eu digo, já meio estressada. Enquanto eu dizia essas palavras saia uma leve fumaça dos meus lábios, o frio estava me matando. Ele se aproxima com uma sacola. Eu me sento no banco enquanto observo ele se aproximar demais.
Mas fui surpreendida. Ele começa a mexer na sacola, logo tirando álcool, algodão, pomadas e band-aind. Ele se ajoelha na minha frente e começa a passar o álcool com o algodão levemente sobre as feridas da minha perna.
Eu não consigo dizer nada, eu apenas olho para ele incrédula, eu não sabia se o agradecia ou apenas tentava fugir. Eu não sabia mais oq era ser ajudada, todos pareciam ter uma má intenção.
𝑺𝒕𝒖𝒌𝒊 (𝒂𝒅𝒐𝒍𝒆𝒔𝒄𝒆𝒏𝒕𝒆)
𝑺𝒕𝒖𝒌𝒊 (𝒂𝒅𝒐𝒍𝒆𝒔𝒄𝒆𝒏𝒕𝒆)
Eu não preciso da sua ajud..ugh..
Não pude terminar de falar, a dor que eu senti do álcool nas feridas me fez quase querer chorar de dor. Comecei a choramingar, a dor era insuportável. Mas a mão dele era leve, por incrível que pareça..
Max (adolescente)
Max (adolescente)
Não se mexa muito, se não vai sentir mais dor. Apenas relaxe por um instante..
Ele diz calmamente. Eu olho para o rosto dele, os óculos dele estavam quase caindo, o narizinho estava vermelho e o cachicol estava quase tampando o rosto dele inteiro.
Apesar da aparência frágil, não pude deixar de desconfiar até dos fios de cabelo dele. Mas por enquanto, deixaria ele cuidar de mim.
Ele acaba de passar o álcool e logo passa as pomadas para cicatrizar mais rápido. E por último ele coloca os band-aind cuidadosamente.
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